COM O ACORDO FEITO COM O IRÃ O ALVO AGORA É CUBA, MAS TRUMP E RUBIO DEVEM ESPERAR O FINAL DA COPA PARA AGIREM
“ O futuro de Cuba está nas mãos do Presidente Trump.” Cada vez mais a frase do Secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth parece ser mais verdadeira. Com mais tempo, depois dos entendimentos com os iranianos, Trump só está esperando a volta de Marco Rubio de suas conversações com os países árabes aliados do Golfo Pérsico para definir como será a solução do Caso Cuba. Muito provavelmente, otempo de Cuba chegará também com o fim da Copa do Mundo, no dia 19 de julho, embora o que se apresenta é o enterro definitivo do Foro de São Paulo, com o fim das ditaduras esquerdistas na América do Sul e Central. O Foro, aos poucos, está sendo sepultado. Quando a ditadura cubana for finalmente derrotada e os seus líderes deixarem o país, só restará mesmo o Brasil de Lula e a Nicarágua, de Daniel Ortega. Hoje (26) o ditador sanguinário cubano, que ocupa o cargo de presidente do país, disse que “Trump não governa Cuba. Nós queremos atrair empresários americanos para investir na ilha”. Mas esta conversa não parece enganar Trump e muito menos Rubio.
O ditador cubano disse que os 100 milhões de dólares em ajuda humanitária dos EUA chegarão depois de setembro: “Eles estão fazendo alguns cálculos de
tempo.” Miguel Díaz-Canel deu uma longa entrevista à um jornalista da República Dominicana, próximo a Fidel Castro, mas crítico do regime há anos. O governante reconheceu que as políticas do ocupante da Casa Branca obrigaram o regime a acelerar mais um pouco, a decidir mais rápido, a ter que fazer alguma coisa”. Orgulhoso, Díaz-Canel negou que as novas medidas econômicas tenham sido tomadas “porque estamos cedendo à pressão dos EUA ” e afirmou que, pelo contrário, elas respondem à busca por mecanismos para “superar essas pressões”.
Ele também negou que essas medidas provocariam uma mudança política e, nesse sentido, deixou uma mensagem para Washington: “ Eles precisam se convencer de que em Cuba existe unidade ideológica, unidade revolucionária, unidade de pensamento e unidade de ação.” No entanto, ele afirmou que “há espaço para entidades americanas e empresários americanos investirem. Não buscamos uma restauração capitalista no país; buscamos um refinamento da construção socialista”, disse Díaz-Canel.
Questionado sobre as recentes declarações do vice-presidente dos EUA, JD Vance, nas quais ele instou o regime a tomar “decisões inteligentes”, Díaz-Canel afirmou que “eles nunca entenderão o que fazemos, nem jamais aceitarão o que fazemos, porque o que eles almejam é outra Cuba. Se tivéssemos agido de forma diferente, se tivéssemos agido em resposta à pressão do governo americano, teríamos feito coisas que cederiam à pressão deles e então eles teriam pedido algo mais, e assim eles estariam constantemente pedindo algo até que cedêssemos , e isso seria humilhante para nós, nos ajoelharmos diante deles, e isso não está em discussão.”
Díaz-Canel também confirmou que “Continuamos a expressar nossa disposição para dialogar, mas deve ser um diálogo entre iguais, sem pressão e com respeito à nossa soberania“, acrescentou, reiterando a narrativa de que “o perigo de uma agressão militar dos Estados Unidos contra Cuba, está presente.” Em relação aos 100 milhões de dólares em ajuda humanitária oferecidos pelo governo dos EUA, que desencadearam uma longa controvérsia entre Washington e Havana, Díaz-Canel afirmou que “nada chegou a Cuba ainda” e
que, segundo as informações que possui, “a distribuição não começará antes de setembro. Parece que estão fazendo alguns cálculos sobre o que vai acontecer em Cuba . Além disso, disseram que esses 100 milhões não incluem remédios nem comida.”
Canel também disse que o objetivo da ajuda “é criar uma imagem, encontrar um pretexto para dizer que a culpa é do governo cubano”. Ele foi questionado ao final sobre como ele enxerga seu legado e o que restará de seu governo na
história cubana. Contrariando a resposta da maioria dos cubanos, disse que trabalhou “com enorme sensibilidade. Quando vejo pessoas sofrendo, que não conseguimos progredir, que um país como este, com todo o talento e todo o potencial, pode alcançar tanto e que temos que passar por momentos tão difíceis como estes, isso me dói muito“, disse ele, e quer que seu legado seja de “coragem, perseverança e enfrentamento da adversidade de frente”.

publicada em 26 de junho de 2026 às 18:00 





