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IRANIANOS PARECEM CONTROLAR O ESTREITO DE ORMUZ COBRANDO ATÉ PEDÁGIOS PARA LIBERAR NAVIOS QUE NEM PARTEM DE SEUS PORTOS

Está difícil compreender as narrativas da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. De um lado, o Irã tem o país destruído pelas bombas e terá que gastar mas de US$ 25 bilhões para retomar  o dia a dia normal. Mesmo assim, perdeu todas as suas lideranças políticas mais importantes, com as mortes dos aiatolás sanguinários, a força aérea e boa parte da marinha. Apenas alguns submarinos de pequeno porte e lanchas rápidas mortais estão em atividade e é com esse grupo de embarcações  e as minas instaladas que o os iranianos domina o Estreito de Ormuz.  O Irã  consolidou o controle de Ormuz com postos de controle, acordos diplomáticos e taxas para as centenas de navios. Com o Irã agora no controle de fato do estreito, o sistema pode envolver acordos entre governos, rigorosa fiscalização por parte do governo iraniano e, às vezes, taxas em troca da passagem.

Mas, por outro lado, todo acesso aos portos iranianos, partindo ou chegando, não podem ser realizados porque os Estados Unidos posicionaram navios de guerra no Mar da Arábia, na entrada do Estreito de Ormuz, formando uma poderosa barreira naval. Nada entra ou sai sem a autorização do comando.  Quem ganha e quem perde? Os Estados Unidos não pedem nada. Os países que dependem do petróleo iraniano, como China Índia, Japão, Coréia do  Sul, os maiores, perdem, mas estão procurando alternativas, inclusive comprando dos Estados Unidos, no Alaska e no Texas.

O navio Agios Fanourios I, com 330 metros de comprimento, carregado com petróleo bruto iraquiano e com destino ao Vietnã, estava retido na costa de Dubai desde o final de abril. Mas, partiu para o Estreito após um acordo direto com o Irã, supervisionado pelo primeiro-ministro do Iraque. A tripulação do petroleiro reuniu coragem e navegou cuidadosamente ao longo de uma rota designada pelo Irã, acompanhando a costa e manobrando sua enorme embarcação entre os postos de controle nas ilhas através do Estreito de Ormuz.  As ordens do Irã ao petroleiro faziam parte de um mecanismo ocupado com os “acordos futuros para o estreito”. Tais acordos devem estar em conformidade com o direito e as práticas internacionais e levar em consideração as legítimas preocupações de segurança dos estados costeiros e as demandas legítimas dos países da região e da comunidade internacional”, afirmou o comunicado do ministério. Além dos acordos governamentais, o processo para obter permissão iraniana para trânsito envolve uma análise minuciosa conduzida pela Guarda Revolucionária Islâmica, a força de elite do Irã, segundo três fontes iranianas e uma fonte europeia do setor de transporte marítimo. A Guarda Revolucionária analisa um documento de afiliação fornecido pelo proprietário ou operador do navio e submetido por meio de um intermediário, disseram as fontes.A verificação é realizada por instituições estatais iranianas, incluindo a Organização de Portos e Assuntos Marítimos, o Ministério da Indústria, Minas e Comércio, a organização nacional de navegação e o supervisor de segurança do Conselho Supremo de Segurança Nacional. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), que tem ampla supervisão sobre a segurança iraniana, também está envolvida na avaliação dos navios, disseram as autoridades.

Os acordos bilaterais para a passagem incluem uma etapa adicional: os países contatam o ministro das Relações Exteriores do Irã para solicitar permissão. O ministro encaminha esses pedidos ao Conselho Supremo de Segurança Nacional, que inclui a Guarda Revolucionária Islâmica e representantes do Líder Supremo Mojtaba Khamenei, disse uma das autoridades. Para o projeto Agios Fanourios I , o governo iraquiano trabalhou em conjunto com a SOMO, sua empresa estatal de comercialização de petróleo, para fechar um acordo com o Irã sob a supervisão do então primeiro-ministro iraquiano, Mohammed Shia al-Sudani, de acordo com duas fontes com conhecimento do acordo. Outros países adotaram acordos diferentes. Entre eles está a Índia, que importa cerca de 90% de suas necessidades de petróleo e cerca de 50% de seu gás, grande parte do qual passa pelo Estreito de Ormuz. “A Marinha Indiana também nos disse que, se os iranianos mandarem parar, devemos parar. Se mandarem se mover, devemos nos mover. Temos seguido essas instruções.” Até o momento, 13 embarcações com bandeira indiana deixaram o Estreito de Ormuz, enquanto 13 permanecem retidas a oeste da hidrovia, informou o Ministério da Marinha Mercante da Índia em 14 de maio.

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