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CONGRESSISTA REPUBLICANO AMEAÇA A PRESIDENTE DO MÉXICO POR FORNECER PETRÓLEO E COMBUSTÍVEIS PARA CUBA

O congressista republicano dos Estados Unidos, Carlos Giménez, aliado do presidente Donald Trump,  fez um alerta direto à presidente mexicana Claudia Sheinbaum sobre o fornecimento de petróleo do México à Cuba, afirmando que “as consequências serão graves” se essa cooperação não for interrompida. Depois da determinação da suspensão do envio de dinheiro e de petróleo para Havana, que recebia 35 mil barris diários de petróleo e  combustíveis venezuelanos, o México, que fornecia outros 17 mil barris, aumentou a cota no fornecimento de petróleo bruto para Cuba. Giménez afirmou que a presidente mexicana “mente descaradamente” sobre a entrega de petróleo à ilha, enquanto alega ser uma aliada dos Estados Unidos. A questão colocou Sheinbaum “na mira” da Câmara dos Representantes dos EUA, segundo o próprio congressista, em meio à crescente pressão política sobre os laços energéticos entre o México e Cuba.

Por meio de suas redes sociais, Carlos  Giménez acusou Claudia Sheinbaum de trair os Estados Unidos ao fornecer “petróleo de graça à ditadura cubana”. O congressista afirmou que, embora a presidente mexicana se declare amiga dos Estados Unidos, suas ações contradizem essa narrativa. Em sua mensagem, ele exigiu a interrupção imediata da cooperação petrolífera com Cuba. Caso contrário, alertou, o México enfrentará graves consequências, sem especificar a quais medidas se referia. As declarações surgiram após relatos revelarem que o México ultrapassou outros países como fornecedor de petróleo bruto para Cuba.

Em sua publicação, Giménez citou dados do Financial Times que mostram uma mudança significativa na relação energética entre México e Cuba desde 2022. De acordo com esses dados, o México passou de não enviar petróleo bruto para a ilha a se tornar um de seus principais fornecedores. De fato, os dados indicam que o México ultrapassou a Venezuela e outros aliados tradicionais de Cuba, como a Rússia. Entre janeiro e setembro do ano passado, o México entregou aproximadamente 17,2 mil barris de petróleo por dia a Cuba. Além disso, cerca de 2 mil barris por dia de derivados de petróleo refinados foram enviados. O valor estimado dessas remessas chega a 7,9 bilhões de pesos, segundo informações citadas pelo congressista.

Claudia Sheinbaum respondeu às críticas afirmando que as remessas de petróleo para Cuba sob sua administração são menores do que as realizadas durante o governo do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador. A presidente explicou que as remessas são realizadas sob contratos existentes e como parte da assistência humanitária. Ela também insistiu que essa política não é exclusiva de sua administração ou da chamada Quarta Transformação. Sheinbaum lembrou que, durante o mandato de Enrique Peña Nieto, uma dívida de Cuba foi perdoada. Ela também observou que as remessas de petróleo para a ilha remontam ao governo de Felipe Calderón, entre 2006 e 2012. Um fator que influenciou o México a se tornar o principal fornecedor de petróleo bruto para Cuba é o declínio na produção de petróleo da Venezuela.

Refinaria em Havana, ao fundo

Essa queda, de acordo com o contexto apresentado, deve-se a problemas operacionais e de infraestrutura na indústria petrolífera venezuelana. Ao mesmo tempo, o presidente Donald Trump expressou sua disposição em promover apoio e subsídios para empresas que investem na recuperação do setor petrolífero da Venezuela. O objetivo, segundo o que foi declarado, seria cobrir investimentos de até US$ 100 bilhões para reabilitar a indústria petrolífera venezuelana após a prisão do ditador sanguinário Nicolás Maduro. O alerta do congressista americano aumenta ainda mais a tensão na relação entre o México e os Estados Unidos, em um momento em que o fornecimento de petróleo para Cuba se tornou uma questão central no debate político internacional.

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