BRASIL BUSCA INTEGRAÇÃO ENERGÉTICA COM PAÍSES QUE FAZEM FONTEIRA NO SUL DO CONTINENTE

ITAIPUO Brasil está buscando aumentar a  integração energética entre os parceiros na América do Sul. Durante a 56ª edição da Reunião de Altos Executivos da Comissão de Integração Energética Regional (CIER), que ocorre na cidade do Panamá, no Panamá, o comitê brasileiro – Bracier –, representada por João Francisco Ferreira, diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, assinou três Declarações Conjuntas de Colaboração para alavancar a integração energética regional com representantes de alto nível da Bolívia, Argentina e Peru.As Declarações deixam claras as intenções de produzir esforços conjuntos na consecução de grandes projetos bilaterais e nos aspectos técnicos, econômicos e regulatórios regionais. Os grupos de alto nível formados nas Declarações Conjuntas funcionará, inclusive, como um fórum de orientação e consulta sobre aspectos relacionados à análise e ao andamento das atividades, direcionando novos estudos necessários. Outro aspecto importante foi reafirmar o compromisso com o desenvolvimento e a integração energética regional, considerando este ponto como um poderoso instrumento para o desenvolvimento econômico e sustentável dos dois países e o bem-estar da sociedade.

Com a Bolívia, há estudos para implementar uma usina hidrelétrica binacional, no Rio Mamoré, acima do município de Guajará-Mirim (RO), contando com a experiênciaITAIPU 1 de Itaipu, e possibilidades de interconexão dos estados do Mato Grosso do Sul (MS) e Mato Grosso (MT) com o país vizinho, inclusive analisar a viabilidade de intercâmbios entre Brasil e Bolívia através da Argentina. Já com a Argentina, há um estudo para  se implementar duas usinas hidrelétricas no rio Uruguai: os projetos Garabi e Panambi, que proporcionarão ao Brasil e à Argentina mais energia elétrica gerada a partir de fonte renovável, além de consolidar a integração energética entre ambos os países.

Tanto para o diretor-geral brasileiro de Itaipu, João Francisco Ferreira, quanto para o diretor técnico executivo da binacional, Celso Torino, o sucesso das tratativas demonstra uma parceria sólida em prol do desenvolvimento e soberania elétrica dos países envolvidos: “Demos agora mais um grande salto rumo a novas parcerias que devem em breve se tornar algo concreto para que esses países possam garantir mais cooperação no âmbito energético, trazendo mais segurança elétrica para cada um deles, por meio da irmandade que rege nossas relações.” A CIER é uma organização internacional, reconhecida por governos, de duração ilimitada e sem fins lucrativos, que reúne empresas e organizações do setor energético dos países membros, bem como membros associados e entidades relacionadas. Seu objetivo é promover e favorecer a integração do setor energético da região por meio da cooperação mútua entre seus associados.

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