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DEPOIS DOS ESTADOS UNIDOS NÃO ACABAREM COM O BLOQUEIO NAVAL, O IRÃ AMEAÇA NOVAMENTE FECHAR O ESTREITO DE ORMUZ

No tabuleiro do Xadrez da guerra, o Irã mexeu a peça errada e achou que iria dar um Xeque nos Estados Unidos ao anunciar que estava abrindo a navegação no Estreito de Ormuz. Os americanos analisaram e não abriram mão do bloqueio naval na confluência das água do estreito com o Mar da Arábia. Resultado, quem levou o Xeque foi o Irã.  Os Estados Unidos continuam mantendo a ordem. Se o navio se destinar ou tiver origem em algum porto iraniano, a premissa é a mesma: quem está dentro não sai e quem estiver fora não entra. E segue o baile. Com isso, amanhã (18), no sexto dia de bloqueio, os prejuízos econômicos chegarão a US$ 2,7 bilhões. É muito mais destrutivo do que as bombas lanças nas operações Fúria Épica, dos Estados Unidos, e Leão Rugidor, de Israel. Depois de perceberem a estratégia errada, o Irã, ameaça fechar novamente o Estreito de Ormuz. Na verdade, os iranianos estão num mato sem cachorro. Trump agarrou o governo iraniano peço pescoço e está sacudindo. O que vai acontecer? Quem viver, verá.

A ameaça partiu horas após o chanceler iraniano ter anunciado a reabertura do Estreito de Ormuz e horas antes da segunda rodada de negociações marcada para este fim de semana novamente em Islamabad, no Paquistão, que faz fronteiro ao sul do Irã.  O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agradeceu ao Irã a reabertura, porém afirmou que o bloqueio permanece contra navios ligados a portos iranianos, até que as negociações com o Irã sejam “100% concluídas”. Na rede social Truth Social, Trump publicou que “o Irã concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz novamente. Nunca mais será usado como arma contra o mundo”.

De acordo com a Fars, agência ligada à sanguinária Guarda Revolucionária Iraniana, o regime considera a manutenção do bloqueio uma violação ao cessar-fogo. Segundo a agência, o Irã estabeleceu três condições para a reabertura da rota:

  • os navios devem ser comerciais; a passagem de embarcações militares é proibida, e nem os navios nem suas cargas podem estar ligados a países hostis;
  • os navios devem passar pela rota determinada pelo Irã;
  • a circulação das embarcações deve ocorrer em coordenação com as forças iranianas responsáveis por esse trânsito, da mesma forma que o Comando Central dos EUA (Centcom) havia reconhecido, antes do início da guerra, a gestão do estreito pela Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.
  • SEM URÂNIOO presidente Trump  disse à CBS nesta sexta-feira(17) que o Irã concordou em cessar o financiamento ao Hamas e ao Hezbollah e que trabalhará com os Estados Unidos para remover seu urânio enriquecido. O Irã “concordou com tudo”, insistindo que  estará envolvido na recuperação do urânio  iraniano. Trump observou que o urânio seria trazido para os EUA, enfatizando que nenhuma tropa terrestre americana estaria envolvida em sua recuperação. “Sem tropas. Nosso povo, junto com os iranianos, vai trabalhar em conjunto para ir buscá-lo. E então o levaremos para os Estados Unidos.” O presidente   negou ainda as notícias de que os EUA liberariam ativos iranianos congelados como parte de um acordo, afirmando que os EUA não pagariam ao Irã “10 centavos” por seu urânio enriquecido.

    Acredita-se que o Irã possua mais de 450 quilos de urânio enriquecido com até 60% de pureza.  Trump afirmou que um dos principais motivos para a guerra era impedir que o Irã obtivesse uma arma nuclear. O Irã alega que seu enriquecimento de urânio, um processo que produz combustível para usinas nucleares e ogivas nucleares dependendo de sua duração, destina-se estritamente a uso civil pacífico. “Vamos resolver isso. Vamos negociar com o Irã, em um ritmo tranquilo, e começar a escavar com máquinas pesadas. Traremos tudo de volta para os Estados Unidos“,  Ele disse que a “poeira nuclear” seria recolhida “muito em breve”, referindo-se ao que ele acredita ter restado após os Estados Unidos e Israel terem bombardeado as instalações nucleares do Irã em junho do ano passado. Além disso, Trump afirmou que os Estados Unidos estavam trabalhando com Teerã para remover minas do Estreito de Ormuz.

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