LULA PARTICIPA DA ABERTURA DO PAVILHÃO BRASIL NA FEIRA DE HANNOVER SEM SE ESQUECER DE OFENDER E DESAFIAR DONALD TRUMP
A abertura do Pavilhão Brasil na Hannover Messe 2026, nesta segunda-feira (20), colocou o país em evidência como um ator relevante na economia verde e na transição energética. Isto é um fato, mas a participação do presidente Lula liderando a comitiva brasileira traz pontos na relação com os Estados Unidos, em especial com o presidente Donald Trump, que merece um outro destaque, que mancha a relação entre os dois países. O presidente Lula parece estar buscando uma espécie de punição com as tarifas econômicas impostas pelos Estados Unidos às negociações comerciais entre os dois países, ofendendo, agredindo verbalmente e desafiando o presidente americano. Como se torcesse para os Estados Unidos voltasse a sancionar o Brasil e ele fazer o o papel de “coitadinho” que teve a soberania ameaçada pelo “malvadão”.
Não há como não notar que esse comportamento agressivo do presidente brasileiro se deu depois duas situações. A primeira com os adiamentos da reunião entre os dois
presidentes que estava agendada para março e agora, talvez, seja marcada para o segundo semestre, frustrando as intenções de Lula, que passou a ofender Trump e a desafia-lo pela guerra contra o Irã, pelas ações na Venezuela, pelo bloqueio do petróleo à ditadura castrista. A segunda situação foi a queda acentuada de sua popularidade e subida nas pesquisas de seu mais forte adversário a reeleição, o senador Flávio Bolsonaro. Lula e sua assessoria de comunicação acreditam que uma punição americana contra o Brasil pode fazer com que a imagem de Lula cresça contra o que seria um “ataque americano contra a soberania brasileira.” No fundo, uma bobagem. O governo americano parece ter entendido esta estratégia.
O evento na Alemanha teve a presença do presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, que ressaltou a capacidade dos pequenos negócios brasileiros de competir em mercados internacionais e ampliar a presença do Brasil no exterior. Durante a cerimônia, o
presidente Lula destacou também o petróleo, biocombustíveis e indústria aeronáutica do Brasil: “O Brasil é um país que quer se transformar numa economia rica. Nós cansamos de ser tratados como um país pobre e pequeno.” O presidente do Sebrae comentou o novo cenário de negócios internacionais para as startups e pequenas empresas. “Damos continuidade a essa agenda na Hannover Messe, como oportunidade para nossos empreendedores mostrarem seus produtos a um mercado consumidor de mais de 700 milhões de pessoas. É o Sebrae impulsionando negócios, gerando renda e chegando mais longe”, afirmou Soares.
O Brasil participa da feira com 190 micro e pequenas empresas e startups, que apresentam soluções inovadoras nas áreas de
indústria 4.0, inteligência artificial, sustentabilidade, energia limpa e transformação digital. Em parceria com a ApexBrasil, o Sebrae já atua na qualificação de micro e pequenas empresas para exportação, por meio de programas de capacitação, acesso a mercados e internacionalização, em especial o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX). A Hannover Messe, realizada desde 1947, reúne tendências globais em digitalização, sustentabilidade, energia e inovação. O evento segue até sexta-feira (24), com estimativa de reunir mais de 130 mil visitantes, 4 mil expositores e representantes de 60 países, consolidando-se como uma vitrine estratégica para conexões e geração de negócios globais.

publicada em 20 de abril de 2026 às 14:00 




