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FORÇA AÉREA ESCOLHE A STELLA TECNOLOGIA PARA DESENVOLVER OS DRONES MULTIPROPÓSITOS PARA VIGILÂNCIA E ATAQUE

Depois dos testes realizados na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, tema que foi reportagem do Petronotícias, o comando da Aeronáutica assinou um protocolo de intenções com a Stella Tecnologia para a cooperação técnica e desenvolvimento de Sistemas Aéreos Remotamente Pilotados (SARP) e drones de aplicação dual: inteligência, vigilância e reconhecimento (IVR), busca e salvamento, mas também para o lançamento de cargas explosivas e ataques suicidas, além de comunicações aeroespaciais. O documento foi assinado pelo tenente-Brigadeiro Marcelo Damasceno, comandante da FAB, e por Gilberto Buffara Junior, presidente da Stella Tecnologia, na nova sede do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (Incaer), em Brasília. Os trabalhos devem durar 60 meses e preveem intercâmbio de informações e a eventual formalização de projetos específicos, segundo a empresa, “sempre em conformidade com a legislação vigente, regras de confidencialidade e proteção da propriedade intelectual”. 

O objetivo será o desenvolvimento de plataformas SARP IVR e a avaliação das capacidades de lançamento de cargas, bem como a confecção de drones kamikazes, com prioridade para encontrar soluções de propulsão nacionais e a exploração de “alternativas energéticas eficientes”. A FAB quer um desenvolvimento nacional autônomo  para o Brasil e  não ficar submetido aos interesses de potências estrangeiras. Para o Brigadeiro Damasceno, “temos tudo para criar resultados duradouros e já começamos isso, Dando continuidade, juntando as três Forças e priorizando o material nacional, vamos muito longe. Nós temos muita capacidade e as Forças têm que priorizar esse material. Acho que estamos fazendo isso bem neste momento.

Gilberto Buffara Júnior (direita), um profissional que há anos desenvolve veículos aéreos não tripulados, lembrou o momento geopolítico atual e disse que  “Talvez, precisemos mais da Defesa, mais do que em qualquer momento da história recente. Então, acho que esse é um grande passo”. A FAB faz, assim, o mesmo movimento que a Marinha e o Exército fizeram, recentemente, em busca de desenvolvimento autônomo de drones nacionais, essenciais para a defesa e a dissuasão em nosso entorno estratégico.

Ao mesmo tempo em que assinava o acordo para o desenvolvimento de drones armados, a Aeronáutica também testava as operações do Caça Gripen, comprado da Suécia,  lançando as bombas Mk84 e bombas guiadas a laser com o sistema Lizard 500, a partir de uma operação simulada usando o Gripren 39. O teste  com os artefatos foram feitos em Maxaranguape, ao norte de Natal (RN), e foi monitorado em tempo real, verificando a separação segura das bombas e a estabilidade da aeronave em diferentes condições a fim de certificar o avião para operações de ataque ao solo. Em novembro, ooutro teste foi realizado com o  Gripen lançando o míssil ar-ar Meteor, do tipo BVR (Beyond Visual Range) ou Além do Alcance Visual, que pode atingir alvos  até 200 km de distância. Também havia testado seu canhão Mauser BK-27 e o reabastecimento em voo com o KC-390.

Os testes começaram em 19 de janeiro. O avião do Gripen Flight Test Center, de Gavião Peixoto (SP), estava equipado com um casulo  de designação de alvos e de orientação de suas bombas e mísseis guiados a laser. As bombas Mk84 pesam cerca de 900 quilos e usam como explosivo o tritonal. De fabricação americana, ela pode penetrar em estruturas de até 3,5 metros de concreto. Já o Lizard 500 é um sistema fabricado pela israelense Elbit Systems de 230 quilos. O chefe de ensaios em voos da Saab, Mikael Olsson, afirmou para a FAB que o “sucesso da campanha comprova o avanço do vetor”. Ele destacou ainda o pioneirismo do Brasil no lançamento das bombas a partir do Gripen. “Os dados obtidos reforçam como a aeronave amplia de forma significativa a capacidade da Força Aérea Brasileira”, afirmou o sueco à FAB.

Assista ao vídeo do primeiro voo do Albatroz:

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