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ESTUDO DA EPE AVALIA NUCLEAR COMO OPÇÃO PARA CONVERSÃO DE USINAS A CARVÃO

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publicou uma nova nota técnica com uma análise sobre possíveis alternativas de conversão de usinas termelétricas movidas a carvão. Uma das rotas estudas prevê a conversão dessas plantas em usinas nucleares, com retrofit da estrutura existente ou construção paralela.

O estudo aponta que uma das principais vantagens da conversão de carvão para nuclear em relação à construção inicial num novo local é a possibilidade do reaproveitamento de instalações, equipamentos e edifícios existentes. Nos estudos de adequabilidade, podem ser avaliados a possibilidade do reaproveitamento das instalações de troca de calor residual, o tratamento de água assim como a subestação e linhas de transmissão que interligam o sistema à rede de transmissão.

Outras estruturas de apoio como edifícios administrativos, unidades internas de combate a incêndios e unidade de saúde também podem ser reaproveitadas. Em cada caso é necessária a avaliação da necessidade de modernização e/ou expansão dessas instalações. Alguns dos edifícios existentes serão necessariamente demolidos para reforço e adequação estrutural para novos equipamentos”, ressalta a EPE.

A nota técnica também destaca que a conversão da força de trabalho é um dos aspectos de maior apelo no processo de conversão de carvão para nuclear. O objetivo é preservar, tanto quanto possível, a maioria dos postos de trabalho da usina de carvão, organizar a recapacitação, o recrutamento e a formação de novos
funcionários.

Estudos empreendidos pelo DOE (Depatarmento de Energia dos EUA) ao investigar desafios e benefícios da conversão C2N estimam um aumento de até 100% do número de empregos numa usina nuclear de potência equivalente. Isso significa a necessidade de contratação adicional mesmo que toda a força de trabalho da usina a carvão possa ser aproveitada”, ressaltou a EPE.

O documento aborda também outras alternativas, como a conversão (total ou parcial) da termelétrica para operação com gás natural ou biomassa, já observadas na experiência internacional como uma estratégia de transição consolidada. Para além da conversão das usinas, o aproveitamento da infraestrutura de conexão à rede, por exemplo, é observado no desenvolvimento de projetos eólicos, solares ou de armazenamento de energia nas antigas áreas associadas à mineração e geração de energia a partir do carvão. Em complemento, são também prospectados outros usos energéticos e não-energéticos para o carvão mineral. Alguns exemplos são a captura e estocagem de carbono, armazenamento térmico de energia sensível, produção de grafite sintético e o uso de cinzas volantes no cimento e concreto.

A nota técnica completa está disponível no site da EPE

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