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EQUINOR ENTRA EM 2026 COM FOCO EM BACALHAU E RAIA, PROJETANDO GERAR ATÉ 100 MIL EMPREGOS AO LONGO DOS PRÓXIMOS ANOS

A petroleira norueguesa Equinor vai entrar em uma nova fase de expansão de suas operações no Brasil. A companhia concluiu neste ano a venda da operação para a PRIO daquele que era, até então, o seu principal ativo no país, o campo de Peregrino. No entanto, a empresa agora concentra esforços em outras duas áreas promissoras: o campo de Bacalhau, no pré-sal da Bacia de Santos, e o projeto Raia, na Bacia de Campos. A petroleira estima criar cerca de 100 mil empregos diretos e indiretos ao longo do ciclo de vida útil dos ativos. É o que afirma o Diretor de Operações Compartilhadas da Equinor Brasil, Paulo Van der Ven, nosso entrevistado de hoje (2) na série especial Perspectivas 2026. Bacalhau iniciou sua produção em outubro, com capacidade para 220 mil barris por dia. Já o projeto Raia deve começar sua operação em 2028, podendo extrair até 16 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. “Esperamos um excelente 2026, com continuidade na produção segura em Bacalhau e avanços no Projeto Raia rumo ao início das operações em 2028. No próximo ano, em outra entrevista como esta, teremos novos marcos para celebrar”, afirmou o executivo.

Como foi o ano de 2025 para sua empresa e seu setor?

FPSO no campo de Peregrino

O ano de 2025 foi um ano marcante para a Equinor no Brasil. Celebramos o início das operações no Campo de Bacalhau, no pré-sal da Bacia de Santos, nosso maior ativo internacional, com reservas recuperáveis superiores a um bilhão de barris de óleo equivalente (boe). A Unidade Flutuante de Armazenamento, Produção e Transferência (FPSO) tem capacidade para produzir 220 mil barris por dia.

Com 370 metros de comprimento e 64 de largura, o FPSO é um dos mais modernos do mundo. Ele incorpora inovações como turbinas a gás de ciclo combinado, tecnologia que reduz significativamente a intensidade de carbono. As emissões de CO₂ são estimadas em cerca de 9 kg por boe, aproximadamente metade da média da indústria, estabelecendo um novo padrão para produção eficiente e com baixas emissões em águas ultra profundas.

Também em 2025 nos despedimos do Campo de Peregrino, na Bacia de Campos, que sempre fará parte da nossa história. Desde o início das operações, mais de 300 milhões de barris foram produzidos com segurança. Em novembro, concluímos a venda de 40% da participação operada para a PRIO, que assumiu a operação completa do campo. A transação totalizou US$ 2,3 bilhões. Nós vamos continuar como parceiro não operador até a conclusão do fechamento da participação restante de 20%.

Se fosse consultado, que sugestões daria para melhorar o ambiente de negócios em seu setor?

A Equinor transforma recursos naturais em energia para as pessoas e progresso para a sociedade. Para isso, é essencial que o Brasil continue oferecendo condições para atrair investimentos: previsibilidade, estabilidade e respeito aos contratos. Acreditamos que o país está no caminho certo.

Por último, quais são as perspectivas de sua empresa para 2026?

FPSO de Bacalhau

O momento da empresa nos dá fôlego para avançarmos no Projeto Raia, no pré-sal da Bacia de Campos, com previsão de iniciar operações em 2028 e capacidade para produzir 16 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia – volume suficiente para atender cerca de 15% da demanda nacional. Neste ano, iniciamos a instalação do Gasoduto Raia, que vai ter 200 km de extensão marítima, conectando o FPSO Raia à malha de transporte de gás próxima a Cabiúnas, em Macaé. Em setembro, concluímos o trecho de 15 km do gasoduto em águas rasas, um passo importante para viabilizar um dos maiores projetos de gás em desenvolvimento no país, e estamos trabalhando, no momento, na instalação do trecho terrestre.

Nosso compromisso de longo prazo com o Brasil, para além de Bacalhau e Raia, fica ainda mais evidente quando olhamos para a atuação da Equinor nas rodadas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) neste ano. Em junho, durante o 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, adquirimos o bloco S-M-1617 com 100% de participação, por meio de um bônus de assinatura ofertado de 30,5 milhões. O bloco está localizado a 60 quilômetros do bloco S-M-1378, já pertencente à Equinor.

Instalação do trecho de águas rasas do gasoduto do projeto Raia

Instalação do trecho de águas rasas do gasoduto do projeto Raia

Já no último mês de outubro, arrematamos durante o 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha (OPP) os blocos de Itaimbezinho, com 100%, e Jaspe, bloco operado pela Petrobras, com 60%, e onde detemos 40% da licença. Nas duas oportunidades, buscamos priorizar, como é possível perceber, sinergias com outras licenças ou ativos que já possuímos, bem como infraestruturas em desenvolvimento pela nossa companhia. Itaimbezinho, por exemplo, está a cerca de 15 quilômetros de Raia.

Como dizemos na companhia, gerar valor local é contribuir para o desenvolvimento da sociedade. Com Bacalhau e Raia, estimamos a criação de cerca de 100 mil empregos diretos e indiretos ao longo do ciclo de vida útil dos ativos.

A Equinor transforma recursos naturais em energia para as pessoas e progresso para a sociedade. Para isso, é essencial que o Brasil continue oferecendo condições para atrair investimentos: previsibilidade, estabilidade e respeito aos contratos. Acreditamos que o país está no caminho certo.

Esperamos um excelente 2026, com continuidade na produção segura em Bacalhau e avanços no Projeto Raia rumo ao início das operações em 2028. No próximo ano, em outra entrevista como esta, teremos novos marcos para celebrar.

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Sergio Souza
Sergio Souza
4 meses atrás

Parabéns a toda equipe, um novo projeto uma nova vitória pra o brasil