GOVERNADORA DE MICHIGAN VOLTA À CARGA CONTRA OLEODUTO DA LINHA 5 E AGORA APELA PARA O PRESIDENTE DA ENBRIDGE NO CANADÁ
ORLANDO – POR Fabiana Rocha – A empresa canadense de energia Enbridge retomou o serviço em seu oleoduto e gasoduto da Linha 5, de aproximadamente 1.038 km, utilizando um desvio temporário em torno de um trecho danificado durante um acidente no norte de Wisconsin, ocorrido no mês passado. Agora, a empresa volta a enfrentar o mau humor da governadora de Michigan, Gretchen Whitmer (foto abaixo, à esquerda) (do Partido Democrata), em mais obstáculo em relação à forma como o oleoduto cruzará o Estreito de Mackinac, em Michigan. Os órgãos reguladores de Michigan estão reavaliando uma licença ambiental previamente emitida para o projeto do Túnel dos Grandes Lagos, que seria
construído sob o Estreito de Michigan para abrigar um trecho de sete quilômetros previsto para ficar em um túnel sob o lago, para retirar os dutos do fundo do lago. “Apelo à Enbridge para que busque uma alternativa tanto aos dois oleodutos existentes quanto ao túnel, e que inicie esse trabalho agora”, escreveu ela em uma carta ao presidente e CEO da Enbridge, Gregory Ebel (principal). “Desenvolva uma transição planejada e ordenada que proteja as famílias e empresas de Michigan e retire o petróleo do Estreito muito mais cedo.”
Ela cita o acidente em Wisconsin como um dos motivos pelos quais o oleoduto deveria ser fechado em Michigan. Um trecho do gasoduto Linha 5, perto de Saxon, Wisconsin, foi danificado em agosto quando um caminhão plataforma desocupado, que transportava equipamentos para o local, invadiu uma área de escavação e atingiu a tubulação, liberando líquidos de gás natural, principalmente propano e butano. Esses líquidos são transportados pelo gasoduto na forma gasosa, mas vaporizam rapidamente quando expostos às condições normais do ambiente externo. Não houve feridos no acidente. A Enbridge está instalando uma válvula de desvio para conectar o trecho de 19 quilômetros que atravessa terras indígenas a um trecho de 66 quilômetros de US$ 1 bilhão que a empresa está construindo para, eventualmente, evitar as terras indígenas. A Tribo Bad River da Nação Chippewa do Lago Superior está atualmente em processo judicial para a remoção
do oleoduto.
O Projeto do Túnel dos Grandes Lagos, um túnel de sete quilômetros para abrigar os oleodutos existentes há duas décadas, está atraindo oposição renovada da governadora Whitmer e de Phil Roos (direita), diretor do Departamento de Meio Ambiente, Grandes Lagos e Energia do estado. Ambos afirmam que o estado deve considerar o impacto de uma recente decisão da Suprema
Corte de Michigan relacionada a uma licença para o projeto emitida anteriormente. Em 31 de julho, a corte anulou a aprovação do projeto pela Comissão de Serviços Públicos de Michigan, concedida em dezembro de 2023, alegando que a comissão não havia aplicado corretamente a Lei de Proteção Ambiental de Michigan ao analisar o projeto proposto. “Com a Suprema Corte de Michigan invalidando a licença por considerar sua análise muito restrita, entendemos que ela pode precisar de uma revisão adicional por meio do processo legal”, disse Roos em uma carta. Até que todas essas questões legais sejam resolvidas, as condições da licença impedem o avanço da construção da entrada do túnel.”
Whitmer diz que “Deixei claro desde o primeiro dia que precisamos remover os dois oleodutos da Linha 5 existentes do Estreito de Mackinac o mais rápido e seguro possível”, chamando os oleodutos submarinos de 73 anos de “bomba-relógio”. Em sua carta para Ebel, ela observa que a parte do gasoduto em Michigan já havia sofrido impactos de âncoras e que “Neste momento, a linha está fechada devido a danos causados por um caminhão que dispersou mais de um milhão de galões de líquidos de gás natural”.
Respondendo à ideia de que a Enbridge deveria encontrar uma alternativa ao projeto do Túnel dos Grandes Lagos, proposto inicialmente em 2018, o porta-voz da Enbridge, Ryan Duffy, disse:
“Para que fique claro, já temos um acordo com o Estado de Michigan para avançar com o projeto do Túnel dos Grandes Lagos. Sem anos de litígios e intervenção política, este projeto estaria caminhando para a sua conclusão.” Além já ter aprovado as principais licenças ambientais para o projeto do túnel, o Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA aprovou o avanço do projeto após seis anos de análise, acrescentou ele. “A Declaração de Impacto Ambiental do Corpo de Engenheiros representa o mais alto padrão de avaliação ambiental exigido para grandes projetos críticos de energia e infraestrutura“, disse Duffy.
Enquanto isso, a empresa brasileira Liderroll segue a expectativa de uma solução breve para que a sua patente seja usa no túnel de sete quilômetros que vai ser construído por empresas americanas no fundo do lago. O túnel terá 5 metros de diâmetro e poderá ter até duas linhas. Inicialmente terá apenas uma linha de 36 polegadas, embora esta segunda linha ainda não esteja inteiramente certa, como diz o empresário e presidente da Liderroll Paulo Fernandes: ” Devo dizer que precisamos de paciência para esperar todas as respostas. As possíveis são: o oleoduto será fechado. Perdem as pessoas, perde-se empregos, perde-se muito das cidades que são atendidas no entorno. Seja no Canadá, seja nos Estados Unidos. O túnel é a melhor opção porque evita-se um acidente dentro do lago, caso uma outra âncora de navio bata no duto ou seja mesmo um acidente por desgaste de material. A prevenção neste caso é imperial. Já temos tecnologia para o lançamento de um duto de 36 polegadas dentro de um pequeno túnel. É um trabalho engenhoso, duro e possível. Estaremos lá dando toda assistência com nossas máquinas e nosso conhecimento dando suporte possível. Já temos esta expertize.”

publicada em 17 de setembro de 2026 às 15:00 






