MARCO RUBIO SUGERE À DITADORES CUBANOS QUE PERMITAM LIBERDADE POLÍTICA E ECONÔMICA PARA ALÍVIO DA PRESSÃO AMERICANA
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sugeriu que o regime cubano deve permitir maior liberdade econômica aos cubanos se quiser alívio do controle cada vez mais rígido de Washington. Rubio quer reformas econômicas e disse que elas poderiam oferecer ao governo cubano um caminho para aliviar a pressão dos EUA, mesmo enquanto o bloqueio de petróleo da administração Trump empurra a ilha para uma crise ainda maior. Ele que o regime deve permitir aos cubanos maior liberdade econômica e política se quiser aliviar o aperto do controle de Washington. “É importante que o povo cubano tenha mais liberdade, não apenas liberdade política, mas também liberdade econômica.” Mesmo diante da maior crise política e econômica da história de Cuba, o ditador Miguel Diaz-Canel, insiste na
arrogância de que só querer diálogo com os Estados Unidos, se a “ soberania do povo cubano não for alterada,” disse. A relutância do regime em afrouxar o controle é a raiz do colapso que a ilha está mergulhada. “Então, acho que essa abertura precisa acontecer, e acho que Cuba está enfrentando uma situação tão crítica agora. Certamente, a disposição do governo em começar a abrir caminho nesse sentido é uma possível solução,” disse o secretário americano.
Os comentários de Rubio representam o sinal mais claro até agora da administração Trump sobre os termos potenciais para negociações, mesmo com o embargo de petróleo imposto pelo presidente deixando Cuba diante do que autoridades das Nações Unidas alertaram que poderia ser um colapso humanitário. Desde a operação militar dos EUA em 3 de janeiro que
capturou o ditador sanguinário e usurpador venezuelano Nicolás Maduro, o fornecimento de petróleo para Cuba está interrompido. Não há mais envio de dinheiro também. O presidente Donald Trump ameaçou posteriormente impor tarifas a qualquer país que forneça combustível à ilha, cortando efetivamente também os carregamentos do México. A crise energética de Cuba se agravou e os apagões diários chegam a durar mais de 24 horas em algumas partes da ilha.
Diversas companhias aéreas internacionais cancelaram voos depois que as autoridades cubanas alertaram sobre o esgotamento do combustível de aviação. Especialistas afirmam que todo o país pode ficar sem petróleo em poucos dias. “Este é um regime que sobreviveu quase inteiramente graças a subsídios. Primeiro da União Soviética, depois de Hugo Chávez”, disse Rubio. “Pela primeira vez, não
recebe subsídios de ninguém, e o modelo foi exposto.” O secretário descreveu um governo que não entende de economia básica e que alienou investidores estrangeiros que “perdem dinheiro em Cuba” porque “nunca pagam suas contas”. “Deixemos de lado, por um momento, o fato de que Cuba não tem liberdade de expressão, democracia ou respeito pelos direitos humanos”, disse Rubio.
“O problema fundamental é que Cuba não tem economia, e as pessoas que estão no comando do país, que o controlam, não sabem como melhorar o dia a dia da população sem abrir mão do poder sobre os setores
que controlam. Elas querem controlar tudo. Então, não sabem como sair dessa situação. E, na medida em que lhes foram oferecidas oportunidades para isso, parecem incapazes de compreendê-las ou aceitá-las de qualquer forma. Eles preferem estar no comando do país a permitir que ele prospere”, disse Rubio.
Filho de imigrantes cubanos nascido em Miami, há muito defende a mudança de regime em Havana. O secretário de Estado não chegou a delinear um roteiro formal para o alívio das sanções ou para a abertura de um diálogo, afirmando que tais anúncios exigem “espaço e tempo para serem feitos da maneira correta”. Mas sua ênfase nas liberdades econômicas sugeriu que Washington vê a crise atual como uma oportunidade para pressionar por reformas de mercado que afrouxariam o controle
militar sobre a economia. Os comentários de Rubio surgem num momento em que a administração Trump parece estar a replicar em Cuba a sua estratégia utilizada na Venezuela, usando a pressão econômica para forçar mudanças na liderança, ao mesmo tempo que mantém viva a possibilidade de um “acordo” sem especificar os termos.
Joe García, um democrata do sul da Flórida que já tentou mediar o conflito entre os dois governos no passado. Ele disse que “De certa forma, é isso que o regime cubano tentou implementar, mas fracassou devido à incompetência e ao medo de perder o controle. Essas são as mesmas reformas que aliados do regime, defensores do diálogo com Cuba, economistas cubanos e todos na ilha que não têm condições de comprar bens básicos vêm defendendo há anos, e às quais os governantes de Havana têm resistido obstinadamente.”

publicada em 16 de fevereiro de 2026 às 15:00 




