ENI E TOTALENERGIES APROVAM INVESTIMENTO NO PRIMEIRO PROJETO DE GÁS NATURAL DO CHIPRE
A Eni e a TotalEnergies aprovaram a decisão final de investimento (FID) para o desenvolvimento do campo de gás Cronos, o primeiro projeto de produção de gás natural de Chipre. A expectativa é que a produção tenha início em 2028, com um platô de aproximadamente 500 milhões de pés cúbicos por dia (MMcf/d), volume equivalente a cerca de 2,8 milhões de toneladas de gás natural liquefeito (GNL) por ano. Metade dessa produção será comercializada pela TotalEnergies.
Operado pela Eni, o campo está localizado em águas profundas, cerca de 185 quilômetros a sudoeste da costa de Chipre, no Bloco 6 offshore. O Cronos foi descoberto em 2022 e teve sua extensão confirmada por meio de campanha de avaliação realizada em 2024.
O desenvolvimento do campo prevê a perfuração de quatro poços submarinos e utilizará parcialmente a infraestrutura já existente no Egito. O gás será transportado por um gasoduto submarino de Chipre até o Egito, onde será processado nas instalações do campo de Zohr e posteriormente liquefeito no terminal de GNL de Damietta antes de ser exportado para os mercados internacionais, principalmente para a Europa.
“Estamos satisfeitos em lançar este novo projeto ao lado da Eni, com o apoio dos governos de Chipre e do Egito. Como o primeiro projeto de desenvolvimento de gás de Chipre, o Cronos contribuirá para a criação de um novo polo regional de gás no Mediterrâneo Oriental, aproveitando a infraestrutura egípcia. Essa nova rota de fornecimento de gás no Mediterrâneo reforçará a segurança energética da Europa ao diversificar as fontes de suprimento de GNL”, afirmou Patrick Pouyanné (foto), presidente e CEO da TotalEnergies.
“Ao utilizar capacidades de processamento de gás já existentes, este projeto está alinhado à nossa estratégia de priorizar empreendimentos de baixo custo e baixas emissões. O Cronos também contribuirá para a expansão do portfólio de GNL da TotalEnergies, que deverá alcançar 60 milhões de toneladas por ano até 2030”, acrescentou.
A Eni informou que, por meio da comercialização dos outros 50% da produção de GNL — o equivalente a cerca de 1,4 milhão de toneladas por ano —, ampliará seu portfólio de contratos de gás natural liquefeito, reforçando a meta de superar 20 milhões de toneladas anuais até 2030.
Além do Bloco 6, a Eni e a TotalEnergies também são parceiras nos blocos offshore 7, 8 e 11 de Chipre. A TotalEnergies opera os blocos 7 e 11, enquanto a Eni é operadora do Bloco 8, no qual a empresa francesa detém participação de 40%.

publicada em 29 de julho de 2026 às 18:00 




