JAPÃO ESTÁ MAIS PERTO DE REATIVAR A MAIOR USINA NUCLEAR DO MUNDO 15 ANOS APÓS ACIDENTE DE FUKUSHIMA
O Japão está muito perto de reativar a usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, considerada a maior do mundo em capacidade instalada. A Assembleia da província de Niigata, no norte do país, apoiou a decisão do governador Hideyo Hanazumi de aprovar a retomada das unidades 6 e 7 da planta nuclear, operada pela Tokyo Electric Power Company (Tepco).
A usina de Kashiwazaki-Kariwa, que conta com sete unidades, não foi afetada pelo terremoto e tsunami de março de 2011, que danificaram a usina de Fukushima Daiichi, também da Tepco. No entanto, seus reatores ficaram todos desligados por até três anos após o terremoto de Niigata-Chuetsu, em 2007, que causou danos ao sítio, mas não aos reatores. Durante esse período de paralisação, foram realizados trabalhos para reforçar a resistência da usina a terremotos. Todas as unidades permanecem desligadas desde o acidente de Fukushima.
Embora tenha realizado trabalhos nas demais unidades do complexo de Kashiwazaki-Kariwa, a Tepco vem concentrando seus recursos nas unidades 6 e 7, enquanto lida com o processo de descontaminação em Fukushima Daiichi. A usina reúne sete reatores e tem capacidade total de 8,2 GW (gigawatts), volume suficiente para abastecer cerca de 7 milhões de residências. Os reatores da central são do tipo Advanced Boiling Water Reactor (ABWR), com capacidade de 1.356 MWe cada.
A Tepco já havia recebido autorização da Autoridade de Regulação Nuclear para retomar as operações das unidades 6 e 7 em dezembro de 2017. A retomada dessas duas unidades, que estão desligadas para inspeções periódicas desde março de 2012 e agosto de 2011, respectivamente, pode elevar o lucro da companhia em cerca de US$ 638 milhões por ano.
A Tepco está priorizando o reinício da unidade 6 de Kashiwazaki-Kariwa, onde o carregamento de combustível foi concluído em junho. A empresa tem até setembro de 2029 para implementar medidas de segurança antiterrorismo na unidade 6 e, agora que obteve a aprovação local, poderá operá-la até esse prazo. A unidade 6 de Kashiwazaki-Kariwa se tornaria o primeiro reator da Tepco a retomar operações após o acidente de Fukushima Daiichi.
“A forma de lidar com a usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa é, há muito tempo, uma grande questão para o povo da província de Niigata. Embora as opiniões sobre a retomada da usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa estejam atualmente divididas entre o público, acreditamos que, ao continuar fornecendo informações precisas sobre a geração nuclear e ao ampliar a conscientização sobre medidas de segurança e prevenção de desastres, podemos aumentar a compreensão pública sobre a retomada da usina”, disse o governador Hanazumi.
Segundo ele, uma pesquisa de opinião pública realizada neste ano indicou que quanto maior o conhecimento das pessoas sobre as medidas de segurança e prevenção de desastres da usina, maior a probabilidade de apoio à retomada das operações. “Além disso, a pesquisa revelou que pessoas na faixa dos 20 e 30 anos tendem a ser mais favoráveis ao reinício da usina do que as gerações mais velhas”, acrescentou.
Antes do acidente de março de 2011 em Fukushima Daiichi, os 54 reatores do Japão respondiam por cerca de 30% da eletricidade do país. Todos foram desligados após o acidente, enquanto mudanças regulatórias eram implementadas. Até o momento, dos 33 reatores considerados operáveis, 14 já retomaram operação e outros 11 estão atualmente em processo de aprovação para reinício.

publicada em 22 de dezembro de 2025 às 18:00 





Esperemos que as atividades de melhorias nas usinas de Fukushima tenham contemplado a elevação do quebra mar que as protege. Os próprios japoneses já tinham previsto terremoto naquela magnitude que atingiu o Japão, daí deduzindo que o quebra mar seria superado pela altura da tsunamis originada. Sabiam, mas não protegeram a central, que nada mais era do que empilhar pedras elevando a altura do quebra mar alguns metros. Esperemos também que os operadores das usinas, sabedores das condições locais em condições normais e de acidente, tenham autoridade para tomar as medidas necessárias em tempo hábil sem pedir a benção à… Leia mais »
Inclusive o novo órgão regulador das atividades nucleares no Brasil.