GNLINK PLANEJA DOBRAR CAPACIDADE DE PRODUÇÃO E SE PREPARA PARA INSTALAÇÃO DE NOVAS UNIDADES DE REGASEIFICAÇÃO
A distribuidora de gás natural GNLink viveu em 2025 um ano importante de consolidação de projetos e agora se prepara para um novo ciclo de investimentos. A empresa encerrou o último ano com três plantas de produção de gás natural liquefeito e gás natural comprimido, totalizando uma capacidade instalada de 300 mil m³/dia. A partir de 2026, a meta é iniciar o desenvolvimento de projetos para dobrar esse volume. O foco desse segundo ciclo será a ampliação no Nordeste e a entrada no Sudeste e no Centro-Oeste. “A concentração industrial e populacional nessas regiões nos credencia a avançar. Novos investimentos e projetos estão ocorrendo rapidamente, e estamos sendo consultados com frequência”, afirmou o CEO da empresa, Marcelo Rodrigues, nosso entrevistado desta segunda-feira (2). Além disso, a empresa se prepara para a implantação de novas unidades de regaseificação em indústrias e, especialmente, junto às distribuidoras estaduais de gás natural canalizado. A primeira delas já está em operação, na região do Cariri, no Ceará, em parceria com a Cegás. “Outros três projetos com distribuidoras devem entrar em operação até março deste ano”, acrescentou o executivo.
Para começar, seria importante fazer um rápido balanço sobre o primeiro ciclo de investimentos da companhia. Além disso, ao seu ver, quais serão os principais impactos das três plantas da empresa no mercado?
O time da GNLink superou desafios relevantes para implantar os três projetos em um curto espaço de tempo. Todos estão de parabéns, pois os obstáculos foram vencidos. Superamos desafios de licenciamento e de execução e concluímos essa primeira etapa da empresa em pouco mais de três anos. As três plantas em operação disponibilizam volumes relevantes de GNL e GNC em um mercado que não conta com oferta de gás. Além disso, geram benefícios para a indústria, o comércio, as residências e o setor automotivo nas regiões atendidas, em parceria com as distribuidoras estaduais de gás natural canalizado.
Pode compartilhar conosco suas impressões e perspectivas sobre a demanda nacional atual por gás natural, especialmente em regiões sem infraestrutura de gasodutos?
Temos diversas oportunidades em desenvolvimento e projetos relevantes em implantação no país, nos estados do Ceará, Pernambuco, Bahia e Paraná, em parceria com as distribuidoras estaduais de gás natural canalizado. A demanda no interior do Brasil é significativa, e a empresa está preparada para atuar próxima ao mercado potencial, com operações descentralizadas e capilaridade logística. Levar gás ao interior, onde hoje não há oferta, gera benefícios para a sociedade e para as indústrias, além de contribuir para a transição energética.
Falando sobre o ano de 2026, poderia falar sobre os planos para a implantação de unidades de regaseificação em indústrias e, especialmente, junto às distribuidoras estaduais de gás natural canalizado?
Este é o nosso foco principal para 2026. Há diversos projetos relevantes em andamento, decorrentes de compromissos firmados com clientes e, especialmente, com quatro distribuidoras estaduais de gás natural canalizado. O cronograma de fabricação e implantação de unidades de regaseificação e descompressão está definido e dentro do prazo, com vários projetos previstos para entrar em operação ainda no primeiro semestre do ano.
As equipes de engenharia e operação atuam de forma contínua para cumprir os prazos acordados com os clientes. Um dos projetos já está em operação, na região do Cariri, no Ceará, em parceria com a Cegás, onde foi implantada uma unidade de regaseificação de grande porte em um curto intervalo de tempo. Outros três projetos com distribuidoras devem entrar em operação até março deste ano. A estratégia é ampliar a atuação em cooperação com as distribuidoras estaduais, considerando que mais de 90% dos municípios brasileiros ainda não contam com gás natural.
Gostaria que falasse um pouco sobre a nova etapa de expansão da empresa prevista para começar neste ano, que tem como objetivo dobrar a capacidade total de produção.
Olhamos sempre para frente na GNLink. Planejamos o crescimento da empresa à medida que vamos ocupando as três plantas de liquefação e compressão. Parte dessas plantas já está preparada para ampliação de capacidade no curto prazo. Os novos projetos estarão em regiões em que estamos mais distantes logisticamente, como o Sudeste e o Centro-Oeste, com avanço previsto a partir de 2027.
Poderia falar das motivações e oportunidades que estão impulsionando a empresa a entrar no Sudeste e no Centro-Oeste?
A concentração industrial e populacional nessas regiões nos credencia a avançar. Novos investimentos e projetos estão ocorrendo rapidamente, e estamos sendo consultados com frequência. O país crescerá para o interior, e a utilização do gás gera benefícios relevantes para o mercado.
Por fim, o mercado de gás natural como um todo tem passado por intensas transformações regulatórias ao longo dos últimos. Como o senhor tem avaliado a evolução da abertura do setor?
Desde a Nova Lei do Gás, que completa cinco anos neste ano, o mercado avançou rapidamente. O setor se abriu, o que trouxe mais competição e oportunidades. Houve avanços significativos na regulação e na dinâmica de mercado, mas ainda há espaço para novos progressos. A agenda da empresa está aberta para apoiar iniciativas que gerem oportunidades justas e beneficiem o mercado como um todo. O nosso país é promissor, com dimensões que criam oportunidades diversas, e seguimos focados nessa visão.

publicada em 2 de fevereiro de 2026 às 5:00 




