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NOVAS SANÇÕES ECONÔMICAS DOS ESTADOS UNIDOS CONTRA CUBA MIRAM A GAESA, A EMPRESA DOS LÍDERES DA DITADURA

Os Estados Unidos acertaram em cheio ao impor sanções econômicas às empresas do conglomerado militar GAESA, que está sob controle dos líderes da ditadura cubana e concentra as atividades da ilha que geram dólares. Uma parte da renda é dividida entre eles e depositada em contas pessoais milionárias em bancos do Panamá. Os Estados Unidos apertaram o cerco contra Cuba, sancionando também as empresas estrangeiras com as quais negocia e violam o Direito Internacional e o sistema de comércio internacional. Uma delegação cubana denunciou as novas sanções ao Conselho Geral da Organização Mundial do Comércio.

Militares revolucionários de Fidel Castro líderes da GAESA

Segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores de Havana, José Ernesto Díaz Pérez, representante cubano na organização, “denunciou o impacto das recentes medidas coercitivas unilaterais adicionais” anunciadas por Washington. Díaz Pérez disse  que “o uso da coerção tarifária e de medidas unilaterais para fins políticos não só ataca Cuba, como também constitui uma violação flagrante do Direito Internacional e das regras que regem o sistema multilateral de comércio”. Os Estados Unidos têm imposto sanções a setores estratégicos do regime cubano, como energia, mineração e serviços financeiros, como tática de pressão para forçar Havana a promover uma mudança de regime.

Porto de Mariel, financiado pelo Brasil de Lula, e não pago por Cuba, pertence a GAESA

Segundo o ministério, Havana também solicitou à OMC “uma reforma do comércio mundial que priorize o desenvolvimento”. Ao anunciar as novas sanções o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC) disse que os agentes estrangeiros que mantêm relações comerciais com o regime estão expostos ao risco de sanções; no entanto, a nova ordem executiva “não impõe automaticamente sanções a todas as pessoas que operam ou operaram” em setores como energia, defesa, metais e mineração, serviços financeiros e segurança. O poder de impor sanções cabe aos Secretários de Estado e do Tesouro. O OFAC especificou que essas sanções serão impostas contra indivíduos ou entidades estrangeiras que “estejam envolvidos em atividades prejudiciais específicas relacionadas a Cuba”. Indicou também  que prestará atenção aos indivíduos ou empresas estrangeiras que “agem em nome do Governo de Cuba ou o representam“, bem como àqueles que foram “cúmplices de graves violações dos direitos humanos ou atos de corrupção relacionados a Cuba”.

NÍQUEL AFETADO

Produção de lítio em Cuba feito por empresa canadense, está parada

Até 2021 o minério de níquel era a principal exportação de Cuba, com mais de US$ 788 milhões em receita, superior ao tabaco e ao açúcar bruto, de acordo com o Observatório da Complexidade Econômica. Em 2024, os dados mais recentes disponíveis, o níquel caiu para o terceiro lugar, com US$ 88,6 milhões aportados nos cofres de Havana. A saída da empresa canadense Sherritt International, principal mineradora estrangeira na ilha no setor cubano de níquel e cobalto, representou um duro golpe para esse negócio.

Os Estados Unidos também sancionaram diretamente a Brigadeiro-General Ania Guillermina Lastres Morera, que chefia o conglomerado empresarial das Forças Armadas cubanas desde 2022, e a empresa Moa Nickel , “por operar ou ter operado no setor de metais e mineração da economia cubana”. A este respeito, o Departamento de Estado detalhou que “o governo Trump está tomando medidas decisivas para proteger a segurança nacional dos EUA e impedir que o regime comunista e as Forças Armadas Cubanas tenham acesso a ativos ilícitos”.

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