JAPÃO APRESENTA PLANO PARA SUBSTITUIR 14 REATORES ATÉ A DÉCADA DE 2050
O Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI) apresentou uma proposta que prevê a substituição de até cinco reatores nucleares que deverão ser desativados até a década de 2040 e de 11 a 14 reatores até a década de 2050.
Antes do acidente na usina de Fukushima Daiichi, em março de 2011, os 54 reatores nucleares do Japão respondiam por cerca de 30% da geração de eletricidade do país. No entanto, em menos de 14 meses após o acidente, toda a geração nuclear foi interrompida enquanto mudanças regulatórias eram implementadas. Dos 33 reatores que continuam aptos a operar atualmente, 15 já foram religados.
Em fevereiro de 2023, o gabinete do governo japonês aprovou uma política que permite a construção de novos reatores nucleares e a extensão da vida útil das unidades existentes de 40 para até 60 anos. Segundo o plano, “antes de 2040, mais de 3 milhões de kW de capacidade de reatores existentes alcançarão 60 anos de operação e, depois disso, haverá uma perda significativa da capacidade de geração das usinas nucleares como fonte de energia descarbonizada”.
O 7º Plano Básico de Energia do Japão, adotado em fevereiro de 2025, prevê elevar a participação da energia nuclear na matriz elétrica de 8,5% no ano fiscal de 2023 para cerca de 20% em 2040. No mesmo período, a participação das fontes renováveis deverá crescer de 22,9% para algo entre 40% e 50%, enquanto os combustíveis fósseis deverão cair de quase 69% para uma faixa entre 30% e 40%.
Agora, o METI apresentou a meta preliminar a um subgrupo do Comitê Consultivo de Recursos Naturais e Energia, órgão que assessora o ministro da Indústria. A proposta prevê a substituição dos reatores que serão aposentados por novas unidades, de forma a manter a participação da energia nuclear em torno de 20% da geração elétrica nacional.
“Com base em determinadas premissas, estima-se que será necessário substituir entre 2,2 milhões e 5,5 milhões de kW de capacidade instalada (aproximadamente dois a cinco reatores) até a década de 2040 e entre 12,7 milhões e 16 milhões de kW (aproximadamente 11 a 14 reatores) até a década de 2050, incluindo os projetos realizados nos anos 2040”, informou o ministério em apresentação sobre a proposta.
O METI acrescentou que, como a capacidade instalada deverá continuar diminuindo em ritmo semelhante a partir da década de 2060 e a demanda por eletricidade pode crescer acima do previsto, será necessário promover ações para substituir ao menos esse volume de capacidade.
“É necessário apresentar projeções e uma visão de futuro sob as perspectivas do investimento de longo prazo em energia nuclear, da manutenção da base industrial do setor e do desenvolvimento e formação de recursos humanos”, destacou o ministério.
A expectativa é que a proposta receba aprovação formal em uma reunião de ministros do gabinete japonês nos próximos meses.

publicada em 7 de junho de 2026 às 13:00 





O Japão tem um PIB de 4,4 trilhões de dólares e 360 mil MWe de potência elétrica instalada. Com o seu perfil das fontes, renováveis, térmicas e nuclear, um fator de capacidade médio de 70% é razoável supor, resultando em aproximadamente 250 MWe médios. Nós temos um pouco mais de 200 mil MWe instalados, mas nossa superioridade de energias renováveis nos transformam em inferiores em fator de capacidade, menor do que 50%. Como resultado estamos um pouco abaixo de 90 mil MWe de energia média e um PIB de aproximadamente 2 trilhões de dólares. Confirma-se pela enésima vez a correlação… Leia mais »