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ENGEMAN CELEBRA PRIMEIROS RESULTADOS NA OPERAÇÃO DAS FÁBRICAS DE FERTILIZANTES E JÁ SE PREPAPRA PARA PRÓXIMOS PASSOS

Após concluir a fase inicial de retomada das operações das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (FAFENs) de Sergipe e Bahia, a Engeman concentra agora seus esforços em manter a estabilidade operacional das unidades e preparar a primeira grande parada de manutenção. Em entrevista ao Petronotícias, o diretor de Operações da empresa, Jobe Medeiros, afirma que os primeiros meses foram dedicados à mobilização das equipes, capacitação dos profissionais e consolidação dos processos, etapa que, segundo ele, permitiu colocar as plantas em operação com foco em segurança, confiabilidade e eficiência. Para lembrar, a Engeman venceu no ano passado a licitação da Petrobrás para Operação e Manutenção das Fafens por cinco anos. Medeiros também declara que a Engeman recebeu com entusiasmo o plano da Petrobrás para ampliar a produção em suas fábricas de fertilizantes. “Independentemente da formalização de novos investimentos, a Engeman já trabalha de forma estratégica para estar preparada para futuros ciclos de expansão, fortalecendo seu banco de talentos, ampliando sua capacidade de mobilização e investindo continuamente em tecnologia e qualificação profissional”, disse.

Poderia fazer um balanço inicial desses primeiros meses de operação das FAFENs?

Os primeiros meses de operação das FAFENs foram marcados por um intenso trabalho de mobilização, integração e consolidação de processos, sempre com foco em segurança, confiabilidade e excelência operacional.

Um dos principais fatores de sucesso dessa jornada foi o investimento na capacitação das equipes. Desenvolvemos programas estruturados de treinamento, com forte utilização de simuladores operacionais e metodologias práticas de aprendizagem, permitindo uma preparação consistente para os diferentes cenários operacionais.

Também foi fundamental contar com líderes experientes, capazes de acelerar a transferência de conhecimento e fortalecer a cultura operacional das unidades.

Temos muito orgulho dos resultados alcançados até aqui. Mais do que colocar as plantas em operação, a Engeman demonstrou sua capacidade de atuar em ativos industriais de elevada complexidade, apoiada por um time de gestão que vem entregando um desempenho excepcional nas duas unidades.

Quais são os principais desafios na operação dessas plantas? E como a Engeman tem atuado para superá-los?

As FAFENs representam um ambiente operacional de alta complexidade, com desafios relacionados à gestão de ativos críticos, à confiabilidade operacional e à formação de mão de obra especializada.

Outro desafio importante é a escassez de profissionais com experiência específica na operação de plantas de fertilizantes nitrogenados. Trata-se de um conhecimento altamente especializado, desenvolvido ao longo de anos de vivência operacional e que se tornou ainda mais escasso após períodos prolongados de descontinuidade dessas operações no país.

Um aspecto relevante desse processo foi a preparação dos equipamentos para a partida das plantas. Muitos ativos permaneceram parados por anos, exigindo um esforço intenso das equipes de manutenção para recuperação, inspeção, adequação e restabelecimento das condições operacionais.

Para superar esses desafios, investimos fortemente em capacitação, utilizando simuladores operacionais, treinamentos práticos e processos estruturados de transferência de conhecimento.

A escolha de lideranças com sólida experiência técnica foi determinante para acelerar a curva de aprendizagem e garantir uma transição segura e eficiente. Nesse contexto, as lideranças de operação e manutenção tiveram papel fundamental.   

Além disso, a integração entre operação, manutenção e gestão tem sido essencial para garantir a estabilidade das unidades e a evolução contínua dos resultados.

A Petrobras divulgou recentemente a intenção de ampliar sua produção de fertilizantes nas FAFENs. Como a Engeman pretende se preparar para essa possível nova expansão das unidades?

Jobe Medeiros e o CEO da Engeman, Mario Beltrão durante Programa de Desenvolvimento das lideranças em parceria com a Fundação Dom Cabral

Recebemos com grande entusiasmo as sinalizações da Petrobras sobre a ampliação da produção nacional de fertilizantes.

Independentemente da formalização de novos investimentos, a Engeman já trabalha de forma estratégica para estar preparada para futuros ciclos de expansão, fortalecendo seu banco de talentos, ampliando sua capacidade de mobilização e investindo continuamente em tecnologia e qualificação profissional.

Nosso objetivo é garantir que estejamos prontos para atender às demandas futuras com a mesma excelência, segurança e eficiência que já demonstramos nas operações atuais.

Poderia antecipar quais serão os próximos grandes passos ou marcos na operação das FAFENs?

Fotos noturnas

Os próximos marcos da operação das FAFENs estarão concentrados em dois grandes objetivos: manter a estabilidade operacional e os níveis de produção alcançados desde o início de 2026 e preparar, com excelência, a primeira grande Parada de Manutenção das unidades.

A partida das plantas e a consolidação das operações nos primeiros meses representaram um importante desafio, superado com sucesso graças ao trabalho integrado das equipes de operação, manutenção e gestão.

Agora, nosso foco está em sustentar elevados níveis de confiabilidade, segurança e eficiência operacional, assegurando a continuidade dos resultados alcançados.

Paralelamente, já avançamos no planejamento detalhado da primeira Parada de Manutenção, envolvendo as áreas de operação, manutenção, engenharia e suprimentos para garantir segurança, qualidade, cumprimento de prazos e máxima eficiência.

O desempenho do time de gestão nas duas unidades tem sido determinante para conduzir essa nova etapa e consolidar as FAFENs como referência em confiabilidade operacional.

Poderia falar da importância estratégica de ampliar a produção de fertilizantes?

A ampliação da produção nacional de fertilizantes é estratégica para o Brasil.

Apesar de sermos uma das maiores potências agrícolas do mundo, ainda dependemos significativamente da importação desses insumos.

Fortalecer a produção nacional significa ampliar a segurança do abastecimento, reduzir a exposição às oscilações do mercado internacional e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro.

Além disso, esse movimento impulsiona a geração de empregos qualificados, fortalece a indústria nacional e contribui para a soberania do país em um segmento essencial para a economia.

Como a Engeman está olhando para essa frente de atuação de operação de grandes plantas industriais? Quais são os planos e metas da companhia nesse segmento?

A operação das FAFENs representa mais um passo importante na trajetória de crescimento da Engeman e reforça nossa capacidade de atuar em operações industriais de alta complexidade.

Nossa visão é consolidar a Engeman como uma das principais referências brasileiras em operação e manutenção de grandes plantas industriais, combinando excelência técnica, segurança, inovação e desenvolvimento humano.

Para sustentar esse crescimento, seguimos investindo em tecnologia, digitalização, qualificação profissional e formação de lideranças.

Recentemente, firmamos uma parceria estratégica com a Fundação Dom Cabral para fortalecer e aprimorar nossa liderança. A velocidade do crescimento que a Engeman tem experimentado nos últimos anos exige a formação contínua de novos líderes e o desenvolvimento daqueles que já ocupam posições estratégicas.

Temos orgulho da nossa trajetória e estamos preparados para assumir um papel cada vez mais relevante no futuro da indústria brasileira.

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