DITADURA CUBANA SE RECUSA A LIBERTAR 1.250 PRESOS POLÍTICOS E DIZ QUE O EXÉRCITO ESTÁ PRONTO PARA QUALQUER SITUAÇÃO
O regime cubano não cumprirá o ultimato dos EUA para libertar os presos políticos, afirma o embaixador cubano na ONU. O prazo de 14 dias termina na próxima segunda-feira (27). Depois de autoridades cubanas receberem a solicitação de representantes do governo Trump para libertar todos os presos políticos, a ditadura castrista desafia o governo dos Estados Unidos. O embaixador cubano na ONU, Ernesto Soberón Guzmán, disse que Havana não cumpriria esse ultimato. “Questões internas relacionadas aos detidos não estão em discussão”, disse o oficial. “Temos nosso sistema legal, assim como eles têm o deles aqui nos EUA. O regime está se preparando para todos os cenários”. Embora o Departamento de Estado dos EUA enfatize que o governo Trump permanece “comprometido com a libertação de todos os presos políticos “, entre os nomes mencionados para possível libertação estão os dos artistas dissidentes Luis Manuel Otero Alcántara e Maykel Osorbo, membros do Movimento San Isidro, que foram condenados em 2022.
Segundo o relatório mais recente da ONG Defensores dos Prisioneiros, regime cubano mantem presos 1.250 presos políticos em suas cadeias, o que demonstra o
“agravamento exponencial da repressão aos direitos fundamentais na ilha”. Ainda assim, o ditador Miguel Diaz-Canel(direita) negou ter recebido um ultimato. “Estamos em uma fase muito preliminar do que pode ser um processo de diálogo mais amplo.” No entanto, disse que se os Estados Unidos não quiserem aceitar, não haverá negociação. Disse que não hipótese de negociação em torno de uma mudança de regime: “De jeito nenhum. Se uma das partes não estiver disposta ao diálogo, não estiver disposta à conversa, quiser impor sua vontade, interrompe a conversa, interrompe a negociação. Sempre partimos dessa premissa: uma condição de igualdade, de respeito ao nosso sistema político, à nossa soberania e à nossa independência, sob o princípio da reciprocidade.”
Segundo o USA Today, durante conversas em Havana, autoridades americanas alertaram que a economia cubana está em “queda livre” e que a elite governante enfrenta uma janela de oportunidade estreita para implementar reformas antes que a situação se deteriore irreversivelmente. A reportagem afirma que Trump e Marco Rubio querem uma solução diplomática, mas não permitirão que a ilha se torne uma ameaça à segurança nacional caso seus líderes não ajam. As conversas sinalizaram que os dois países poderiam chegar a um acordo diplomático, apesar das declarações do presidente Donald Trump insinuando uma possível ação militar contra a ilha, após a bem-sucedida incursão dos EUA em Caracas, em janeiro, na qual o presidente Nicolás Maduro foi capturado. “A Casa Branca ainda está avaliando suas opções.” O Pentágono intensificou discretamente o planejamento para uma possível operação militar na ilha, caso o presidente a ordene. Posteriormente, um drone de vigilância americano foi detectado sobrevoando as proximidades de Cuba.
ATLETA CUBANO PRESO E ESPANCADO
Javier Ernesto Martín Gutiérrez , conhecido como “Homem-Aranha”, um atleta cubano de artes marciais mistas, que vinha realizando protestos individuais
contra o regime da ditadura castristas nos últimos dias, foi preso violentamente ontem (24) em Havana e levado para a Villa Marista, informou sua família. O atleta foi espancado e a polícia política tenta encobrir os protestos contra o regime, atribuindo-os a distúrbios psiquiátricos ou ao uso de drogas. Sua esposa, Lisandra Cuza, disse que, após ficar desaparecido por várias horas, conseguiu localizá-lo naquela prisão, um centro de tortura da Segurança do Estado, e obter informações oficiais. “Disseram-nos que ele foi preso por participar dos protestos e que ficará detido por tempo indeterminado. A polícia política disse que ele será avaliado por um psicólogo, que conversará com ele para determinar se ele tem problemas de saúde mental ou se os protestos foram voluntários“, disse ela.
Os policiais admitiram tê-lo agredido porque Martín Gutiérrez que supostamente resistiu à prisão. “Não podemos vê-lo até quarta-feira. Depende do que nos disserem, se entrarem em contato conosco“, disse Cuza. De sua casa, em frente ao terminal El Lido, em Marianao, o jovem atleta realizava protestos diários. Um agente que interrogou a mulher em seu local de trabalho sugeriu que o protesto do filho poderia ser devido ao uso de drogas ou medicamentos. O regime cubano utiliza acusações de transtornos psiquiátricos como mecanismo para desacreditar seus críticos.

publicada em 25 de abril de 2026 às 4:00 





