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AZEDA DE VEZ A RELAÇÃO BRASIL-ESTADOS UNIDOS COM LULA PROIBINDO A ENTRADA NO BRASIL DO ASSESSOR DE TRUMP. FLAVIO BOLSONARO CHAMA DE PARANÓIA

Pronto. Azedou de vez a química Lula-Trump. Só pode ser os efeitos de uma “sexta-feira 13”.  O presidente Lula parece querewr mostrar as  “garantias” em relação  a soberania brasileira com os Estados Unidos. Ele acaba de proibir a entrada do assessor do presidente Donald Trump, Darren Beattie,  no Brasil. De novo, Lula erra no na mosca. Segundo o presidente, o assessor só poderá entrar no Brasil se o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, for autorizado a entrar nos EUA. Parece que a política externa brasileira não falha: erra em todas as direções. Não basta apenas apoiar os grupo terroristas Hamas, Hezbolahh e Houthis e se colocar contrário a Israel em defesa do regime iraniano que matou cerca de 40 mil pessoas – mais de 30 mil de mulheres e crianças – desde o dia 28 de dezembro, em razão dos protestos. O Brasil não deu uma palavra de repúdio pelas mortes ordenadas por Ali Khamenei, que morreu no primeiro dia de ataque das formas militares dos estados Unidos e Israel, em Teerã.

Para o presidente brasileiro, o assessor do presidente Trump para assuntos relacionados ao Brasil só entrará no país quando os EUA revogarem a sanção ao visto do ministro da Saúde. “É importante lembrar, que aquele cara americano que disse que vinha para cá para visitar o Jair Bolsonaro,  foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde que está bloqueado. Bloquearam o visto do Padilha, o visto da mulher dele, o visto da filha dele de 10 anos. Então, Padilha, esteja certo que você está sendo protegido”, disse Lula. A declaração foi dada durante inauguração do Setor de Trauma do novo Hospital Federal do Andaraí (HFA), na região da Grande Tijuca, no Rio de Janeiro.

Ontem (12), o encalacrado ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de ligações estreitas com o banqueiro-bandido, Daniel Vorcaro, voltou atrás da decisão que havia autorizado a visita de Beattie ao ex-presidente Bolsonaro na prisão.  A mudança ocorreu após Moraes receber do Itamaraty a informação de que Beattie não tem agenda diplomática no Brasil e que seu visto de entrada foi concedido apenas para um compromisso privado. Darren Beattie é um escritor conservador, com formação em ciência política. No primeiro mandato de Trump, era um dos responsáveis por escrever os discursos do republicano. Desde fevereiro, é o responsável pela política do Departamento de Estado para o Brasil, ele foi nomeado no Departamento em outubro passado. Apesar disso, Beattie já exercia influência sobre a política do governo Trump para o Brasil desde o começo do atual mandato do republicano, em janeiro de 2025. Ele é um dos principais envolvidos nas discussões dentro da administração Trump sobre a possibilidade de voltar a sancionar Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky.

LULA E A PARANOIA

O Senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, disse nesta sexta-feira (13), que a decisão de proibir a entrada do assessor do presidente Trump ao Brasil, é paranoia:  “Tem que parar com essa paranoia de que alguém tá vindo aqui (no Brasil) para fazer interferência.” Ele falou na entrada do Hospital DF Star, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está internado. Em entrevista a jornalistas, Flávio afirmou que Beattie é um homem forte do governo americano que sempre teve excepcionais relações com o Brasil. “Uma mensagem mentirosa do Itamaraty, alegando que isso podia ser uma espécie de interferência em eleições aqui, o que é uma mentira.  Flávio disse ainda  que se trata apenas de uma “visita de um enviado do presidente Trump pra conversar com o presidente Bolsonaro. O pessoal tem que parar de paranoia, aí deixar, não tem problema nenhum esse cidadão vim aqui conversar com o presidente Bolsonaro, ou com outras autoridades que porventura ele tem aqui.”

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