FALTA DE DIESEL NO MUNDO DEIXA O MERCADO NERVOSO E PODE PIORAR AINDA MUITO MAIS SE OS ESTADOS UNIDOS SUSPENDEREM AS EXPORTAÇÕES DO COMBUSTÍVEL
O Petróleo está abaixo de cem dólares, mas a instabilidade do mercado do diesel continua latente em todo mundo. E no Brasil o problema não é diferente. O que se avizinha, dependendo de uma decisão do governo Trump sobre as exportações que os Estados Unidos fazem, pode agravar e muito os preços do produto no mercado internacional, principalmente no Brasil, que importa 30% do pro combustível. O impacto para os caminhoneiros será muito grande. E olha que o governo Lula está subsidiando em R$ 1 o litro do diesel para tentar segurar a inflação em função da eleição. Isto também que significa quando os subsídios forem suspensos, o bolso de todos nós vai sentir um impacto terrível. Para os caminhoneiros, ainda maior. E se as eleições se mantiverem nos níveis do primeiro turno, Lula vai virar de costas para o problema. O preço do diesel S-10 disparou nos postos brasileiros nas últimas semanas, como reflexo de repasses
de aumento de custos por importadores privados. Em apenas um mês, houve alta de 7%, ou R$ 0,47 por litro, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis). As empresas Importadoras atribuem as cotações internacionais pela retomada da guerra no Irã. As refinarias americanas despontaram como principal alternativa global de suprimento com o fechamento de refinarias no Oriente Médio e na Rússia, em guerra com a Ucrânia desde 2022, mas o presidente Trump quer colocar o pé no freio dessas exportações. Em outubro, o diesel respondeu por 80% das importações brasileiras do combustível. Para a ABICOM, os estoques de diesel estão muito baixos no mundo inteiro. Com isso, a oferta cai e o produto fica supervalorizado.
O preço do diesel S-10 nos postos bateu R$ 7,35 por litro na última semana. É o maior valor desde o fim de abril. abril. Já são quatro semanas de alta desde os R$ 6,88 por litro registrados na primeira semana de setembro. A StoneX avalia que o custo para importar o produto subiu 7% no mesmo período. O valor de paridade de importação do produto no porto de Paulínia era de R$ 6,70 por litro. Para lembrar, o Brasil importa cerca de 30% do consumo do combustível. O restante é vendido pela Petrobrás e pela refinaria privada Acelen, na Bahia. A estatal aumentou o preço do produto em suas refinarias há duas semanas, mas em valor equivalente a um novo subsídio criado pelo governo. Com sede na Bahia, a Acelen foca a região nordeste e tem o seu preço mais volátil, acompanhando rigorosamente o preço do barril no mercado
internacional. No início de outubro, promoveu outro aumento de R$ 0,50 no preço médio do diesel S-10 em cerca de R$ 0,50 por litro, dependendo da base de entrega.
Como em setembro, fez um aumento no mesmo valor, os aumentos também equivaleram ao valor do novo subsídio: R$ 1 por litro. Além desse valor, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dá a produtores reajustes mais frequentes. Em setembro, elevou o preço médio do diesel S-10 em cerca de R$ 0,50 por litro, dependendo da base de entrega. No início de outubro, promoveu outro aumento de R$ 0,50. Somados, os aumentos também equivalem ao valor do novo subsídio: R$ 1 por litro. Além desse valor, o governo petista de Lula dá a dá a produtores e importadores um subsídio de R$ 1,12 por litro de diesel, mascarando o valor real que vai explodir no bolso do consumidor mais dia, menos dia. Até o momento, o governo já gastou R$ 15,4 bilhões em subsídios a combustíveis líquidos (diesel e gasolina, a maior parte do valor para o primeiro), de acordo com a ANP. Maior vendedora do país, a Petrobras diz já ter recebido R$ 13 bilhões. A Abicom, diz que o mercado olha com atenção a possível suspensão das exportações americanas. Se a decisão for tomada, a situação se tornará bem crítica, com uma falta bem expressiva no mercado bem crítica.

publicada em 6 de outubro de 2026 às 13:00 




