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HM FLOW DESTACA NOVA GERAÇÃO DE PROVADORES COMPACTOS NA ROG.e 2026 E VÊ BOAS PERSPECTIVAS PARA O SETOR DE ENERGIA

A HM Flow está apresentando na ROG.e 2026 uma nova geração de tecnologias voltadas à medição de vazão, automação e operação em áreas remotas. Em entrevista ao Petronotícias, o diretor de operações da companhia, Matheus Freitas, disse que um dos destaques da HM Flow na feira é um provador compacto de quarta geração, considerado uma evolução significativa em relação às versões anteriores. A companhia também está apresentando uma linha de atuadores para fechamento de emergência e geradores termoelétricos para gerar energia destinada à instrumentação em áreas remotas. Freitas também falou sobre os planos da empresa, a participação em licitações e as perspectivas para o mercado de energia brasileiro, incluindo os futuros desenvolvimentos da Margem Equatorial. “O futuro do setor — especialmente no Brasil, onde temos abundância de petróleo e uma demanda crescente — é promissor. A transição energética é uma realidade e está batendo à porta, mas o petróleo não sai de moda tão cedo, e a matriz energética global ainda é extremamente dependente dos hidrocarbonetos”, projetou.

Poderia explicar para nós o que vocês estão apresentando na feira este ano e qual é o objetivo da empresa nesta edição?

Primeiro, importante lembrar que a Hirsa — uma empresa com 44 anos de mercado, amplamente reconhecida na área de medição de vazão, calibração, gestão metrológica e equipamentos — passou por uma reestruturação. Metade da empresa, que era a divisão de serviços, foi vendida para o grupo internacional Trescal. A outra metade, responsável pela representação e pelo fornecimento de equipamentos, continuou conosco e passou a se chamar HM Flow. Portanto, embora ainda exista uma parceria entre Hirsa e HM Flow, hoje são empresas distintas. A parte de serviços, gestão metrológica e calibração permaneceu com a Hirsa, enquanto o novo nome, HM Flow, absorveu a divisão de equipamentos e fornecimento.

Quanto aos destaques para a feira, trouxemos novidades de algumas das nossas representadas que são o estado da arte em tecnologia. O grande destaque é o provador compacto de quarta geração.

Poderia detalhar mais sobre essa tecnologia?

A Hirsa introduziu a aplicação de provadores compactos de pequeno volume no mercado brasileiro ainda na década de 1990 — uma história que testemunha nosso protagonismo ao longo dos anos. Na época, foi uma quebra de paradigma, pois é um equipamento que traz inúmeros benefícios: permite realizar a calibração dos medidores no próprio local, sendo muito mais compacto do que os ball provers, sem a necessidade de deslocar o equipamento para um laboratório externo. Hoje, esse sistema é o padrão ouro da ANP. Essa quarta geração é o que há de mais moderno no mundo em provadores compactos, com evoluções significativas em relação aos concorrentes.

Quais são os demais destaques do estande da companhia aqui na feira?

TEG é um dos destaques da HM Flow na feira

Outro destaque exclusivo é uma linha de atuadores para fechamento de emergência. Embora seja um conceito já conhecido, o grande diferencial deste modelo é ser única e exclusivamente mecânico, operado por mola. Outras tecnologias utilizam sistemas mais complexos — hidráulicos, pneumáticos ou acumuladores de nitrogênio —, enquanto este utiliza apenas a mola. Portanto, em uma emergência ou queda de energia, ele fecha independentemente de qualquer fator externo. É um produto exclusivo nosso que ainda não tinha presença no mercado brasileiro. 

Também estamos apresentando os TEGs, que são geradores termoelétricos. Trata-se de um equipamento instalado no campo que utiliza o próprio gás da linha para gerar energia destinada à instrumentação em áreas remotas, onde há escassez de infraestrutura. Além disso, trouxemos todas as nossas demais linhas de medição de vazão, nível e automação de válvulas de diversos fabricantes parceiros.

Em termos de negócios, novos contratos ou projetos em andamento e negociação? O que você pode compartilhar conosco?

Estamos participando dos principais bids conduzidos pelas EPCistas e focado nas carteiras de grandes projetos, especialmente de refinarias. Ganhamos algumas concorrências, perdemos outras, e ainda há muitas oportunidades em standby nas quais estamos buscando parcerias para garantir competitividade de preço e avançar.

Não foi um ano fácil, mas foi um período positivo dentro do possível; não podemos nos queixar. Estamos praticamente atingindo a meta de faturamento antes do encerramento do ano. Foi um ano desafiador, típico de ano eleitoral, com todas as incertezas que esse cenário traz.

E quais são as perspectivas para 2027?

Para o ano que vem, a perspectiva é boa, desde que os projetos se concretizem e que os ajustes econômicos do país sejam realizados. Independentemente da conjuntura política, haverá necessidade de um freio de arrumação grande na economia. Então, apesar de estarmos otimistas, mantemos a cautela. Há uma necessidade premente de ajustes na economia, como a redução e o controle da taxa de juros, ajuste fiscal e a contenção da inflação para patamares aceitáveis. É um ambiente desafiador, como sempre, para o empresário brasileiro.

Como vocês estão avaliando as perspectivas e o futuro do setor de energia, considerando projetos de Margem Equatorial e outros desenvolvimentos no horizonte?

O futuro do setor — especialmente no Brasil, onde temos abundância de petróleo e uma demanda crescente — é promissor. A transição energética é uma realidade e está batendo à porta, mas o petróleo não sai de moda tão cedo, e a matriz energética global ainda é extremamente dependente dos hidrocarbonetos.

Portanto, a médio e longo prazo, não tenho dúvidas sobre a força do setor. Os desafios concentram-se no curto prazo e nas incertezas econômicas do país. Superando essas questões conjunturais, acredito que o setor avançará muito bem.

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