FIRJAN DEFINE AGENDA DE AÇÕES EM 2026 PARA SETOR DE ÓLEO E GÁS FOCADA EM PARCERIAS E TRABALHOS TÉCNICOS

Equipe da gerência de petróleo, gás e energia da Firjan: Thiago Valejo – Gerente de Projetos, Juliana Lattari – Gerente de Relacionamentos e Parcerias, Karine Fragoso – Gerente Geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval e Savio Bueno – Gerente de Cenários
A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) já definiu um calendário de trabalhos para 2026, com o objetivo de promover negócios e compartilhar informações técnicas sobre o setor de óleo e gás. É o que revela a gerente de petróleo, gás e energia da federação, Karine Fragoso, entrevistada desta sexta-feira (23). No último ano, a Firjan realizou nove edições do Programa Rede de Oportunidades para Fornecedores, promoveu encontros com a diretoria da Petrobras e participou ativamente das discussões sobre o mercado de gás natural. Para 2026, a gerência entregará uma série de estudos e documentos técnicos sobre os setores de petróleo, gás natural, naval e energia. Em março, também será realizada a 3ª edição da Macaé Energy. A agenda inclui ainda novas edições do Rede de Oportunidades e um trabalho conjunto com o escritório da federação em Brasília para debater e defender os posicionamentos da indústria. “Enxergamos um ano duro, curto, que não aceitará tropeços, mas que também pode entregar muito do que já preparamos para ele”, avaliou Karine.
Qual o balanço dos estudos e publicações da gerência de Petróleo, Gás e Energias em 2025?
O ano de 2025 foi um ano intenso, de consolidação e fortalecimento das bases de trabalho para o triênio 2026-2028. Celebramos a entrega da 10ª Edição do nosso Anuário de Petróleo no Rio de Janeiro que marca nosso compromisso em compilar informações fundamentais do mercado e oferecer novas abordagens sobre o futuro a partir do Rio de Janeiro. Entregamos outras 3 publicações dedicadas – Gás Natural, Petroquímica e Fertilizantes, e Jornada Firjan pela Transição Energética.
E em relação a eventos e encontros de negócios?
Ao reunir os principais agentes desse mercado fizemos muito mais. Mantivemos nossa presença técnica nos principais eventos nacionais, e internacionais, para construção de posicionamento em defesa da indústria nacional, além de conectar demanda com oferta. Recebemos a presidente Magda Chambriard e sua diretoria em três momentos distintos, nos quais a Petrobras reafirmou seu apreço pela indústria nacional, declarou sua intenção de investimento e se dispôs a estar mais próxima nos diferentes segmentos desses mercados a partir do Brasil.
Trabalhamos com parceiros na entrega de 9 edições do Programa Rede de Oportunidades para Fornecedores – Óleo, Gás, Energias e Naval, com mais de 3600 fornecedores presentes e com o aumento do número de empresas âncoras, ampliando nossa base de cadastro para perto de 23 mil CNPJs interessados, e entregando mais uma ferramenta de trabalho, a Cartilha do Fornecedor, um guia orientativo com informações para planejamento de ações e monitoramento de certificações e cadastros de compras.
Reunimos nosso Conselho Empresarial para debatermos pautas fundamentais como o necessário trabalho pelos nossos ativos maduros da Bacia de Campos, o acesso ao mercado livre de Gás Natural com mínimo de consumo de 10 Mil m³/dia, a formalização de um processo claro e simplificado de licenciamento ambiental, a construção de um mercado para atendimento às demandas de descomissionamento, revitalização e ou reciclagem de ativos, a reforma tributária e seus impactos e demandas ao setor, entre outras muitas pautas.
Lamentamos equívocos, mas principalmente celebramos avanços que nos permitiram, por exemplo, comemorar a licença para perfuração de poço exploratório para pesquisa na Margem Equatorial, os avanços da ANP quanto aos regramentos da Lei do Gás Natural e a aprovação da Nova Lei de Licenciamento Ambiental.
Quais são suas perspectivas com o mercado de petróleo neste ano?
Para 2026 temos uma agenda de trabalho robusta, e mais uma vez centrada nas parcerias e no rigor técnico de nossas entregas e posicionamentos. Ao ver e acompanhar o retorno do óleo a pauta dos noticiários nacionais e internacionais desde os primeiros dias, se confirma a máxima do instrutor para lideranças inovadoras: “Não perca de vista o seu lugar e onde você está!” É óbvio que geopolítica importa, é obvio que o mundo vai precisar cada vez mais de mais energia, e é óbvio que o petróleo não vai sair de cena tão cedo. Mas como outros antes de mim já disseram, o óbvio precisa ser dito, ser lembrado, ser compreendido! E isso importa para entendermos o nosso lugar. Nunca vivi um mundo sem óleo, nem viverei. Ele ainda dita muito do que vemos nações aspirando, e seguirá dessa forma por muito tempo. Do Brasil, observamos condições favoráveis, mas não por isso, ou mesmo por isso, nossas decisões e escolhas não devem ser postergadas. Segurança energética será traduzida por redução de risco.
Enxergamos um ano duro, curto que não aceitará tropeços, mas que também pode entregar muito do que já preparamos para ele.
E quais serão as primeiras ações e novidades da Firjan em 2026?
Já nesse mês de janeiro entregamos nosso Perspectivas do Gás Natural no Rio de Janeiro, uma publicação também consolidada que será lançada nesse dia 27 com a presença de parceiros como MME, ANP, EPE, AGENERSA, Mattos Filho, Petrobras, Equinor, entre outros. Ambiente de construção de maturidade para o desejado mercado de gás.
Fevereiro é mês de trabalho integrado com energias e relações internacionais na pauta da Geopolítica da Energia e o Brasil, através dos nossos conselhos empresariais. Março estaremos junto com o mercado na 3ª Edição da Macaé Energy, esse ano no Centro de Convenções com área de exposição apresentando um mercado ainda mais consciente de seu potencial e de suas oportunidades. O congresso será palco para debates e construção de consensos, enquanto a exposição contará com um ambiente dedicado a conexão entre compradores e fornecedores no Rede de Oportunidades.
E o que está programado para o restante do ano?
Abril e maio são meses para reunir o mercado e junto com a ONIP e outras federações debatermos a participação da indústria nacional e suas aspirações, os custos de produção, a construção de intencionalidade em ampliar participação e sobretudo, desdobrar as riquezas em preparação de novos profissionais e criação de empregos, geração de renda privada e pública, tecnologia e futuro da indústria. Estaremos juntos em eventos nacionais e internacionais.
Junho e julho, meses da Copa do Mundo, vamos entregar nosso Anuário do Petróleo, 11ª edição. Agosto entregaremos nosso Panorama Naval na Naval Shore; setembro nossa edição especial do Rede de Oportunidades com o Sebrae na ROG.e; outubro nosso engajamento na transição energética; novembro é mês de Petroquímica e Fertilizantes; dezembro fechamos o ano com nossa reunião de conselho empresarial.
Ao longo do ano trabalharemos as pautas fundamentais com nosso escritório de Brasília que lidera nossa Agenda Legislativa, e de forma conjunta vamos anunciando nossos posicionamentos em defesa da indústria. Com nossos Centros de Tecnologia e de Inovação estaremos mais próximos das necessidades das nossas indústrias, e pelos Centros de Referência poderemos atender demandas específicas nas áreas de saúde, segurança do trabalho, alimentação, inteligência artificial, metalmecânica, construção civil e energias renováveis.
Por fim, destaco nosso trabalho com o Sebrae Rio que será constante ao longo de todo o ano, com ações que serão divulgadas para a rede. Junto com a ONIP, parceira de toda hora, e também outras instituições, com as quais trabalhamos, seguiremos para um ambiente de negócios que possa ser cada vez melhor para todos!

publicada em 23 de janeiro de 2026 às 5:00 





