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ABDAN E CNEN REALIZAM REUNIÃO PARA DEBATER SOBRE PRÓXIMOS PASSOS DO REATOR MULTIPROPÓSITO BRASILEIRO

O presidente da Associação Brasileira para Desenvolvimento das Atividades Nucleares (ABDAN), Celso Cunha, se reuniu com o diretor de Gestão Institucional e presidente substituto da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Pedro Maffia. O encontro institucional serviu para debater os avanços e desafios no projeto do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) — empreendimento que garantirá a autossuficiência do país na produção de radioisótopos usados na fabricação de fármacos para diagnóstico e tratamento do câncer.

Cunha ressaltou que, embora já tenha acontecido a liberação de recursos para o início das obras, é preciso avançar e aprimorar a gestão para tirar o projeto do papel. Uma comitiva da CNEN está nesta semana em Buenos Aires para reuniões com a empresa argentina INVAP. O objetivo é avançar nos termos básicos do contrato de engenharia que viabilizará a nova fase de construção do empreendimento, no primeiro semestre de 2026.

O presidente da ABDAN também abordou as questões de regulação sobre o Centro de Radiofarmácia do IPEN/CNEN. Como se sabe, no final de novembro, a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) deu um prazo de 60 dias para que IPEN e CNEN encaminhem a documentação necessária à continuidade do processo de licenciamento do Centro de Radiofarmácia.

Foi uma reunião muito positiva. O presidente substituto da CNEN ressaltou que a união de esforços é fundamental para sanar essas e outras questões. A ABDAN está de portas abertas para ajudar os institutos de pesquisa ligados ao setor nuclear, que são extremamente importantes para o país”, disse Cunha.

Já o presidente substituto da CNEN enfatizou o papel da governança e gestão, pesquisa desenvolvimento, projetos, inovação e ensino, mostrando que a autarquia está completamente focada nesses temas. “A história da CNEN de desenvolvimento em todas as áreas do setor nuclear e a sua capacidade técnica trazem muitas áreas de convergências para o desenvolvimento da indústria nacional”, enfatizou Maffia.

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Dráusio Lima Atalla
Dráusio Lima Atalla
1 mês atrás

População e PIB da Argentina, 48 milhões e 600 bilhões de dólares. Do Brasil, 200+ milhões e 2,1 trilhões de dólares . Um objeto de menor massa é atraído por outro maior, o calor flui de um ponto mais quente para outro mais frio, a pressão se expande de um ponto de maior pressão para outro de menor pressão. Como vamos comprar engenharia da Argentina pra fazer nosso reator? Não deveria ser o contrário? Imagina se um corpo de maior massa se deslocasse para um de menor, se o calor fluísse do ponto mais frio para o mais quente, ou… Leia mais »

Última edição 1 mês atrás por Dráusio Lima Atalla
Dráusio Lima Atalla
Dráusio Lima Atalla
1 mês atrás

Uma instalação nuclear só deve ter suas obras iniciadas com o projeto completo, inclusive com detalhamento. Se o contrato de engenharia ainda está em seus termos básicos com os argentinos, o mesmo mal que assolou Angra 1 e 2, estão presentes no reator multipropósito. Fazer engenharia, projetar, adquirir e construir ao mesmo tempo é receita para EPC’s flexíveis, jamais encurtando, apenas prolongando, juntamente com o orçamento. Nossas usinas em serviço, Angra 3, nosso enriquecimento, nosso submarino nuclear e nosso reator multipropósito comungam dos mesmo males, confusão, atraso, quebra do fluxo de caixa, encarecimento, frustração, fracasso. E jamais aprendemos. Adicionalmente, comprar… Leia mais »