CNA ALERTOU O GOVERNO LULA A QUASE UM MÊS SOBRE A FALTA DE FERTILIZANTES DEVIDO A GUERRA, MAS NADA FOI FEITO ATÉ AGORA
A incapacidade do governo Lula faz qualquer um tirar o chapéu. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), seguindo o exemplo de todos os países que deixaram de receber fertilizantes do Oriente Médio, principalmente do Irã, em função da guerra com os Estados Unidos e Israel, recebeu um alerta sobre o problema e uma sugestão para solucionar o questão. Para dar suporte aos produtores agropecuários, os países produtores zeraram os impostos de importação de todos os fertilizantes. Por aqui, o presidente da CNA, João Martins(principal), encaminhou um ofício ao então Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no dia 17 de março. Na sexta-feira próxima, daqui a dois dias, vai fazer um mês que este oficio foi entregue sugerindo zerar os impostos de importação, que seria parte da solução dos problemas. E querem saber a resposta do governo Lula? zero. Martins alertava e justificava a medida diante do aumento dos preços dos fertilizantes nitrogenados importados pelo Brasil para utilização na agricultura, como a ureia, que teve alta de 35% no preço, como consequência da escalada do conflito no Oriente Médio. Isso compromete a produção de alimentos do maior produtor mundial, que é o Brasil. Mas ninguém tomou qualquer providência.
Zerar os impostos, foi a primeira medida tomada pelo Primeiro Indiano, Narenda Modi(direita), o país mais populoso do mundo, com 1,4 bilhão de pessoas. Ele conseguiu ver,
nos primeiros dias de março, quais seriam as consequências para agricultura do país que ele dirige. Aqui, saiu Haddad, entrou Dario Duringan, e a solução permanece na casa do zero. A importância que o governo Lula dá à agropecuária, pelas ações que o governo toma, parece uma vingança contra quem trabalha. Para continuar a produzir alimentos sem o apoio dos fertilizantes, os produtores brasileiros vai ter que rebolar. As consequências não serão de imediato, mas na próxima colheita, o que o país vai colher será muito aborrecimento.
A situação tende a piorar depois das restrições impostas aos portos iranianos, um dos maiores fornecedores de fertilizantes do mundo, principalmente para o Brasil. E o problema está longe de acabar. Talvez o problema do petróleo seja resolvido muito antes da primeira remessa de fertilizante iraniano chegar por aqui. Atualmente, o AFRMM tem alíquotas de 8% na navegação de longo curso, cabotagem, navegação fluvial e lacustre para o transporte de cargas para todo Brasil, e 40% para graneis líquidos destinados às regiões Norte e Nordeste. “Essa estrutura gera impactos relevantes sobre os custos logísticos nacionais, especialmente na importação de fertilizantes essenciais à produção
agropecuária”, chama a atenção a CNA. A importação corresponde a 90% dos fertilizantes consumidos no Brasil.
No ofício, a CNA explica que parcela expressiva da arrecadação do AFRMM decorre da importação de fertilizantes, majoritariamente internalizado por portos das regiões Sul e Sudeste. Segundo a entidade, a alta dos preços tende a pressionar ainda mais os custos de produção e, consequentemente, os preços dos alimentos no País. Nesse contexto, “a medida proposta reveste-se de caráter emergencial e estratégico, sendo fundamental para mitigar os efeitos de choques externos sobre a economia brasileira, em especial em um setor responsável por parcela significativa do PIB, das exportações e da geração de emprego e renda”, conclui a CNA.

publicada em 15 de abril de 2026 às 12:00 






