OS ESTADOS UNIDOS COBRAM DA VENEZUELA O CUSTO MILITAR DE SUAS OPERAÇÕES: US$ 2,8 BILHÕES = 50 MILHÕES DE BARRIS DE PETRÓLEO
Qual foi o custo militar até agora para os Estados Unidos durante o cerco a Venezuela e a incursão para a captura do ditador sanguinário e usurpador Nicolás Maduro? Até agora, de acordo com o preço cobrado pelo presidente Donald Trump, é de US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 11,1 bilhões). Mas o cerco ao país continua. Os navios de guerra americano rondam o mar do Caribe de olho no que o atual governo venezuelano vai fazer, como vai reagir. Mas os olhos das máquinas de guerra dos Estados Unidos também olham para a Colômbia do presidente e ex-guerrilheiro Gustavo Petros e para Cuba do atual presidente Miguel Dias Canel. Os Estados Unidos já mandaram a conta. O equivalente a 50 milhões de barris de petróleo venezuelano,
que custa cerca de US$ 10 dólares a menos do que o Brent, por sua qualidade ruim, extremamente viscoso com API entre 8 e 10. E já começaram a ser pagos, com os deslocamentos obrigatórios dos navios petroleiros carregados que iam em direção à China e agora seguem para a Costa do Golfo, onde abastecerão as duas refinarias norte-americanas calibradas para processar óleo pesado, onde também é refinado o petróleo que vem das areias betuminosas canadenses.
A Guarda Costeira dos Estados Unidos interceptou nesta quarta-feira (7) outro petroleiro ligado à Venezuela em águas da América Latina. Segundo funcionários, a embarcação hasteava uma bandeira da Rússia, e navios militares de Moscou estavam nas proximidades quando a operação ocorreu, incluindo um submarino russo. A ação ocorreu enquanto Washington continua a aplicar um bloqueio marítimo a embarcações venezuelanas que seriam submetidas a sanções. A interceptação foi a segunda registrada em poucas horas, o que indica uma intensificação das operações de fiscalização marítima conduzidas pelas autoridades americanas contra navios associados à Venezuela. Ainda não há maiores informações sobre este episódio.
A Chevron, única petroleira americana em operação na Venezuela, será a responsável pelas operações de venda do petróleo ao mercado internacional. O petróleo será
vendido ao preço de mercado, publicou Trump em sua rede social, acrescentando que controlaria o dinheiro arrecadado e o utilizaria para beneficiar os povos da Venezuela e dos Estados Unidos. A expectativa, disse o presidente, é que a indústria do petróleo venezuelana, sucateada e funcionando quase no CTI, estaria “em pleno funcionamento” dentro de 18 meses e que esperava que enormes investimentos chegassem ao país. Para isso seriam necessários dezenas de bilhões de dólares que teriam que sair de bolsos de petroleiras privadas norte-americanas. ExxonMobil e a ConocoPhilips, nacionalizadas pelo ex-ditador, já morto, Hugo Chavez, até agora, não parecem entusiasmadas para esta empreitada.
A Conoco já internalizou os prejuízos da época e segue saudável no mercado americano. A ExxonMobil está nadando de braçada no petróleo da Guiana, com perspectivas de chegar rapidamente ao marco de 1,3 milhão de barris por dia. Representantes das principais empresas petrolíferas americanas planejavam se reunir com o governo Trump ainda esta semana, mas parece mesmo que somente a Chevron, já estabelecida, conhecedora de todos os problemas, vá usando a arrecadação da venda do próprio petróleo para investir parte dele em equipamentos mais modernos, comprando nos Estados Unidos. Além disso, a falta de mão de obra especializada, com engenheiros experientes, é gritante. A crise provocada pelo ditador no país causou um êxodo dos profissionais mais qualificados. Uma situação difícil de resolver. O nível de insegurança no país, ainda governado por bolivarianos corruptos e extremamente violentos, não chega a ser um atrativo para quem vive na estabilidade. A situação não tem solução nem fácil e muito menos rápida.
Acredita-se que o Secretário de Estado Marco Rúbio tenha imposto a Delcy Rodríguez (foto à direita), que assumiu o lugar de Maduro, uma parceria exclusiva com os EUA na produção de petróleo e romper os laços econômicos com a China, a Rússia, o Irã e Cuba. O presidente Trump chegou a publicar a seguinte mensagem na Truth Social: “Tenho o prazer de anunciar que as autoridades interinas na Venezuela entregarão 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos da América. Este petróleo será
vendido ao preço de mercado, e esse dinheiro será controlado por mim, como Presidente dos Estados Unidos da América, para garantir que seja usado em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos” Representantes das principais empresas petrolíferas americanas planejavam se reunir com o governo Trump esta semana, informou a CBS, parceira da BBC nos EUA.
Ainda em luto de sete dias determinado por Delcy Rodríguez em homenagem aos mortos no ataque americano do último sábado (3), os regimes de Cuba e da Venezuela divulgaram mais cedo duas listas em que constam 55 militares mortos pelas forças dos Estados Unidos. Outras 25 eram agentes da milícia bolivariana. Ao mesmo tempo, o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa da Venezuela (SNTP) divulgou a detenção e posterior liberação de 16 jornalistas e trabalhadores de meios de comunicação. Segundo o SNTP, 14 jornalistas e profissionais da imprensa foram detidos em Caracas. De acordo com o sindicato, 13 deles atuavam para agências e veículos internacionais e um para um meio de comunicação nacional. Todos foram liberados posteriormente, e um dos profissionais acabou deportado. O sindicato também relatou a detenção de outros dois correspondentes internacionais na região de fronteira com a Colômbia. Eles permaneceram incomunicáveis por algumas horas e foram libertados em seguida. Ainda conforme o SNTP, os jornalistas detidos foram submetidos a revistas e a procedimentos de controle, incluindo a verificação de equipamentos, desbloqueio de celulares e rastreamento de chamadas, mensagens em aplicativos de comunicação e publicações em redes sociais.
O governo Trump vê um potencial significativo para suas próprias perspectivas energéticas nas reservas da Venezuela, mas aumentar a
produção de petróleo do país seria caro para as empresas americanas. O petróleo venezuelano também é pesado e mais difícil e mais caro de refinar. O porta-voz da Chevron, Bill Turenne (foto acima, à esquerda), disse que a empresa “continua focada na segurança e no bem-estar de nossos funcionários, bem como na integridade de nossos ativos. Continuamos a operar em total conformidade com todas as leis e regulamentos aplicáveis.” A ConocoPhillips, uma importante empresa petrolífera americana que já não tem presença na Venezuela, “está monitorizando os desenvolvimentos na Venezuela e as suas potenciais implicações para o fornecimento e a estabilidade energética global. Seria prematuro especular sobre quaisquer atividades comerciais ou investimentos futuros“, afirmou o porta-voz Dennis Nuss (foto à direita). A Exxon ainda não se pronunciou oficialmente.

publicada em 7 de janeiro de 2026 às 11:00 




