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NOVA EDIÇÃO DE UM ESTUDO SOBRE AS RODOVIAS DÁ DESTAQUE À SÃO PAULO, MAS GARGALOS LOGÍSTICOS AUMENTAM CUSTO OPERACIONAL EM 14,6%

Um novo estudo sobre as rodovias brasileiras feito pela  Confederação Nacional revela em sua 28º edição a realidade das rodovias brasileiras depois de um levantamento da infraestrutura rodoviária do país e analisar a condição de suas principais características, como o pavimento, sinalização, geometria da via e a avaliação dos pontos críticos. No Estado de São Paulo, foram analisados 10.970 quilômetros, o que representa 9,6% do total pesquisado no Brasil. De acordo com os parâmetros da pesquisa, o estado geral das rodovias do estado foram avaliadas com 49,4% Ótimo, 27,7% Bom, 22,1% Regular, 0,7% Ruim e 0,1% Péssimo.

Na visão de Carlos Panzan, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), o resultado da pesquisa foi muito satisfatório e mostra que o trabalho realizado pelas autoridades estaduais demonstram a seriedade que o transporte e a infraestrutura rodoviária têm sido levados. “Temos sete das dez melhores rodovias do Brasil, um resultado que demonstra a seriedade com que o transporte e a infraestrutura rodoviária vêm sendo tratados. Para nós, isso é motivo de orgulho, especialmente por se tratar de um estado que é um dos principais motores da economia brasileira. Ainda assim, é fundamental manter os investimentos e o planejamento contínuo para avançarmos ainda mais na qualidade e na segurança das nossas vias“.

Apesar dos números positivos, a pesquisa afirma que as condições do pavimento no estado geram um aumento de custo operacional do transporte de 14,6%. Isso se reflete na competitividade do Brasil e no preço dos produtos. De acordo com a pesquisa da CNT, um investimento de R$5,74 bilhões seria necessário para recuperar as rodovias em São Paulo com ações emergenciais (reconstrução e restauração). O estudo também revela que em 2025, que houve um consumo excessivo de 62,4 milhões de litros de diesel devido à má qualidade do pavimento de trechos da malha rodoviária no estado. Esse desperdício gerou um prejuízo de R$359,19 milhões aos transportadores e uma emissão de 165,14 mil toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera. “Esses números evidenciam como a má qualidade do pavimento impacta diretamente os custos operacionais do transporte rodoviário. O consumo excessivo de diesel não representa apenas um prejuízo financeiro significativo para as empresas, mas também um retrocesso do ponto de vista ambiental, com aumento expressivo na emissão de gases de efeito estufa“, avalia Panzan.

O Estado de São Paulo, em conjunto com ações de empresas privadas, vem realizando uma série de concessões das rodovias que vem refletindo na boa qualidade das estradas. A pesquisa mostra que sete das melhores rodovias do Brasil estão em São Paulo seis delas estão sob concessão de empresas privadas, são elas:

1º Lugar – São Paulo: SP-270 (Raposo Tavares) / BR-267 / BR-374 – Trecho de Presidente Epitácio a Ourinhos

3º Lugar – São Paulo: SP-348 (Rodovia dos Bandeirantes) – Cordeirópolis

4º Lugar – São Paulo: SP-225 (Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros/Engenheiro Paulo Nilo Romano) / BR-369 – Trecho de Itirapina a Santa Cruz do Rio Pardo

5º Lugar – São Paulo: SP-320 (Rodovia Euclides da Cunha) – Trecho de Rubinéia a Mirassol (pública)

7º Lugar – São Paulo: SP-070 (Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto) – Trecho de Taubaté a Guarulhos

8º Lugar – São Paulo: SP-021 (Rodoanel) – Trecho de Arujá a São Paulo

9º Lugar – São Paulo: SP-270 (Raposo Tavares) / BR-272 / BR-373 – Trecho de São Paulo a Itapetininga

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