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CUBA VIVE COLAPSO QUASE TOTAL. ESTADOS UNIDOS APERTAM O CERCO E QUEREM OS DÓLARES DESVIADOS POR MILITARES INVESTIDOS NO PAÍS

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que a política de Washington em relação a Cuba não está necessariamente subordinada ao resultado de outros cenários internacionais, como as ações no Irã, esclarecendo que o governo dos EUA pode agir em paralelo em diferentes frentes de segurança nacional. O Secretário reiterou sua visão de Cuba como um problema de segurança regional, descrevendo o regime cubano como um “Estado falido” a apenas 145 quilômetros da Flórida e acusando-o de exacerbar sua própria crise interna, ao mesmo tempo que abre espaço para a influência de atores rivais de Washington. Rubio argumentou que o governo dos EUA mantém a capacidade de agir simultaneamente em diversas frentes geopolíticas e que a atenção a conflitos como o com o Irã não implica o adiamento de decisões sobre outras questões consideradas prioritárias pela Casa Branca. Rubio insistiu que a situação na ilha justifica uma resposta ativa de Washington, afirmando que o sistema político cubano “não funciona” e que sua deterioração econômica tem implicações diretas para a estabilidade regional. Em suas declarações, ele reiterou que o governo Trump dispõe de ferramentas de pressão econômica e assistência humanitária condicionada, ao mesmo tempo em que culpou o governo cubano por impedir a distribuição direta da ajuda internacional. Também relacionou diretamente a crise cubana à rivalidade geopolítica entre Washington, Moscou e Pequim.

General Lastres, quem comanda atualmente a GAESA

O Subsecretário de Estado interino  e assessor de Rubio, Jeremy Lewin (direita), defendeu as novas sanções americanas contra a GAESA, em relação ao caso X e acusou as elites cubanas de desviarem recursos públicos para contas secretas no exterior. ” O sistema comunista de Cuba é uma cruel mentira, ” escreveu Lewin. “Enquanto o povo sofre com a fome, a pobreza e a repressão, as elites corruptas do regime desviaram os recursos do país para uma rede secreta de contas bancárias offshore para seu próprio benefício.” O funcionário afirmou que as sanções promovidas por Rubio visam, pela primeira vez, atingir os ativos financeiros fora de Cuba , bem como as entidades estrangeiras que os protegem. “Já chega. O regime deve devolver esses recursos ao povo cubano“, acrescentou.

COLAPSO

Colapso Total. Esta é a definição mais exata para a vida da sociedade cubana no momento. Apenas quem é da cúpula da ditadura e alguns setores ligados a ela, conseguem privilégios e não sofrem com as consequências de um bloqueio econômico cada vez mais rigoroso  por parte dos Estados Unidos, que decidiu  extinguir a violência da ditadura cubana contra a sociedade e a ganância dos líderes que enriqueceram com os dólares desviados da GAESA, a empresa dos militares, que domina todos os negócios da ilha feitos em dólar. A inteligência americana descobriu uma fortuna em dólar depositada em bancos do Panamá em nome de muitos líderes da ditadura sanguinária.  O país vive um caos de cabo a rabo.  A rede elétrica em Cuba tem a sua situação se tornando cada vez mais grave.

A vida cotidiana em Cuba tornou-se insuportável. Cuba está praticamente às escuras, com a rede elétrica à beira do colapso. Os extensos apagões em todo o país provocaram protestos. O bloqueio de petróleo e as sanções impostas pelos EUA causaram a escassez de combustível e os blecautes, além da alta de água, remédios e alimentos. A situação para quem vive em Cuba está se tornando mais crítica a cada dia, à medida que a ilha luta contra a diminuição das reservas de petróleo para abastecer o cotidiano. A embaixada dos EUA em Cuba emitiu um alerta de segurança sobre o agravamento da crise energética no país, afirmando que a rede elétrica nacional “está cada vez mais instável”.

Quedas de energia prolongadas, tanto programadas quanto não programadas, têm ocorrido diariamente em toda a ilha, inclusive na capital Havana, segundo autoridades americanas. Os cortes estão afetando o abastecimento de água, a iluminação, a refrigeração e as comunicações. A escassez de combustível também  afeta o transporte e causa longas filas nos postos de gasolina, informou a embaixada dos EUA. O ministro cubano de Energia e Minas, Vicente de la o Levy(esquerda), reconheceu em uma coletiva de imprensa que a ilha ficou sem reservas de combustível. “Não temos absolutamente nenhum combustível; não temos absolutamente nenhum diesel“, disse ele. Esta é a primeira falha total  na rede elétrica que Cuba enfrenta desde o início de março, quando o país sofreu o primeiro grande apagão após o bloqueio imposto pelo governo Trump.

Para lembrar, a atual crise energética começou em 3 de janeiro, quando os EUA capturaram o ex-ditador venezuelano, Nicolás Maduro e a  esposa dele, em uma ação militar espetacular, levando o governo da Venezuela a interromper o envio de petróleo para Cuba. A Venezuela fornecia cerca de 20% das importações totais de energia de Cuba. William LeoGrande, professor de ciência política na American University e especialista em relações EUA-Cuba, disse que  os dados variam quanto ao número exato de barris por dia consumidos por Cuba, mas, de acordo com o Worldmeter,   um site de referência que fornece estatísticas e contadores da vida real, o número gira em torno de 112.423 barris por dia. Em 2025, a Venezuela forneceria a Cuba cerca de 26.500 barris por dia, ou cerca de 24% do consumo diário. A perda do fornecimento de petróleo da Venezuela foi um “grande golpe”, já que Cuba produz internamente apenas cerca de 40% de suas necessidades de petróleo, afirmou a LeoGrande, acrescentando que Cuba produz petróleo pesado, que contém um alto teor de enxofre que danifica a infraestrutura e agrava as falhas na rede elétrica.

Cerca de 80% da eletricidade de Cuba é gerada por usinas movidas a gás natural, e cerca de 20% provém de energias renováveis, incluindo uma quantidade crescente de energia solar, afirmou a LeoGrande. A crise iminente se agravou quando o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva no final de janeiro, declarando estado de emergência de segurança nacional,  em Cuba e ameaçando impor tarifas aos países que fornecem petróleo à ilha. A ordem executiva afirma que “as políticas, práticas e ações do Governo de Cuba constituem uma ameaça incomum e extraordinária, que tem sua origem total ou substancial fora dos Estados Unidos, à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos”. Trump também acusou o regime cubano de fornecer apoio a “numerosos países hostis, grupos terroristas transnacionais e atores malignos contrários aos  Estados Unidos“, incluindo Rússia, China, Irã, Hamas e o grupo terrorista Hezbollah.

O colapso da rede elétrica cubana não é um fenômeno recente, disse Alejandro de la Fuente, diretor do Programa de Estudos sobre Cuba da Universidade de Harvard. Cuba vem enfrentando apagões cada vez mais frequentes nos últimos cinco anos. As usinas termelétricas a óleo de Cuba têm mais de 40 anos e receberam muito pouca manutenção de capital. “A crise foi agravada pelas ações punitivas desta administração, que tornaram a situação quase desesperadora“, disse De la Fuente. “Eles empurraram Cuba para o que eu agora descreveria como uma crise humanitária.”

Uma nova falha na rede elétrica deixou grande parte da metade leste do país sem energia. Segundo De la Fuente, os apagões são mais frequentes no leste de Cuba devido à população mais pobre da região, e as linhas de transmissão danificadas pelo furacão Helena em setembro de 2024 ainda não foram reparadas. As sanções de Trump impactaram especialmente o abastecimento alimentar de Cuba, já que a ilha importa a grande maioria de seus alimentos. Cuba importa de 70% a 80% de suas necessidades alimentares internas, sendo que a maior parte das importações se destina a programas de proteção social, de acordo com o Programa Mundial de Alimentos.   “Estamos falando da possibilidade de uma fome em massa, caso essa previsão se confirme“, disse LeoGrande. “A situação lá é absolutamente desesperadora.”

Raul Castro. O ditador sanguinário por trás da riqueza dos familiares e dos militares da GAESA

Como resultado da crise energética, a economia de Cuba está praticamente paralisada, disseram os especialistas. As prateleiras dos supermercados estão vazias. Os hospitais mal conseguem funcionar. A falta de diesel paralisou o setor agrícola, as embarcações marítimas e os caminhões. Ninguém na ilha, com exceção de certos funcionários de alto escalão, pode escapar dos desafios apresentados pela falta de petróleo.  A situação gerou indignação entre os cidadãos cubanos, que começaram a protestar contra os prolongados apagões. A embaixada dos EUA começou a receber relatos de protestos em Havana, resultando em “repressão policial agressiva” contra os manifestantes. Vídeos gravados em Havana mostram incêndios em decorrência das manifestações. “Você está começando a ver o colapso da ordem social”, disse LeoGrande.

Embora os protestos não tenham sido direcionados a cidadãos americanos, as autoridades instaram os americanos a evitarem grandes aglomerações, bem como a tomarem precauções, como economizar combustível, água e bateria de celular. “Preparem-se para perturbações significativas“, disse a embaixada dos EUA. O diretor da CIA, John Ratcliffe, reuniu-se com altos funcionários da ditadura cubana   em Havana e discutiu cooperação em inteligência, estabilidade econômica e segurança, “tudo isso tendo como pano de fundo o fato de que Cuba não pode mais ser um refúgio seguro para adversários no hemisfério ocidental.” O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, alertou que os EUA estavam em um “caminho perigoso” que poderia levar a um “banho de sangue em Cuba.”

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