AMEAÇAS DE TRUMP DE ACABAR COM “UMA CIVILIZAÇÃO NO IRÔ FAZEM O MERCADO MUNDIAL TREMER, ARREPIAR E ROER AS UNHAS COM MEDO DO PIOR
Depois de o governo brasileiro ter anunciado um conjunto de medidas emergenciais com o objetivo de tentar diminuir os impactos do aumento no preço dos combustíveis, houve muita reação do mercado. E, como era de se esperar, as medidas foram vistas mais como um esforço eleitoral para reduzir a rejeição a candidatura do presidente Lula, do que efetivamente como alternativas que o mercado pudesse absorver como benefícios para sanear a situação. A forte queda de quase 60% nas importações de diesel nos primeiros dias de março, somada ao alerta sobre uma situação de risco no abastecimento já para este mês, acendeu um sinal vermelho no setor produtivo. A raiz do problema esbarra na ineficácia prática do pacote de R$ 10 bilhões em subsídios oferecido pelo governo. Fixado em R$ 0,32 por litro, o incentivo não cobre a
defasagem em relação aos preços internacionais, paralisando a atuação das importadoras privadas e transferindo o risco de um apagão logístico para dentro das corporações. Somado a isso, os avisos, os alertas e as ameaças contra o Irã, feitas pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que elevou o barril do Brent esta manhã (7) para entrega em junho a pouco mais de US$ 108. A medida governamental ataca uma crise global com uma solução doméstica falha. O subsídio não cobre a defasagem de preços. O resultado é mais ou menos óbvio, menos para os técnicos do governo: menos importação, menor oferta e um mercado que passa a funcionar com preços altos.
O combustível deixa de ter um custo previsível. Fica escasso, o que exige um consumo agressivo de caixa, comprometendo as próximas compras. O desabastecimento bate na porta. E bate alto, como se fosse policiais invadindo casas de bandidos. Deixa de ser um risco para se transformar em um risco para as empresas. A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), apesar dessas evidências, se manifestou a favor do governo e disse que acompanha com atenção as medidas anunciadas, além de dizer reconhecer “a importância de iniciativas emergenciais voltadas à redução de custos e à garantia do abastecimento, especialmente em um contexto de elevada volatilidade internacional.” A federação, estranhamente, disse que “O pacote anunciado configura uma resposta relevante no curto prazo a um cenário de crise, ainda que seus efeitos e desdobramentos devam ser acompanhados com atenção, sobretudo no que diz respeito ao equilíbrio fiscal e à coordenação federativa.”
A REALIDADE QUE FAZ MUDAR
A intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz provocaram uma redução tão intensa do tráfego marítimo e ataques a infraestruturas estratégicas, capaz de provocar declarações do presidente Trump, que nos faz mergulhar nos ensinamentos destacados e previstos no capítulo sobre o Apocalipse, na Bíblia. Hoje, Trump foi bem taxativo ao dizer que “UMA CIVILIZAÇÃO INTEIRA MORRERÁ ESTA NOITE.” Se os iranianos disseram mesmo que estavam dispostos a morrer pelo país, a comunidade internacional está toda arrepiada e de cabelo em pé, roendo as unhas, só de lembrar dos horrores de Hiroshima e Nagasaki, duas cidades japonesas, alvo de bombas atômicas que marcaram o fim da segunda guerra mundial.
As consequências de mercado também pegam a população mundial pelo pescoço e sacode, mostrando o barril de petróleo a preços estratosféricos e que, dependendo das ações das forças armadas americanas, podem elevar os preços do petróleo a índices jamais vistos até hoje. A crise reacendeu o risco de uma crise energética de grandes proporções, com impactos diretos sobre inflação, custos logísticos e crescimento econômico global.
O ponto crítico é o setor de industrial e seu feito de queda de dominó em todas as cadeias produtivas interdependentes. A elevação dos custos energéticos combinada à escassez de insumos estratégicos, como fertilizantes, químicos e semicondutores. Os investimentos irão paralisar e acelerar movimentos em todas as cadeias internacionais de negócios. Será o caos para quem não tem petróleo ou como refiná-lo. A máxima do “farinha pouca, meu pirão primeiro,” ressurgirá forte como nunca.

Quase nenhum investimento em refino, faz o país depender das importações. Governo Lula não pode reclamar de falta de previsibilidade
No Brasil, a pressão sobre combustíveis tende a se intensificar nos próximos meses, com potenciais reajustes relevantes em gasolina e diesel, porque o país teve tempo, espaço, mas não optou por ter refinarias capazes de atender ao seu mercado. Por isso, sofre, mesmo com a Petrobrás batendo recordes de produção, mas tendo que vender o seu excedente. O cenário, é bem claro: eleva os custos de transporte, produção e distribuição, gerando efeito cascata sobre a inflação e pressionando setores sensíveis, como agronegócio e indústria. Além do impacto direto sobre energia, a crise expõe fragilidades estruturais das cadeias industriais globais. O bloqueio logístico e a interrupção de fluxos de insumos estratégicos. Tudo isso resultando com uma inflação nas grimpas e descontrolada. Se vai acontecer? Quem viver, verá.

publicada em 7 de abril de 2026 às 13:00 






