BAYER TRANSFORMA PLANTA INDUSTRIAL EM MODELO DE ENERGIA RENOVÁVEL PARA DESCARBONIZAR E GANHAR COMPETITIVIDADE
A Bayer inaugura hoje (17), em São José dos Campos (SP), uma caldeira de biomassa que substitui o gás natural como principal fonte para geração de vapor da planta, reduzindo em cerca de 40% as emissões de CO₂ da unidade em relação a 2019, ano-base da meta de descarbonização da companhia. A troca de um combustível fóssil por uma fonte renovável é a contribuição da operação brasileira ao compromisso global da Bayer, alinhado aos padrões da SBTi (Science Based Targets initiative), de alcançar a neutralidade de carbono nas emissões de Escopo 1 e 2 até 2030. A solução foi escolhida após cinco anos de estudos e é operada pela Ecogen Brasil, empresa que também foi responsável pelo investimento e pela instalação da nova infraestrutura. A decisão tem também um racional de competitividade: ao reduzir a dependência de combustíveis fósseis, a operação fica menos exposta à volatilidade de preços do mercado de energia, ganhando previsibilidade no longo prazo. Para assegurar o abastecimento ininterrupto, a biomassa reciclada responde por no mínimo 96% da geração de vapor ao longo do ano. Com essa matriz operando em sua capacidade contratada, a redução estimada de emissões equivale a retirar mais de 5 mil veículos de passeio das ruas por ano. Para essa comparação, foi utilizada como referência a Greenhouse Gas Equivalencies Calculator da EPA (Environmental Protection Agency ou Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos), que adota um fator médio de até 4,6 toneladas de CO₂ por veículo de passeio por ano.

Maurício Rodrigues, Presidente da Divisão Agrícola da Bayer na América Latina, Bruno Morante, líder da planta da Bayer em São José dos Campos, Lígia Izzo, Vice-Presidente de Operações da Divisão Agrícola da Bayer para a América Latina, e Noriaki Watanabe, Co-CEO da Ecogen Brasil
Para Ligia Izzo, Vice-Presidente de Operações da Divisão Agrícola da Bayer para a América Latina, “O combate às mudanças climáticas requer esforços coletivos de toda a cadeia. A Bayer, historicamente, tem a sustentabilidade como um dos seus principais pilares estratégicos e contribui globalmente com soluções inovadoras e iniciativas ligadas à transição energética.” O projeto materializa a economia circular em escala industrial ao transformar cavaco de madeira reciclada e resíduos da indústria madeireira em energia. Ao contrário do gás natural, que extrai carbono fóssil do subsolo, a biomassa é uma fonte de carbono neutro, pois aproveita o carbono já existente no ciclo biológico, evitando a adição de novos gases de efeito estufa à atmosfera. A origem do combustível é 100% documentada, em conformidade com a Lista Brasileira de Resíduos Sólidos aprovada pelo IBAMA, garantindo o rastreio por meio de fornecedores homologados. O sistema opera com filtros de manga que asseguram emissões de material particulado inferiores a 30 mg/Nm³, índice abaixo do exigido pela legislação, aliado a um monitoramento contínuo dos gases de exaustão.
Segundo Felipe Albuquerque, Diretor de Sustentabilidade da Bayer na América Latina, a governança deste projeto é tão importante quanto a engenharia. “Nos baseamos em um sistema no qual cada pedaço de madeira tem sua origem verificada, garantindo que estamos de fato transformando um resíduo em energia renovável. É a sustentabilidade aplicada à cadeia de suprimentos, com rastreabilidade e integridade.” A iniciativa coincide com dois marcos históricos da companhia: os 130 anos de atuação da Bayer no Brasil e os 50 anos da unidade de São José dos Campos. A fábrica é um polo estratégico para a produção de produtos de proteção de cultivos da empresa. O momento reflete a decisão de acelerar a transição energética local, transformando uma operação complexa em um modelo de indústria sustentável, competitiva e inteligente.

publicada em 17 de julho de 2026 às 13:00 




