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COGEN PARTICIPA DE REUNIÃO NO MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA E PEDE A INCLUSÃO DE TÉRMICAS A BIOMASSAS NO LEILÃO DE CAPACIDADE

A Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen) se reuniu nesta sexta-feira (10) com o secretário nacional de Transição Energética e Planejamento do Ministério de Minas e Energia (MME), Gustavo Cerqueira Ataíde, para defender a inclusão das usinas termelétricas a biomassa no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026.

Foi um encontro produtivo. Nossa expectativa é que a portaria do MME contemple a participação das biomassas”, afirmou o diretor de Tecnologia e Regulação da Cogen, Leonardo Caio Filho. Segundo ele, a equipe da Cogen apresentou uma exposição conceitual baseada nas contribuições enviadas à consulta pública, esclarecendo diversos pontos levantados pelo ministério. “Abordamos temas como despachabilidade, flexibilidade, custos, logística dos biocombustíveis e disponibilidade de geração ao longo do ano. A presença dos representantes do setor produtivo foi essencial para responder todas as dúvidas técnicas”, acrescentou.

O encontro contou também com a participação do CEO da Thymos Energia, João Carlos Oliveira Mello, e de representantes de diferentes segmentos da indústria de biomassa, entre eles Bruno Carneiro (Wärtsilä), José Faustino (Suape II), Luiz Vianna (Delta Energia), Marina Lairé (Adeacoagro), Rafael Beil (Suzano) e Ramon Abrão (LD Celulose).

A Cogen defende que o LRCAP 2026 volte a incluir fontes como etanol, bagaço de cana-de-açúcar, B100, biogás, biometano, licor negro, lenha, resíduos florestais, resíduos sólidos urbanos, capim-elefante e casca de arroz. No LRCAP 2025, cancelado em abril, as térmicas a biomassa cadastradas somavam cerca de 7 GW de capacidade instalada.

Na avaliação da entidade, os motivos apontados pelo MME para justificar a exclusão das fontes de biocombustíveis do LRCAP referem-se apenas à geração de energia elétrica a partir do biodiesel, não havendo razão para excluir as demais modalidades de biomassa.

Com esse argumento, a Cogen solicita o retorno das fontes renováveis ao LRCAP 2026, tanto para novos projetos quanto para usinas já existentes. “As termelétricas a biomassa fornecem energia firme, confiável e resiliente ao sistema elétrico nacional, contribuindo de forma direta para a oferta de potência ao SIN”, destaca a associação.

A entidade ressalta ainda que se trata de uma fonte renovável, cujo incentivo traz benefícios ambientais e socioeconômicos. “O estímulo à geração a partir da biomassa fortalece a matriz elétrica brasileira e a economia local. Nossa proposta busca consolidar a presença dessas térmicas nos Leilões de Reserva de Capacidade, com um desenho regulatório próprio e independente das fontes não renováveis”, acrescenta a Cogen.

A Cogen também sugere a inclusão de parâmetros de flexibilidade operacional compatíveis com as características das usinas a biomassa, de forma a possibilitar maior oferta de potência firme. “Essas plantas, compostas por caldeiras e turbinas a vapor, necessitam de rampas de acionamento e desligamento adequadas para garantir eficiência e segurança operacional”, conclui a entidade.

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