ABDAN AVALIA QUE TEXTO DO REDATA APROVADO NA CÂMARA É POSITIVO E CRIA OPORTUNIDADES PARA A FONTE NUCLEAR
A Câmara dos Deputados aprovou ontem (24) o projeto de lei que cria incentivos fiscais para estimular a instalação de datacenters no Brasil. O Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) vai garantir a suspensão de tributos por cinco anos na compra de equipamentos para empresas do setor — que em contrapartida terão que usar energias de fonte limpas ou renováveis. O texto agora seguirá para votação no Senado.
A aprovação do texto repercute bem no mercado. Para a Associação Brasileira para o Desenvolvimento das Atividades Nucleares (ABDAN), presidida por Celso Cunha (foto), o texto aprovado já contempla a energia nuclear ao reconhecer o papel das fontes limpas e de baixa emissão na sustentação da expansão da infraestrutura digital do país. Segundo a entidade, desde a versão original da proposta, o enquadramento da nuclear como fonte limpa esteve presente e foi, inclusive, reconhecido pelo próprio governo federal à época da apresentação do projeto.
“A ABDAN entende que eventuais ajustes mais específicos, como o detalhamento do papel de tecnologias nucleares avançadas, a exemplo dos pequenos reatores modulares (SMRs), poderão e deverão ser tratados na etapa de regulamentação da lei, quando serão definidos critérios técnicos, operacionais e de planejamento”, disse a entidade.
A ABDAN disse ainda que, na fase de regulamentação, poderá contribuir tecnicamente para que a política pública assegure segurança energética, estabilidade do sistema elétrico e competitividade para o Brasil na atração de grandes investimentos em data centers. “A associação reforça que a consolidação desse ambiente exigirá diálogo contínuo com os órgãos de planejamento e formulação de políticas, como o Ministério de Minas e Energia e a Empresa de Pesquisa Energética, garantindo que a transição digital ocorra de forma alinhada à transição energética”, acrescentou.
REPERCUSSÃO NO SETOR DE TECNOLOGIA
Já a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom) considera que ao instituir um regime especial de tributação para data centers, o país sinaliza compromisso com uma política pública estruturante, alinhada à necessidade de ampliar sua capacidade de processamento, armazenamento e autonomia digital. “O novo regulamento melhora o ambiente de negócios e reforça o papel do Brasil como destino relevante para projetos de infraestrutura digital e expansão do ecossistema de TIC”, disse a Brasscom.
Enquanto isso, a Associação Brasileira de Data Center (ABDC) emitiu nota dizendo que a “legislação representa um divisor de águas para o Brasil no campo da tecnologia e da economia digital. Ao ampliar a segurança jurídica para investimentos em data centers, o país dá um passo estratégico e se consolida como um dos principais players globais em infraestrutura digital”.

publicada em 25 de fevereiro de 2026 às 16:00 





Não aprendemos nunca. 61% da eletricidade do mundo é fóssil, carvão, gás e óleo, e a eletricidade é a maior indutora de produtividade, precursora da prosperidade. E tratamos a energia fóssil como criminosa. Ninguém é rico no mundo sem eletricidade fóssil, à exceção da França que é nuclear, irmã gêmea da fóssil, pois é térmica. Nossa energia renovável nos ajuda a sermos pobres e a preservarmos esta condição. Como resultado só exportamos commodity, de baixo valor agregado, nos desindustrializamos, perdemos nossos bons empregos industriais, enquanto compramos produtos industrializados, principalmente da China, produzidos com energia fóssil. Sorvetões, eternamente sorvetões.
A energia nuclear não precisa de subsídios, precisa sim produzir com elevado desempenho e investir em tecnologia moderna. Esmola ela não precisa, isto é coisa de renovável e seus micro fatores de capacidade, ou sob outra ótica, macro fatores de indisponibilidade. 18% solar, 30% eólica, 50% hidráulica kkkkkkkk. Engana trouxa.