FUGRO ASSINA CONTRATO DE LEVANTAMENTO GEOTÉCNICO PARA PROJETO EÓLICO OFFSHORE DA PETROBRÁS
A Fugro conquistou um novo e importante contrato no Brasil. A empresa fechou um acordo para a realização de uma investigação geotécnica de campo para o primeiro empreendimento eólico offshore da Petrobrás, na costa do estado do Rio de Janeiro. Segundo a Fugro, o projeto piloto, de 18 MW, é o primeiro do tipo na América do Sul a avançar sob um processo formal de licenciamento ambiental.
De acordo com o contrato, a Fugro trabalhará em uma área de estudo próxima à costa de São João da Barra para coletar os dados necessários para o projeto. O escopo abrange amostragem de solo, ensaios in situ e análises laboratoriais em quatro locais costeiros e de águas rasas, bem como investigações em terra para apoiar a chegada e o traçado dos cabos.
A Fugro iniciará as operações e análises em abril e os trabalhos devem acontecer até o terceiro trimestre deste ano, com o relatório final previsto para 2027. A execução do projeto de levantamento geotécnico será liderada pelas equipes da Fugro no Brasil, combinando operações próximas à costa a partir do polo de Rio das Ostras com análises laboratoriais nas instalações de Pinhais.
“À medida que a América do Sul avança com suas ambições em energia eólica offshore, os dados geoespaciais iniciais são uma das ferramentas mais importantes para reduzir a incerteza e preparar os projetos para o sucesso a longo prazo”, disse a presidente e diretora do Grupo Fugro nas Américas, Céline Gerson. “Ao firmarmos parceria com a Petrobrás nesta fase inicial, estamos ajudando a estabelecer a base técnica necessária para o avanço responsável da energia eólica offshore e para a expansão das opções energéticas futuras no Brasil e em toda a região”, acrescentou.
O projeto piloto de energia eólica offshore da Petrobrás no Rio de Janeiro faz parte da estratégia mais ampla da empresa em energias renováveis offshore e foi planejado como um campo de testes para tecnologias e abordagens de desenvolvimento de projetos, visando potenciais projetos em escala comercial.
O projeto de 18 MW, localizado na costa de São João da Barra, entrou em processo de licenciamento ambiental junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) no início de 2024. De acordo com os documentos do projeto disponíveis no site do IBAMA, o projeto piloto da Petrobras contará com apenas uma turbina eólica com capacidade de geração de 18 MW.
A Petrobrás tem adotado uma postura cautelosa em relação aos projetos de transição energética. Nesta quarta-feira (1º), a presidente da companhia, Magda Chambriard, afirmou durante entrevista à CNN que não se arriscará em projetos “maravilhosos no papel e que não podem ser realizados na prática”. Segundo a executiva, projetos como transição energética têm sua importância, mas também exigem cautela.
“Vamos avançar em transição energética de forma segura, evitando rombos. Temos que ir com cuidado, não podemos errar na mão. Até porque o Brasil não está acostumado a lidar em com esse tipo de projeto. Vemos outras empresas relevantes que apostaram no imaginário e acabaram tendo que lidar com o prejuízo“, declarou.

publicada em 1 de abril de 2026 às 19:00 




