JUSTIÇA DETERMINA A VENDA DA CITGO NOS ESTADOS UNIDOS POR DÍVIDA DE BILHÕES E A VENEZUELA REAGE COM ACUSAÇÕES
Depois que o juiz Leonard Stark (foto abaixo, à direita), de Delaware, nos Estados Unidos, ordenou a venda da petroleira venezuelana Citgo para liquidar dívidas de bilhões de dólares em solo americano, a vice-presidente e ministra do petróleo da Venezuela, Delcy Rodríguez, condenou a decisão do tribunal chamando a determinação da venda de “fraudulenta” e “forçada”. Disse ainda que a presença militar dos EUA no mar do Caribe está visando suas reservas de petróleo. “Rejeitamos veementemente a decisão adotada no processo judicial”, disse Rodríguez em um comunicado lido na televisão estatal sobre
a venda, a qual o governo venezuelano sempre se opôs.
O juiz ordenou a venda da empresa controladora da Citgo para a Amber Energy, uma afiliada do fundo de hedge Elliott Investment Management, por US$ 5,9 bilhões. Em um comunicado à imprensa, a Elliot disse que a ordem judicial foi “apoiada por um grupo de investidores estratégicos do setor de energia dos EUA”. A Citgo é uma subsidiária da PDVSA, empresa petrolífera estatal
venezuelana, com sede em Houston, enfrenta acusações de dever mais de 20 bilhões de dólares a credores, o que reflete as dificuldades financeiras generalizadas do país sul-americano sob as sanções dos EUA, que têm como alvo sua outrora lucrativa indústria petrolífera.
Entre os credores da empresa está a canadense Crystallex, que, segundo outro tribunal dos EUA, tinha um crédito de US$ 1,2 bilhão do governo venezuelano em 2019 devido à apreensão e nacionalização da Mina Las Cristinas em 2008, rica em ouro, diamantes, ferro e outros minerais. A venda da Citgo ocorre em um momento em que o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, afirma que o recente aumento da presença militar dos EUA no Mar do Caribe, que circunda seu país, tem como objetivo se apoderar das vastas reservas de petróleo da Venezuela.
Embora a Venezuela possua as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas em 303 bilhões de barris em 2023, ela exportou apenas US$ 4,05 bilhões em petróleo bruto naquele ano, um valor muito inferior ao de outros grandes países produtores de petróleo. Em parte devido às sanções impostas pelos Estados Unidos durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump. Na semana passada, o ditador Maduro pediu aos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) que ajudassem seu país a combater, o que ele chamou de “ crescentes e ilegais ameaças” dos Estados Unidos e deu seu presidente, mas o apelo do ditador não teve qualquer apoio.

publicada em 5 de dezembro de 2025 às 12:00 




