ELETRONUCLEAR DIZ QUE REVISÃO TARIFÁRIA DE ANGRA 1 E 2 VAI GARANTIR REFORÇO DE R$ 140 MILHÕES NO CAIXA EM 2026
A revisão tarifária anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para as usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, que terão receita fixa de energia de cerca de R$ 4,8 bilhões para 2026, vai reforçar a sustentabilidade financeira das operações da Eletronuclear. Com a medida, a companhia calculou que terá um reforço de caixa de aproximadamente R$ 140 milhões neste ano.
Em um comunicado divulgado nesta terça-feira (3), a Eletronuclear declarou que o novo valor corrigiu um erro material identificado da última revisão de 2023/2024, que havia impactado de forma equivocada a sua remuneração. A nova receita fixa definida neste ano é 17,09% maior em relação ao ciclo anterior. Outro destaque, segundo a empresa, é que a parcela da tarifa relativa ao fundo de descomissionamento foi zerada, representando um ganho real para o consumidor final.
“Essa decisão da Aneel confirma o posicionamento que a Eletronuclear vem reiterando publicamente: o fundo está superavitário e não necessita de novos depósitos para atingir sua meta financeira. A decisão do regulador de zerar essa parcela ratifica a condição superavitária do fundo, evitando cobrança de encargos adicionais aos consumidores e contribuindo diretamente para a modicidade tarifária”, comentou o presidente interino da Eletronuclear, Alexandre Caporal.
FUNDO DE DESCOMISSIONAMENTO
Enquanto comemora a revisão tarifária, a Eletronuclear agora concentra suas atenções na consulta pública da revisão da metodologia de regulação tarifária do Fundo de Descomissionamento (FDES). Segundo a empresa, o objetivo é aperfeiçoar procedimentos e corrigir distorções, especialmente aquelas relacionadas à incidência de encargos tributários sobre sua constituição e rendimentos.
O FDES é uma obrigação regulatória compulsória, vinculada a passivo futuro certo, devendo ser economicamente neutro para a Eletronuclear, sem gerar ganhos ou perdas, inclusive de natureza tributária.
Nesse contexto, a Eletronuclear mantém pleito em discussão junto à Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) para ressarcimento de tributos históricos decorrentes da ausência de neutralidade tarifária do FDES, estimados em cerca de R$ 1 bilhão. Segundo Caporal, “a consulta pública tende a contribuir para a consolidação da neutralidade financeira do FDES, tanto de forma prospectiva quanto no equacionamento de pleitos em curso”.

publicada em 3 de fevereiro de 2026 às 18:40 





A quantidade de energia associada à nova receita anual da Eletronuclear representa um fator de capacidade das usinas 1 e 2 de Angra de 76%. Não há dúvida, é um fator de capacidade mediocre. Se considerarmos 90% um fator decente, a Eletronuclear tem uma margem de 15% de incompetência. Se considerarmos que energia não se cria ou se perde, a empresa fere a lei de conservação de energia em 15%, deixando de cumprir uma das leis da natureza, pois enterra num buraco negro cerca de 3 milhões de MWh por ano. Mas se por um lado desaparece com energia, por… Leia mais »
Note que una usina nuclear é um palácio das leis da natureza. Ela vive disto. Se abolimos a lei da conservação da energia, desaparecendo com uns 3 milhões de MWh por ano, e sabendo que o reator desliga pela queda das barras de controle pela ação da força da gravidade, imagina se esta fosse abolida também, o reator não desligaria quanto necessário. Melhor obedecer às leis da natureza, operar com elevado fator de capacidade e guardando dinheiro para dar um destino decente ao rejeito gerado, custe o que custar. Mesmo no século XXII.