BRASIL ADERIU AO COMPROMISSO INTERNACIONAL QUE PREVÊ TRIPLICAR A CAPACIDADE NUCLEAR MUNDIAL ATÉ 2050
O Brasil e mais três países (China, Itália e Bélgica) aderiram a um compromisso internacional, que agora reúne 38 nações, com o objetivo de triplicar a capacidade global de geração de energia nuclear até 2050. A assinatura hoje (10) ocorreu durante o Global Nuclear Energy Summit, realizado na França. A adesão brasileira foi assinada pela embaixadora Claudia Vieira Santos, atual representante permanente do país junto à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Para lembrar, durante a COP28 — realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em dezembro de 2023, um grupo inicial de 25 países apoiou uma Declaração Ministerial que pede
ao menos a triplicação da capacidade global de energia nuclear até 2050. A declaração afirma que os países reconhecem a necessidade de triplicar a capacidade nuclear para alcançar “emissões líquidas zero de gases de efeito estufa/neutralidade de carbono global até ou por volta de meados do século” e para manter ao alcance o limite de aumento da temperatura global de 1,5°C.
O documento também reconhece que “novas tecnologias nucleares podem ocupar uma pequena área de terreno e podem ser instaladas onde forem necessárias, funcionar de forma complementar às fontes renováveis e oferecer flexibilidades adicionais que apoiam a descarbonização além do setor elétrico, incluindo setores industriais de difícil abatimento de emissões”.
Com as adesões de hoje, o grupo de países que assinaram a declaração é o seguinte: Armênia, Bélgica, Brasil, Bulgária, Canadá, China, Croácia, República Tcheca, El Salvador, Finlândia, França, Gana, Hungria, Itália, Jamaica, Japão, Cazaquistão, Quênia, Kosovo, Moldávia, Mongólia, Marrocos, Holanda, Nigéria, Polônia, Romênia, República de Ruanda, Senegal, Eslováquia, Eslovênia, África do Sul, Coreia do Sul, Suécia, Turquia, Ucrânia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e EUA.
“O anúncio de hoje adiciona um enorme impulso à coalizão global dos ambiciosos, que apoiam a declaração de triplicar a capacidade nuclear até 2050. A ambição dos países que aderem à declaração é reconhecida em nosso Relatório Mundial de Perspectiva Nuclear, que mostra que a capacidade nuclear pode superar a meta triplicada, se as metas governamentais forem atingidas. Coletivamente, governos e indústria devem agora transformar essa ambição em ação e cumprir“, comentou a Diretora-Geral da Associação Nuclear Mundial, Sama Bilbao y León.
Já para o presidente da Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), Celso Cunha, a adesão do Brasil vai ao encontro com o planejamento energético de longo prazo do país. “Importante ressaltarmos que esse pacto faz todo o sentido. O Plano Nacional de Energia (PNE) 2050 previa de 8 a 10 GW de energia nuclear. Já o PNE 2055 sinaliza a possibilidade de até 14 GW. Isso é mais do que triplicar a matriz. A meta discutida internacionalmente de triplicar a matriz global é fundamental para o planeta alcançar suas metas de redução de emissões”, avaliou.
Mais cedo, conforme noticiamos, a ABDAN e outras 24 entidades internacionais representativas do setor assinaram hoje, também durante o Global Nuclear Energy Summit, uma declaração conjunta reafirmando o papel da energia nuclear como um dos pilares de sistemas energéticos sustentáveis, seguros e resilientes. A iniciativa, liderada pela associação francesa GIFEN, reúne organizações de 22 países da Europa, Ásia e Américas que desenvolvem ou avaliam o uso da energia nuclear para fins civis.

publicada em 10 de março de 2026 às 15:00 





Caminho das pedras para triplicar+ a geração nuclear no Brasil: 1. Exigir fatores de capacidade nas usinas em serviço acima de 85%, comercializando a geração anual e obtendo renda 10+% acima da atual bolsa família nuclear independente da geração. Aumentar os ciclos para 18 meses. 2. Enterrar Angra 3. O ônus é do governo pois foi ele que investiu em usinas alemães, muito acima de nossa capacidade técnica, financeira, de gestão e liderança. 3. Escolher novos sítios nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, com capacidade para até seus usinas em cada sítio. 4. Escolher nova tecnologia nuclear, usinas simples e… Leia mais »
O senhor e formado na área? Muita informação, agora e ver se a turma de Brasília vai colocar algo igual o que você disse