NAO DELETAR

A TECNOLOGIA NO SETOR DE ÓLEO E GÁS GANHA MAIS ESPAÇO DURANTE A ROGe

A tecnologia ganhou espaço na ROG.e 2026, promovida pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) que reúne feira, congresso técnico e algumas das principais discussões da indústria de energia, petróleo e gás. O evento será realizado até a próxima quinta-feira (24), no Riocentro e já é considerado um dos maiores do setor em todo mundo.   Dos 1.208 trabalhos submetidos ao congresso e avaliados por um comitê formado por 278 especialistas do setor, 250 estão no eixo de Transformação Digital e Inovação, o segundo maior volume entre as seis áreas temáticas da programação. O avanço tecnológico responde a um desafio que cresce na mesma proporção das operações do setor: ganhar eficiência em uma indústria cada vez mais complexa e de grande escala. Em junho de 2026, a produção brasileira chegou a 5,84 milhões de barris de óleo equivalente por dia, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para Tullio Cerviño, CEO Latam e vice-presidente global de Operações Industriais da TRACKFY | WAKECAP, empresa que participa da ROG.e 2026,  “A tecnologia está deixando de ser uma camada adicional da operação para assumir um papel cada vez mais estratégico. Inteligência artificial, automação, conectividade e análise de dados já ajudam a antecipar problemas, reduzir ineficiências e dar mais precisão às decisões. Em uma indústria de grande escala e alta complexidade, isso tem impacto direto em produtividade, segurança e previsibilidade operacional.”

O próprio IBP vem ampliando a discussão sobre como transformar inteligência artificial em resultado dentro da indústria. Em parceria com a CESAR School, a Universidade Setorial do instituto criou uma formação específica para profissionais de óleo e gás aprenderem a identificar onde a IA pode ser aplicada no negócio, avaliar seus limites e conectar a tecnologia a problemas concretos da operação. Para Cerviño, o valor da tecnologia está em aproximar a gestão da operação. “Quanto mais complexa é uma operação, mais importante é ter informação sobre o que acontece com pessoas, equipamentos e processos.” A empresa também pretende compartilhar, durante uma das sessões plenárias, experiências acumuladas em projetos com outras grandes companhias internacionais, tais como Saudi Aramco, Shell e Chevron, mostrando como a tecnologia vem sendo incorporada a operações reais da indústria. Em projetos já desenvolvidos, a plataforma da empresa contribuiu para reduzir em até 30% o tempo de evacuação em uma operação e gerou uma economia de R$ 1,3 milhão em um contrato de R$ 38 milhões. Há ainda casos em que a empresa registra retorno de até 9,3 vezes sobre o investimento. O desafio agora é acompanhar o ritmo de adoção dessas soluções pelo setor. “Nosso papel é estar preparado para apoiar as empresas à medida que avançam nessa adoção de tecnologias. O setor de O&G está atento a esse avanço e realizando iniciativas para reduzir o tempo entre o desenvolvimento das tecnologias e sua aplicação nas operações”, conclui.

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