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DEPOIS DO INCÊNDIO NA REFINARIA DE HAVANA INTELIGÊNCIA CUBANA INVESTIGA SE HOUVE SABOTAGEM NO INCIDENTE

O incêndio que está sendo investigado na Refinaria Nico Lopez, em Havana, Cuba, devastou um armazém lançando uma densa coluna de fumaça preta sobre a baía, visível de moradores de toda a cidade. Os bombeiros agiram rapidamente e controlaram as chamas em cerca de uma hora, segundo as autoridades, que informaram que não houve feridos. Os oficiais também ressaltaram que as chamas não atingiram os tanques de armazenamento de combustível e que as operações da refinaria continuavam normalmente. O Ministério de Energia e Minas de Cuba publicou no X que o incêndio começou em um armazém e já estava “sob controle” com a causa ainda sob investigação. Há forte suspeita de ter sido sabotagem.

O diretor da refinaria, Maikel David Cabrera, disse à mídia estatal que o fogo ficou restrito a uma área de armazenamento de aditivos químicos “desativados” e não se alastrou para as unidades de processamento. O incidente ocorreu em um momento em que Cuba enfrenta uma grave escassez de combustível após recentes interrupções no fornecimento de petróleo bruto, uma crise que provocou apagões, redução da jornada de trabalho e cortes nos serviços públicos. Apenas um dia antes do incêndio, dois navios da Marinha mexicana, transportando mais de 800 toneladas de ajuda humanitária, chegaram à Baía de Havana.

A imponente coluna de fumaça era visível do município de Regla, e imagens e vídeos circularam rapidamente online. A refinaria Nico López fica próxima a bairros densamente povoados e já havia sido sinalizada devido ao seu equipamento obsoleto e aos impactos ambientais na Baía de Havana, detalhes que trazem à tona as lembranças dos catastróficos incêndios em tanques de combustível em Matanzas, em 2022. Investigadores irão apurar a atividade de produtos químicos armazenados no armazém que pegou fogo e foi completamente destruído. Por enquanto, as autoridades insistem que a refinaria está operando normalmente. Analistas, no entanto, alertam que qualquer dano real ou paralisação futura em um importante centro de processamento pode agravar a escassez de combustível em toda a ilha.

A crise em Cuba se agrava à medida que os dias vão passando, o  bloqueio americano permanece e  o país perde a capacidade de gerar energia. As Nações Unidas afirmam estar profundamente alarmadas com o agravamento da crise em Cuba.  Os turistas estão deixando a ilha   às pressas, pois a escassez de combustível e os cortes de energia em todo o país paralisam o transporte e os hotéis são obrigados a fechar temporariamente. Com a vida cotidiana interrompida, muitos cubanos estão reinventando seus métodos de trabalho para lidar com a crescente escassez de energia na ilha.

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