COPEL COMEMORA 50 ANOS DA USINA HIDRELETRICA PEDRO VIRIATO E ANUNCIA R$ 100 MILHÕES PARA SUA MODERNIZAÇÃO

2A Usina Governador Pedro Viriato Parigot de Souza, no Paraná,  completou 50 anos e o  presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero, visitou  a usina como uma equipe  responsável pela planta para  anunciara um investimento de R$ 100 milhões para uma nova etapa de modernização do empreendimento.  Com quatro unidades geradores que somam 260 megawatts de potência, está localizada no município de Antonina  e pode produzir energia para atender ao consumo de até 750 mil pessoas. Apesar de cinquentenária, está em plena forma. No ano 2000, recebeu  uma ampla modernização, passando a ser operada a distância, a partir do Centro de Operação de Geração e Transmissão da Copel,  em Curitiba.

 Slavieiro disse que “Nós temos enorme responsabilidade não só para respeitar essas cinco décadas de história, mas principalmente para projetar o futuro. Por isso, neste ano de 2021, em que a usina completa 50 anos, aprovamos o maior plano de modernização de sua história. Serão R$ 100 milhões que servirão para modernizar todas as unidades geradoras, tornando-as mais modernas e eficientes.”  A hidrelétrica é um dos grandes feitos das equipes de engenharia da Copel e teve um papel importante no desenvolvimento do Estado. “E tem1 um significado muito especial para minha família. Fico feliz em ter a honra de ser presidente da Copel neste momento, porque foi durante o governo do meu avô, Paulo Pimentel, que ela foi construída e inaugurada. Uma obra que trouxe tantos benefícios para o litoral do Paraná, para o Estado e para o sistema elétrico como um todo.”

Encravada na Serra do Mar paranaense, GPS é a maior central geradora subterrânea do sul do Brasil. A configuração única e o projeto ousado para a época já atraíram a atenção de milhares de visitantes, grupos de estudantes e pesquisadores, inclusive de fora do Brasil.   A hidrelétrica é alimentada pelo represamento das águas do rio Capivari, que integra a bacia do rio Ribeira. A construção da barragem de terra compactada permitiu a formação um reservatório de 16,3 km quadrados, localizado à margem da rodovia BR-116, no trecho Curitiba – São Paulo, a 50 km da capital paranaense.

Depois de movimentar as turbinas, a água do rio Capivari é lançada no rio Cachoeira. E é por essa configuração que o empreendimento foi originalmente batizado com o nome de Usina Capivari-Cachoeira.  O segredo de engenharia dessa usina é o desnível entre o reservatório e as turbinas. A quantidade de água 3utilizada é pequena, mas a velocidade proporcionada pelos 750 metros de queda pode chegar a 426 km/hora gerando uma grande pressão sobre as conchas das turbinas Pelton.  Para gerar energia, a água atravessa um túnel de adução de 15 km escavado no coração da Serra do Mar, passa pela chaminé de equilíbrio que reduz a pressão nos túneis, e chega ao conduto forçado que tem mais 1080 metros e leva a água até as turbinas,  instaladas na base da montanha.  Ali, três grandes cavernas foram escavadas e abrigam a sala de máquinas, sala dos transformadores e sala de válvulas.

Uma galeria de 1.100 m de comprimento e 6,4 m de diâmetro permite o acesso a essas cavernas. Ao longo de seu percurso, apoiados em prateleiras especiais, estendem-se os cabos de alta tensão, isolados a óleo, que conduzem a energia até uma subestação em 230 kV, situada a céu aberto nas encostas da serra. Instalados nesse local, dois transformadores reduzem a tensão para 138, 34,5 e 13,8 kV, a fim de transmitir energia ao litoral do Estado e atender às necessidades da usina e região.  Para  o diretor-geral da Copel Geração e Transmissão, Moacir Bertol,É um marco da vitória da engenharia, do desenvolvimento, da tecnologia da Copel e do Estado do Paraná. Uma obra extremamente importante e muito inovadora para a época, que colocou a Copel no rol das grandes empresas de geração hidrelétrica.”

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