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MERCADO RECEBE BEM OS NOVOS VALORES DOS LEILÕES DE RESERVA DE CAPACIDADE

O sentimento geral do mercado com a revisão nos preços dos Leilões de Reserva de Capacidade (LRCAP) foi positivo. Os novos valores, divulgados hoje (13), trouxeram reajustes de até 100% e agradaram vários agentes do setor. Os certames estão marcados para os dias 18 e 20 de março.

Em nota, a Associação Brasileira das Geradoras Termelétricas (Abraget) elogiou o Ministério de Minas e Energia por ter revisto os valores, alegando que os preços-teto anteriores não permitiriam um leilão de reserva de capacidade adequado, o que poderia comprometer a segurança eletroenergetica do Sistema Interligado Nacional (SIN). “Com os valores adequados, será possível um processo competitivo com eficiência técnica e econômica”, afirmou a entidade.

Os valores fixados anteriores pelo governo para o 2º LRCAP foram de R$ 1,6 milhão por MW/ano para usinas termelétricas novas e de R$ 1,12 milhão por MW/ano para empreendimentos termelétricos existentes. Agora, os valores estão foram elevados para R$ 2,9 milhão por MW/ano e R$ 2,25 milhão por MW/ano, respectivamente. No 3º LRCAP, os preços-teto foram revisados de R$ 920.000 por MW/ano para R$ 1.600.000 por MW/ano e de R$ 990.000 por MW/ano para R$ 1.750.000 por MW/ano.

Já a Eneva, que viu suas ações derreterem no início da semana após a divulgação dos primeiros preços-tetos, afirmou que estão alinhados aos indicadores econômicos do setor de energia. Assim, a companhia espera que o certame “atrairá grande competição” e cumprirá “o seu objetivo maior, de garantir a segurança do suprimento de energia elétrica ao país”. Com a revisão dos valores da licitação, as ações da companhia acumulam alta acima de 8% nesta sexta-feira.

Enquanto isso, a ABRACE Energia, que reúne os grandes consumidores de energia elétrica, entende como relevante a realização do leilão de capacidade para reforçar a segurança do sistema elétrico. Ao mesmo tempo, avalia que a atualização dos preços-teto foi realizada com base nas melhores informações disponíveis, o que pode favorecer a competitividade do certame e ampliar a participação de ofertantes.

Segundo a entidade, para os consumidores, o elemento central desta contratação é a garantia de efetiva competição. “Nesse contexto, o volume a ser contratado pelo Ministério de Minas e Energia constitui a variável mais sensível. Este leilão não representa nem a primeira nem a última oportunidade do País para contratação de flexibilidade. Quanto maior o volume, maior o encargo e, claro, maior será o custo para os consumidores brasileiros”, disse associação.

Nos cálculos da ABRACE Energia, se a contratação atingir 10 GW, estima-se impacto da ordem de R$ 45/MWh. Caso alcance 15 GW, o impacto tarifário será de aproximadamente R$ 67/MWh. Por fim, a associação defende que o governo estabeleça previamente um cronograma de contratação de flexibilidade, com certames anuais ao menos nos próximos três anos, possibilitando inclusive a realização do 3º LRCAP ainda em 2026.

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