ABEGÁS DEFENDE INCLUSÃO DO GÁS NATURAL NO REDATA PARA GARANTIR SEGURANÇA ENERGÉTICA DE DATACENTERS
publicada em 28 de agosto de 2026 às 19:00
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A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) defende a inclusão do gás natural no Projeto de Lei nº 278/2026, que cria o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter) e está em análise no Senado Federal. Para a entidade, a medida é fundamental para reforçar a segurança energética do país e criar condições para a atração de investimentos em infraestrutura de alta tecnologia.
O projeto está entre as matérias consideradas prioritárias pelo Senado e conta com o apoio de uma articulação formada por 11 frentes parlamentares e 34 entidades dos setores de indústria, infraestrutura e energia, entre elas a Abegás. Para a Abegás, a retomada da discussão representa um avanço importante. “Não vejo outro caminho para garantir a segurança energética sem viabilizar o gás natural”, afirma Marcelo Mendonça, diretor executivo da Abegás.
De acordo com Mendonça, os datacenters possuem elevado consumo de energia e demandam fornecimento firme e contínuo. Segundo ele, a flexibilidade máxima admitida para a operação dessas estruturas é de apenas 0,013% de interrupção no fornecimento, equivalente a menos de cinco minutos de oscilação ao longo de um ano.
“O fornecimento de energia deve ser contínuo, estável e imune a falhas ou variações climáticas. E o gás natural propicia essa segurança energética”, destaca. O executivo cita ainda o cenário internacional, lembrando que países como os Estados Unidos vêm instalando usinas termelétricas dedicadas ao atendimento da demanda energética de suas infraestruturas digitais.
“Não faz sentido criar bloqueios e excluir o gás natural, que é o energético da transição. Longe de competir com as fontes renováveis, o gás natural oferece o lastro necessário para viabilizar a operação contínua dos datacenters, abrindo caminho também para o desenvolvimento do biometano, gás renovável que será diretamente beneficiado com a expansão da infraestrutura logística do gás e com o aumento da demanda. A grande força do Brasil é justamente a diversidade energética. Aproveitar todo esse potencial é o que será decisivo para que o País tenha condições de ancorar esses empreendimentos”, reforça.
A Abegás apoia a Emenda 22 ao PL 278/2026, apresentada pelo senador Laércio Oliveira (SE), que prevê a inclusão expressa do gás natural entre as fontes que poderão abastecer os datacenters contemplados pelo Redata. Na avaliação da associação, a medida proporciona maior previsibilidade de custos, diminui riscos operacionais e garante aos investidores a possibilidade de escolher uma fonte energética competitiva e capaz de oferecer fornecimento firme.
“A aprovação do Redata com a inclusão do gás natural garantirá que o Brasil ofereça opções reais para que os empreendedores estruturem projetos confiáveis, sustentáveis e alinhados à transição energética, destravando investimentos e consolidando a competitividade internacional do País”, afirma o porta-voz da Abegás.





