LULA ARTICULA PARA QUE CUBA ASSUMA UM LUGAR NO BRICs, MAS RECEBE UM NÃO DO PRESIDENTE VLADIMIR PUTIN
O presidente Lula está articulando para que Cuba também seja incluído no Grupo dos BRICs e acaba de criar mais uma área de atrito com os Estados Unidos. Apesar das intenções do presidente brasileiro, que está costurando esta inclusão de forma camuflada, ele recebeu hoje o primeiro sinal negativo para suas pretensões. E não foi do governo americano, mas da própria cúpula governista de Moscou, que não manifestou nenhum interesse para que Havana participe da cúpula e se torne um novo participante do BRICS. Para a Rússia, Cuba deve se manter com o status atual como país parceiro no grupo de economias emergentes. Esta resposta frustra Lula e Miguel Dias Canel, o ditador sanguinário cubano.
Segundo uma reportagem do jornal russo Izvestia, a Embaixada da Rússia em Cuba comentou que “a expansão do BRICS ao nível de membros plenos ainda
não está planejada”. Segundo a breve resposta, “Cuba continua a interagir com os países membros do BRICS como um país parceiro”, afirmou a missão diplomática, que não comentou o assunto em suas redes sociais. “Até onde sabemos, a questão da ampliação do número de membros efetivos da associação não está atualmente na agenda“, enfatizou a Embaixada. O regime cubano solicitou o apoio de Lula e de Putin há menos de duas semanas, antes da próxima cúpula do BRICS, que ocorrerá em Nova Déli nos dias 12 e 13 de setembro. O pedido de Havana foi divulgado pela Embaixada de Cuba na Rússia. Segundo um comunicado citado pelo jornal Izvestia, a missão diplomática comentou que esperava “o apoio dos demais membros do grupo para obter o status de membro pleno, especialmente da Rússia , como aconteceu durante sua presidência da associação, quando Cuba obteve o status de parceiro. Reiteramos nossa gratidão à Rússia por isso e por todo o apoio que nos deu para facilitar nossa participação nos mecanismos do grupo“, acrescentou o comunicado.

Marco Rubio, Secretário de Estados dos Estados Unidos, absolutamente contrário a ideia de apoio à Cuba
O regime cubano baseou sua pretensão na suposta abertura econômica anunciada em junho e decidida sob forte pressão dos EUA. Portanto, a Embaixada na Rússia acrescentou, que “a nova fase de abertura econômica iniciada por Cuba deve contribuir favoravelmente para a expansão dos laços com o BRICS , uma vez que cria mais oportunidades para investimentos estrangeiros e permite maior sinergia com as estruturas econômicas e financeiras dos países membros da organização”. Para lembrar, o BRICS é uma organização fundada em 2009 pelo Brasil, Rússia, Índia e China, com a África do Sul aderindo em 2011. Em 2024, expandiu-se para incluir Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. A Indonésia aderiu em 2025. Esses são os 11 países membros plenos. Cuba, por outro lado, aderiu em 2025 como país parceiro , juntamente com Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão. Essa categoria foi posteriormente expandida para incluir outros países. A Argentina, que foi convidada a aderir em 2024, decidiu não participar do grupo.
O objetivo do BRICS é aumentar a cooperação econômica e criar uma alternativa à ordem financeira dominada pelos Estados Unidos e pela Europa. Busca também reduzir a dependência do dólar americano no comércio internacional e, para isso, criou o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), dedicado ao financiamento de projetos de infraestrutura em países em desenvolvimento, como alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional. Apesar de representar mais de 40% da população mundial e uma parcela significativa do PIB global em paridade de poder de compra, o BRICS tem enfrentado inúmeros obstáculos operacionais. Entre eles, estão as tentativas de países como a Rússia de impor sua hegemonia ao mecanismo, os atritos políticos e ideológicos entre alguns de seus membros e os problemas econômicos internos dos países.

publicada em 31 de agosto de 2026 às 17:00 




