APERTA O CERCO CONTRA EMPRESA DE MILITARES CUBANOS. HAVANA ESTÁ SOB PROTESTOS NOTURNOS E DITADOR DESAFIA A FORÇA AMERICANA
O Pentágono tem olhos para todo mundo. É a prática do ditado um olho no gato e outro no peixe. Enquanto o Presidente Donald Trump chega a Pequim para iniciar conversações com o ditador chinês Xi Jinping, o bloqueio naval americano aos portos iranianos segue em Ormuz e a corda segue apertando os pescoços dos ditadores cubanos ainda mais forte. O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, disse que considera o regime cubano uma ameaça à segurança nacional dos EUA e aumentou as sanções econômicas, agora diretamente sobre a GAESA, a empresa comandada pelos ditadores da ilha, onde o dólar esteja a frente dos negócios. Os
americanos descobriram que parte dos dólares dos lucros da GAESA vai diretamente para contas pessoais dos líderes da ditadura no paraíso fiscal do Panamá. A repressão aumenta, mas os protestos noturnos aumentam também. A noite de ontem em Havana houve uma sinfonia de panelas vazias pela cidade que estava às escuras.
A declaração de Pete Hegseth foi uma resposta direta a uma pergunta do congressista cubano-americano Mario Díaz-
Balart durante a audiência do Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Representantes. O congressista perguntou a Hegseth se ele considerava que o regime na ilha representava uma ameaça à segurança nacional dos EUA, ao que o secretário do Pentágono respondeu “sim.” O congressista republicano também perguntou se navios militares russos haviam utilizado território cubano, e o Secretário de Guerra dos EUA respondeu afirmativamente. “É verdade”, respondeu Hegseth, explicando que Washington há muito considera “altamente problemático” que “um adversário estrangeiro utilize esse tipo de localização” tão perto dos EUA.
A congressista republicana Maria Elvira Salazar, de ascendência cubana, aplaudiu as declarações de Hegseth em sua conta no X:
“Finalmente, a verdade está sendo dita. O regime cubano não é apenas um vizinho”. Cuba, afirmou a congressista, “é uma base estratégica para a China e a Rússia, e um refúgio para organizações terroristas a apenas 145 quilômetros de nossas costas”. Uma semana antes, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, havia feito declarações semelhantes durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca.
Em Cuba, o ditador sanguinário Miguel Díaz-Canel, que ordenou manter em cárcere privado o menino Jhonatas Muir, de apenas 16 anos, por ter protestado contra o apagão e a falta de comida em Matanzas, recorreu ao vitimismo, mas insistindo em uma retórica arrogante e desafiadora, afirmando que o regime “não tem medo”, após negar que represente uma ameaça à segurança nacional dos EUA. “Cuba não ameaça, Cuba é constantemente ameaçada”, escreveu o governante cubano em sua página no Facebook. Ele usa o mesmo estilo desafiador aos Estados Unidos que foi usado pelo ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro e pelo
presidente Lula: “Em mais de seis décadas de revolução socialista, a noventa milhas dos EUA, nenhuma ação ofensiva contra a segurança nacional daquele país jamais partiu deste território”, afirmou Díaz-Canel.
No entanto, em sua extensa postagem, ele não mencionou a suposta instalação em Cuba de bases a partir das quais a China espiona os Estados Unidos, denunciada no ano passado por Ryan Berg, diretor do programa para a América Latina do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), em uma audiência pública no Comitê de Segurança Nacional da Câmara dos Representantes dos EUA. O governante da ilha declarou que “Cuba tem sido alvo de inúmeras ações ofensivas orquestradas a partir daquele território, ao longo destes anos de Revolução, que deixaram milhares de cubanos feridos ou mortos“, e afirmou que o regime “teve que trabalhar durante todo esse tempo para enfrentar com firmeza e serenidade as ameaças vindas dos EUA e que continuará até o fim”.
PROTESTOS EM HAVANA
Os protestos se espalham por uma Havana silenciosa: panelas batendo, barricadas e gritos de “abaixo a ditadura. “ A crise energética desencadeou novos protestos na noite de ontem (12) e na madrugada desta quarta-feira (13) em várias partes de Havana, onde os moradores foram às ruas para protestar contra os prolongados apagões e a deterioração generalizada das condições de vida em Cuba. Relatos que circulam nas redes sociais indicam protestos com panelas, queima de lixo e slogans
contra o regime em áreas de Marianao, Regla, Havana Leste e Diez de Octubre, em meio a apagões que, em alguns setores, ultrapassam 30 horas consecutivas. Após incontáveis horas sem eletricidade, os protestos começaram. Panelas, frigideiras, trombetas e trombones estão sendo tocados, e as pessoas estão gritando alto e claro: abaixo a ditadura.
O site Todo Cuba 2.0 noticiou um “cacerolazo” (protesto com panelas batendo) em Marianao e afirmou que algumas áreas estavam sem energia elétrica há mais de um dia. Vídeos compartilhados nas redes sociais também mostraram fogueiras e lixo queimando nas ruas. Em outra reportagem, o usuário Saúl Manuel publicou imagens de Serafines, Diez de Octubre, Colônia e Regla onde se ouvem gritos de “liberdade” e “abaixo a ditadura”, em cenas que
reproduzem os protestos espontâneos registrados em diferentes províncias do país nos últimos meses. Moradores bloquearam a Calzada de Concha e realizaram um protesto ruidoso com panelas, em repúdio aos apagões e à crise estrutural que a ilha atravessa. Em meio ao agravamento da crise energética, os protestos contra os apagões tornaram-se cada vez mais frequentes e generalizados na ilha, refletindo o crescente descontentamento popular com o colapso dos serviços básicos e a incapacidade do regime de es
tabilizar o sistema elétrico.


publicada em 13 de maio de 2026 às 12:00 




