INB DESENVOLVE TECNOLOGIA NACIONAL PARA INSPEÇÃO DE COMBUSTÍVEIS NUCLEARES EM ANGRA
Um equipamento nacional que conta com câmeras para inspeção de combustíveis nucleares nas piscinas dos reatores de Angra será utilizado pela primeira vez em uma operação real. O sistema foi criado por uma equipe das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e terá seu desempenho avaliado em condições de alta radiação a partir do próximo dia 27.
A tecnologia foi criada a partir da necessidade de contar com uma alternativa nacional às câmeras importadas utilizadas atualmente. As inspeções visuais subaquáticas dos combustíveis nucleares fazem parte da rotina da equipe de Serviços em Reator, da Gerência de Engenharia de Projeto do Combustível e de Serviços da INB, durante as paradas programadas das usinas. Em Angra 1, as interrupções ocorrem aproximadamente a cada 15 meses, enquanto Angra 2 passa por esse processo em intervalos de cerca de 13 meses. A proposta da equipe foi desenvolver uma solução utilizando conhecimentos, materiais e recursos disponíveis no país.
O projeto também apresenta potencial de redução de custos. De acordo com estimativas realizadas durante o desenvolvimento, uma câmera importada para esse tipo de operação custa aproximadamente R$ 700 mil, considerando os gastos de importação. Em uma aquisição anterior, três equipamentos representaram um investimento de cerca de R$ 2 milhões. O dispositivo desenvolvido pela INB, por outro lado, teve custo estimado em aproximadamente R$ 120 mil, considerando os materiais empregados.
O resultado foi um sistema de inspeção desenvolvido integralmente pela própria equipe, incluindo a estrutura, o controle e a transmissão das imagens. “O conjunto utiliza uma estrutura de alumínio adquirida especificamente para o projeto e componentes de aço provenientes de materiais disponíveis que não seriam utilizados na fabricação do combustível nuclear. Cabos, conectores, componentes eletrônicos e um sistema de controle desenvolvido pela própria equipe completam a solução”, explicou o engenheiro eletricista da INB, Paulo José Dutra.
Antes de ser encaminhada à Eletronuclear, a câmera foi submetida a uma série de ensaios nas instalações da INB. Os testes reproduziram condições mais rigorosas do que aquelas previstas durante a operação nas usinas. Em um dos procedimentos, o equipamento permaneceu submerso em água a 55 °C, acima dos cerca de 45 °C estimados para as inspeções nos reatores. Também foi realizado um teste de pressão equivalente ao dobro da condição esperada em operação.
A próxima fase será realizada em ambiente operacional. Diferentemente dos ensaios conduzidos na INB, o equipamento será utilizado na inspeção de combustíveis nucleares durante uma atividade real na Eletronuclear, permitindo avaliar seu comportamento diante da exposição à radiação presente no ambiente das usinas.
A equipe da INB já avalia novas funcionalidades para o sistema. Uma das possibilidades é contratar o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ) para desenvolver uma solução de inteligência artificial capaz de auxiliar na identificação de falhas e anomalias nas imagens captadas durante as inspeções.
Outra frente em estudo envolve a incorporação de mecanismos de movimentação controlados remotamente. A tecnologia permitiria posicionar e deslocar a câmera à distância durante as operações, ampliando as possibilidades de inspeção dos combustíveis nucleares.

publicada em 25 de setembro de 2026 às 17:00 





Uma outra boa oportunidade de melhoria seria aumentar os períodos em produção das usinas de Angra para 18 meses, reduzindo o número de paradas para recarregamento em um terço, obviamente aumentando o período em funcionamento em aproximadamente 30 dias a cada três anos, ou pouco menos do que meio milhão de MWh a mais com um ganho de aproximadamente 130 milhões de Reais. Idêntica medida em Angra 2 resultaria em ganho dobrado. Um ganho de 400 milhões a cada três anos na central. Usina nuclear não foi feita para ficar parada recarregando, mas para operar à plena capacidade. A medida… Leia mais »
Se a Eletronuclear não quer aumentar o ciclo, a INB poderia oferecer esta alternativa.
Por outro lado, aumentar o ciclo reduzindo a potência é um sofisma nuclear. Angra é uma central sofismática há muito. Operar com turnos de 12 horas em greves seria seguro, divulgar fatores de capacidade em periodos de operação, glosando as paradas do cálculo, estimar custos remanescentes de Angra 3 super super otimisticamente e por aí vai.
Incrível!!👏