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DIGITALIZAÇÃO E USO DE DADOS SÃO AS APOSTAS DA VEZ DA SUPERGASBRAS PARA OTIMIZAR REDE DE DISTRIBUIÇÃO DE GLP

A Supergasbras pretende acelerar a digitalização de suas operações e ampliar o uso de dados para aumentar a eficiência de sua rede de distribuição de GLP no Brasil. Segundo o novo diretor de Operações da companhia, Adésio Brandão, a estratégia passa pela otimização logística, adoção de ferramentas de inteligência artificial, automação de processos e fortalecimento da jornada digital dos clientes. “A digitalização é uma das grandes alavancas do setor. Algumas tecnologias devem ganhar ainda mais relevância e essas soluções ajudam a reduzir custos, aumentar a produtividade e melhorar significativamente a experiência do consumidor final”, declarou. O executivo também defende a manutenção do atual modelo regulatório do setor e aponta a transição energética como uma das prioridades da empresa nos próximos anos.

Quais serão as prioridades da sua gestão na diretoria de Operações da Supergasbras?

A Supergasbras tem 80 anos de experiência na distribuição de GLP no Brasil e atende milhões de famílias e empresas em todo o país. Manter a excelência operacional com segurança absoluta nas operações é prioridade inegociável.

Outro foco importante será o aumento da eficiência por meio de otimização logística, digitalização de processos e uso mais intensivo de dados, elevando o nível de serviço ao cliente.

Além disso, queremos avançar na agenda de transição energética, ampliando iniciativas que reduzam emissões e aumentem a eficiência energética, alinhadas às diretrizes globais da SHV Energy.

Quais são os próximos passos da empresa em termos de expansão e eficiência operacional?

Os próximos passos da empresa estão focados em evoluir nossa ampla rede de distribuição com mais inteligência e eficiência operacional, aproveitando a sólida base já construída no país.

Temos uma forte capilaridade, com cerca de 5 mil revendas exclusivas, mais de 9 mil pontos de venda e presença em todas as regiões do Brasil, além de 20 unidades operacionais (incluindo 17 engarrafadoras e o maior parque engarrafador da América Latina).

A estratégia agora é otimizar essa infraestrutura por meio do uso de tecnologia e inovação, tornando os processos mais ágeis e eficientes, e simplificando a experiência de clientes e parceiros.

Quais tecnologias e ferramentas digitais podem ganhar mais espaço nas operações da empresa?

A digitalização é uma das grandes alavancas do setor. Algumas tecnologias devem ganhar ainda mais relevância e essas soluções ajudam a reduzir custos, aumentar a produtividade e melhorar significativamente a experiência do consumidor final. Entre os principais exemplos, destacam-se: O uso de IA para automatizar processos, prever demanda e apoiar decisões em tempo real, além de agentes inteligentes que executam tarefas operacionais de ponta a ponta, a automação de atividades repetitivas e processos administrativos, reduzindo retrabalho e aumentando eficiência operacional, e o fortalecimento da jornada digital do cliente, com mais conveniência e autonomia através de plataformas digitais e apps de relacionamento. 

Como o senhor avalia o atual momento do mercado de distribuição de GLP no Brasil?

O mercado brasileiro de GLP é maduro, competitivo e altamente relevante do ponto de vista social, já que o produto atende milhões de residências e é essencial para o preparo de alimentos. O GLP continua sendo uma fonte energética estratégica devido à sua eficiência, disponibilidade e menor emissão em comparação a outros combustíveis fósseis. De forma geral, é um setor resiliente e com grande importância para a matriz energética brasileira.

Que tendências devem impactar mais fortemente as operações do setor nos próximos anos?

Algumas tendências já estão moldando o futuro do setor, como a ampliação de investimentos em frota elétrica, biocombustíveis e energia renovável, com metas de redução de emissões em toda a cadeia.  Eficiência logística com uso de dados e tecnologia para otimizar rotas e reduzir consumo de combustível será um ponto cada vez mais crítico. O desenvolvimento de alternativas como o BioGL e outras fontes mais sustentáveis deve ganhar espaço e o uso de plataformas digitais tende a crescer rapidamente, desde a venda até a operação. Esses movimentos refletem uma transformação mais ampla do setor energético global.

Como o senhor avalia a atual discussão na ANP sobre a reforma do setor de GLP? Quais os possíveis impactos dessas mudanças em debate?

A regulação brasileira de GLP é reconhecida como referência positiva e tem como pilar a segurança do consumidor. Qualquer alteração que viesse a permitir o fracionamento ou o enchimento de botijões de outras marcas representaria um enfraquecimento dos mecanismos de controle, ampliando o risco de ilegalidades e comprometendo a segurança do consumidor e a integridade do mercado como um todo.

O modelo aqui existente é bem-sucedido, pois garante ao consumidor a liberdade de escolha do fornecedor, tendo a confiança de que receberá o botijão em perfeitas condições de uso já que toda a manutenção e requalificação é de responsabilidade da distribuidora, além de ter a garantia da quantidade comercializada do produto.

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