EVO MORALES LIDERA PROTESTOS E GREVES QUE LEVAM O CAOS À BOLÍVIA. PRESIDENTE CONVOCA EXÉRCITO E RECEBE APOIO DE MARCO RUBIO
A Bolívia está vivendo um caos liderado pelo comunista Evo Morales. O presidente Rodrigo Paz Pereira promulgou na noite passada a Lei relativa aos Estados de Emergência. A legislação foi publicada no Diário Oficial da Bolívia e encaminhada ao Poder Executivo para fins constitucionais. A decisão visa garantir na prática as forças do Exército nas ruas buscando restabelecer a ordem no país, que vive uma greve de caminhoneiros insuflada pelo líder comunista Evo Morales, que está sendo procurado pela justiça por desvios de verbas milionárias quando era presidente da Bolívia. O país está enfrentando nesta quarta-feira (27), uma greve nos transportes, também com Morales à frente.

Fugitivo da justiça por desvio de dinheiro quando estava na presidência, Morales comanda os protestos na Bolívia
A Federação Departamental de Motoristas de La Paz declarou greve por tempo indeterminado em todas as suas modalidades de transporte, após decisões tomadas em
reunião ampliada do setor realizada nas últimas horas. Os trabalhadores do setor de transportes decidiram intensificar suas táticas de pressão em resposta à crise de combustíveis e aos problemas econômicos que afetam a região. O secretário executivo da federação, Edson Valdez, indicou que os membros tomaram a decisão de forma decisiva. “A reunião ampliada foi contundente e clara; todos pediram uma greve de transportes por tempo indeterminado”, afirmou o líder, partidário de Evo Morales.
“Os membros do partido pediram a renúncia do presidente Rodrigo Paz”, afirmou. O protesto ocorre em meio a um cenário marcado por problemas no abastecimento de combustível, longas filas em postos de gasolina e conflitos sociais que afetam o tráfego de veículos e a atividade econômica em diferentes regiões do país.
Nos últimos dias, vários setores da indústria de transportes alertaram para a possibilidade de adotar medidas mais drásticas diante das dificuldades de acesso à gasolina e ao diesel, bem como do aumento dos custos operacionais e dos efeitos dos bloqueios. A greve dos motoristas soma-se a outros protestos e reivindicações setoriais que ocorrem no país, num contexto de crescente preocupação com o abastecimento, o transporte e o impacto econômico dos conflitos sociais.
A POSIÇÃO DE LULA
O presidente Lula ordenou o envio de ajuda humanitária à Bolívia e pediu que o conflito social, que já dura quatro semanas com protestos de rua, seja resolvido por meio do diálogo. Em meio a protestos e manifestações que causaram bloqueios na Bolívia e impediram o acesso normal a suprimentos, Lula apelou ao “pleno respeito pelas instituições democráticas e pelo Estado de Direito”. Amigo e antigo aliado de Evo Morales, Lula defendeu a negociação para superar qualquer conflito entre as partes. “Argumentei que o governo e os movimentos sociais devem evitar recorrer à violência e priorizar o diálogo como caminho para superar as diferenças e preservar a paz social“, acrescentou.
Lula especificou que seu homólogo boliviano, Rodrigo Paz, o contatou por telefone para discutir “a situação humanitária” enfrentada pelo país andino, “em consequência dos protestos e bloqueios de estradas, que têm causado escassez em algumas regiões”. Os protestos estão sendo liderados pela Central Sindical dos Trabalhadores da Bolívia e por agricultores, que saem às ruas há quatro semanas para exigir a renúncia do presidente, insuflados por Evo Morales. Enquanto isso, Paz anunciou uma redução de 50% em seus salários e nos de seus ministros, em um esforço para chegar a um consenso, e propôs resolver as divergências por meio do diálogo. O presidente denuncia os protestos como tendo caráter insurrecional e recebeu o apoio de Washington. “Que não haja dúvidas: os Estados Unidos apoiam integralmente o legítimo governo constitucional da Bolívia“, declarou o Secretário de Estado Marco Rubio. As declarações de Rubio foram rejeitadas pelo ex-presidente Evo Morales, que condenou a “interferência” da Casa Branca nos assuntos internos do país sul-americano, mas que não disse
uma palavra sobre a atuação do Brasil e do Presidente Lula.
Não custa lembrar, que a Bolívia tem no Brasil o seu maior mercado de gás e já projetava uma redução de 30% nas exportações em 2026. A estatal boliviana convive com o declínio de suas reservas e prevê exportar, este ano, na média, 9 milhões de m³/dia. Os dados incluem tanto os contratos firmes quanto os volumes exportados na modalidade interruptível, no mercado spot. A YPFB estima que, com os níveis atuais de reservas provadas, a capacidade de exportação de gás do país se esgotará em 2030. O governo boliviano de Rodrigo Paz, trabalha na reforma do atual marco legal do setor de óleo e gás e acena com uma redução fiscal para atrair petroleiras estrangeiras e, assim, aumentar a sua capacidade de investimento em exploração.

publicada em 27 de maio de 2026 às 12:00 








