COM BARRIL DE PETRÓLEO PERTO DOS US$ 93, PETROBRÁS SINALIZA EVITAR REPASSE IMEDIATO PARA O MERCADO BRASILEIRO
A guerra no Oriente Médio está prestes a completar uma semana e já provoca impactos crescentes no mercado internacional de petróleo. Com o fechamento do Estreito de Ormuz, o barril do Brent registrou forte valorização no fechamento desta sexta-feira (6), sendo negociado próximo de US$ 93, alta de cerca de 9%. Já o petróleo WTI ultrapassou os US$ 91, acumulando avanço de aproximadamente 12% ao longo do dia. No Brasil, a Petrobras indicou que pretende evitar o repasse imediato dessas oscilações aos preços dos combustíveis.
Segundo a presidente da companhia, Magda Chambriard, ainda não há decisão sobre eventual reajuste nos preços praticados no país. Durante apresentação dos resultados financeiros do quarto trimestre, a executiva afirmou que, embora a política de preços considere as referências internacionais, a empresa não transfere automaticamente movimentos bruscos do mercado externo para o consumidor brasileiro.
“Vivemos momento de alta instabilidade geopolítica, com a preocupação de deixar a empresa preparada para qualquer preço do petróleo. Temos que estar preparados para um barril a US$ 85 ou a US$ 55”, declarou Chambriard. “A volatilidade está exacerbada. Mas nossa política [de preços] segue sólida. Observamos as paridades internacionais de petróleo sem repassar as volatilidades para o mercado interno”, acrescentou.
Já o diretor de Processos Industriais da Petrobras, William França, afirmou que a companhia tem reforçado a operação de suas refinarias diante do cenário energético global influenciado pelo conflito no Oriente Médio. Segundo ele, o fator de utilização das unidades está em cerca de 95% neste primeiro trimestre de 2026. França lembrou ainda que aproximadamente 25% da demanda de diesel no país é atendida por meio de importações e destacou que, embora quatro refinarias tenham paradas de manutenção programadas para este ano, esses cronogramas podem ser adiados caso seja necessário manter níveis mais elevados de produção.

publicada em 6 de março de 2026 às 20:30 




