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LANÇADO O QUARTO SUBMARINO DA CLASSE SCORPÈNE DA MARINHA DO BRASIL. O PRÓXIMO SERÁ O DE PROPULSÃO NUCLEAR

O submarino Almirante Karam (S43), o quarto e último submarino convencional do programa da Marinha do Brasil, já é uma realidade. A unidade foi lançada ao mar na manhã de hoje (26), em cerimônia que marcou ainda a entrega definitiva à Marinha do seu terceiro submarino convencional, o Tonelero (S42), após a realização da chamada “mostra de armamento” da embarcação. Lançado ao mar em 2024, o Tonelero passou por testes durante esse período e, agora, será transferido para o setor operativo da Força Naval. Assim como o Almirante Karam, ele é um submarino da classe Skorpène, cujo projeto é do francês Naval Group, um dos maiores grupos da área de defesa do mundo.

Com o encerramento da construção dos submarinos convencionais, a estrutura do estaleiro de Itaguaí vai se ocupar do submarino nuclear. A primeira fase da construção do projeto do submarino Álvaro Alberto deve cuidar da parte traseira da embarcação. O almirante Alexandre Rabello de Faria, diretor de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, disse que ainda há muito a ser feito e que será um grande desafio para a Marinha do Brasil.

Atualmente só os cinco países com direito a veto no Conselho de Segurança da ONU têm submarinos movidos a propulsão nuclear. Trata-se de uma arma capaz de dissuadir ameaças estrangeiras. O Álvaro Alberto é considerado pela Marinha e pelo Naval Group como uma embarcação pioneira. Para o Vice-presidente da América Latina e Grécia da gigante francesa, Laurent Mourre, o ideal e o desejo é que ele seja o primeiro de uma frota brasileira de submarinos convencionais com propulsão nuclear.

O evento em Itaguaí é um dos mais importantes para a Marinha e para a Defesa do Brasil deste ano. Não só pelos números envolvidos. Mas pela perspectiva de parceria estratégica do País diante da possibilidade de o complexo servir para construir submarinos para outros países do entorno estratégico do Brasil. Argentina, Chile, Peru, Equador e Colômbia têm de renovar total ou parcialmente sua frota de submarinos – juntos, podem encomendar até 14 submarinos. O Brasil está de olho neste mercado porque não existem muitos países com esta condição. Na Europa, há filas de espera nas fábricas em razão de suas instalações e localização. Itaguaí é uma boa alternativa para atender encomendas, desde que barreiras de exportação sejam superadas.

Os submarinos convencionais fabricados em Itaguaí são equipados com os torpedos F-21.  O seu comprimento é 71,62 metros e sua tonelagem é de 1.870 toneladas. O primeiro deles a ser integrado à Marinha foi o Riachuelo (S40), em setembro de 2022. Logo em seguida, veio o Humaitá (S41), em janeiro de 2024. Tudo isso através da Nuclep e da Itaguaí Construções Navais, uma empresa criada a partir da cooperação estratégica entre Brasil e França. Seu objetivo era capacitar o País na construção de submarinos, o que fez da empresa a primeira fábrica de submarinos da América do Sul. A parceria da Marinha com a França não se resumiu à construção dos submarinos. A força expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais se aproximou de seu homólogo francês. A escolha do Naval Group aconteceu durante a primeira passagem de Lula pela presidência. De acordo com o Relatório Anual de 2024 do Naval Group, ele registrou receita de € 4,355 bilhões de faturamento e conta com 16.722 funcionários.

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