CLAUDIA SCHEINBAUM DESAFIA OS ESTADOS UNIDOS E MANDA DOIS NAVIOS COM AJUDA PARA SOCORRER O GOVERNO DA DITADURA CUBANA
A Presidente do México Claudia Scheibaum parece ter escolhido um caminho de pedras agudas para o seu governo caminhar. Ela passou por cima das recomendações de seu maior parceiro econômico, os Estados Unidos, para mandar dois navios com ajuda ao governo da ditadura castrista tentar sobrevier diante da crise produzida pela suspensão do abastecimento de petróleo para a ilha. Os navios mexicanos transportando “ajuda humanitária”, segundo a presidente Scheibaum já atracaram no porto de Mariel, em Havana, enquanto os Estados Unidos continuam seus esforços para isolar a ilha do fornecimento externo de combustível. Para lembrar, o Porto de Mariel foi construído com o dinheiro de impostos de brasileiros, que estava sob administração do BNDES. Até hoje, o empréstimo não foi pago, com o Presidente Lula pensando em perdoar a dívida.
Claudia Sheinbaum (direita) aumentou a aposta, ao afirmar em sua coletiva de imprensa matinal, que mais ajuda estava a caminho. “Estamos enviando diferentes tipos
de ajuda, diferentes tipos de apoio. Hoje, os navios chegam. Quando retornarem, enviaremos mais apoio de um tipo diferente.” Ela também descreveu o papel de seu país como “abrir as portas para o desenvolvimento do diálogo” entre Cuba e os EUA, mas insistiu que a manutenção da soberania de Cuba seria primordial entre suas prioridades. Desde janeiro, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, tem procurado cortar o fornecimento de petróleo que alimenta a rede elétrica de Cuba e outras infraestruturas críticas.
A ditadura cubana, agora liderada por Miguel Diaz-Canel, está desmoronando, sem poder fornecer nem o básico à sua população. Não há mais condições do país de produzir energia sem petróleo. Sem energia, não há possibilidades de distribuição de água. Os alimentos não são produzidos e nem importados. Os hospitais não tem condições de atendimentos. Falta tudo. Combustível, somente para as autoridades da ditadura e estratégica para as Forças Armadas. Não há mais combustível para os aviões e ilha está isolada. Quase todos os voos internacionais estão cancelados. A população nas ruas quer o fim da ditadura, que ainda prende as pessoas por protestarem nas ruas contra toda esta crise. Os Estados Unidos querem a mudança do regime e dos ditadores que ainda comandam o país com mãos de ferro. Esquerdista como a ditadura cubana, Claudia Scheinbaum preferiu se unir aos ditadores contra o seu maior parceiro comercial. Vai precisar arcas com as consequências.
O embargo de petróleo começou em 3 de janeiro, quando Trump autorizou uma operação militar dos EUA para atacar a Venezuela e
prender o dirtador sanguinário, Nicolás Maduro(direita), acusado de ser também líder do narcotráfico que inundava os Estados Unidos de drogas. Além dele, também foi presa a sua esposa, Cilia Flores, tida como muito influente. A Venezuela sempre foi uma aliada próxima de Cuba, além de ser uma importante fornecedora de petróleo. Mas, após a captura de Maduro, Trump anunciou que grande parte das trocas econômicas entre os dois países seria interrompida. “Cuba viveu, durante muitos anos, com grandes quantidades de PETRÓLEO e DINHEIRO da Venezuela. Em troca, Cuba forneceu ‘Serviços de Segurança’ para os dois últimos ditadores venezuelanos, MAS NÃO MAIS”, escreveu Trump há dois dias em sua conta no Truth Social. “NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO NEM DINHEIRO ENTRANDO PARA CUBA – ZERO!”
Ele também indicou que esperava que o governo comunista de Cuba desmoronasse após a destituição de Maduro. “Cuba está prestes a ruir. Cuba agora não tem renda. Toda a sua renda vinha da Venezuela, do petróleo venezuelano. Eles não estão recebendo nada disso.” Trump pressionou repetidamente Cuba para que “chegasse a

A população, perdida, não sabe o que fazer. Os protestos contra o a ditadura cubana começam a se alastrar em Havana
um acordo” para resolver o impasse, embora não esteja claro o que tal acordo incluiria. Em 29 de janeiro, ele disse que a situação em Cuba era uma “emergência nacional” para os EUA. E também disse que o governo de Havana de ser uma “ameaça extraordinária” e de apoiar “atores hostis, terrorismo e instabilidade regional que põem em risco a segurança e a política externa americanas”. Juntamente com essa declaração de emergência, foi anunciado que os EUA imporiam tarifas aos países que fornecem petróleo a Cuba, direta ou indiretamente. Isso colocou o México na defensiva. O México, assim como a Venezuela, estava entre os parceiros comerciais regionais que forneciam petróleo a Cuba. Mas também é um dos principais parceiros comerciais dos EUA. Cerca de 80% das exportações mexicanas são destinadas ao seu vizinho do norte, e os dois países fazem parte atualmente de um acordo regional de livre comércio.
Apesar disso, Sheinbaum criticou o bloqueio de petróleo imposto por Trump a Cuba, classificando a situação como “injusta”.
Cuba é um país esquerdista que critica fortemente o capitalismo e reclama por não ser atendido pelo próprio capitalismo. sofre há muito tempo com a instabilidade econômica, que seu governo atribui ao regime de sanções dos EUA. As novas restrições da era Trump às exportações de combustível para Cuba levaram a ilha à beira de uma nova crise, principalmente fazendo a população cubana ver o quanto é ineficiente a ditadura, que só beneficia quem está no poder. Esta é a lição que os Estados Unidos querem mostrar para a população cubana. No início de fevereiro, Stephane Dujarric(direita), porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a situação na ilha havia se tornado crítica. Os apagões já são um problema crônico. “Posso afirmar que o secretário-geral está extremamente preocupado com a situação humanitária em Cuba, que irá piorar e, se não entrar em colapso, se suas necessidades de petróleo não forem atendidas.” Os Estados Unidos também anunciaram este mês que fornecerão US$ 6 milhões em ajuda humanitária, mas evitarão repassar os fundos por meio do governo cubano, optando por fazê-lo através da Igreja Católica.

publicada em 13 de fevereiro de 2026 às 15:00 





