NAO DELETAR
HMFLOW

NOVO PRESIDENTE DA NUCLEP PASSA POR CIMA DE MINISTRO E DO CONSELHO DA EMPRESA E NOMEIA PARA DIREÇÃO MARCELO PERILLO

A foto de Marcelo Perillo no Linkedin já o coloca dentro da direção da NUCLEP

Apenas 15 dias depois de trocar a presidência em substituição a um profissional que só deixou um legado de confusão, desrespeito aos clientes e mau desempenho, a NUCLEP volta ao noticiário. Mas não com as boas informações que lhe caracterizaram nos últimos anos. Desta vez, as informações esbarram em temas policiais. No dia 30 de dezembro, o Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, deu posse à Adeilson Teles, que já era funcionário da empresa desde 2023. Com ele, chegou também a esperança e a expectativa da empresa voltar aos bons tempos, porque nos últimos meses, quando foi presidida por Alexandre Vianna Santana, um oficial de Marinha, que ficou conhecido por “El Niño”,  o trem descarrilou. Até um contrato com a Petrobrás para construir Estacas Torpedo, sem muita tecnologia, foi cancelado pelo mau desempenho. Esta semana, o novo presidente surpreendeu até ao ministro, trazendo de volta à empresa, discretamente, um profissional que já foi exonerado duas vezes da companhia por responder a casos escabrosos: Marcelo Perillo.

Alexandre Silveira – Um ministro desrespeitado pelo novo presidente da NUCLEP

Perillo, já foi exonerado em 2016 pelo então presidente da empresa, Jaime Cardoso.  No ano passado, no dia 17 de outubro, ele voltou a ser exonerado pelo próprio Ministro Alexandre Silveira.  Dias antes, em 3 de setembro, a NUCLEP havia informado que o afastamento temporário de Perillo foi uma medida de governança corporativa, decidida pelo conselho de administração, de caráter estritamente preventivo. O objetivo, disse a estatal na  época, era assegurar “a completa isenção e autonomia das apurações internas em andamento”. A nota da empresa fez tudo para preservar a imagem de Perillo: É importante ressaltar que não se trata de pré-julgamento ou de qualquer juízo de valor sobre a conduta do diretor. A dispensa se deu em estrita observância à legislação aplicável a cargos de livre nomeação e exoneração. O ato de desligamento para tais posições é discricionário e imotivado, não cabendo à companhia detalhar as razões da decisão”. O Ministro não esperou nem o fim das apurações e antecipou a  exoneração dele.

A cronologia dos fatos mostra que Marcelo Perillo voltou a NUCLEP em maio de 2024 como Diretor Administrativo e afastado em outubro de 2025. O que sabe é que ele responde a 19 processos, envolvendo uma gama de assuntos, inclusive policiais. Ele ainda presta contas ao TCU (Tribunal de Contas da União). Tanto quando foi diretor da Usina Belo Monte, assessor da Petros, além do seu envolvimento na  Operação Greenfield, deflagrada em 5 de setembro de 2016,  que apura investimentos realizados de forma fraudulenta ou temerária pelas principais entidades fechadas de previdência complementar (EFPC – ou fundos de pensão) do país. Dentre essas entidades, destacam-se o POSTALIS (Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos) e a PETROS (Fundação Petrobrás de Seguridade Social).

Adeilson passa por cima do ministro do CA da empresa e até do TCU para escolher “homem de confiança”

PASSANDO POR CIMA DO MINISTRO

O que impressiona na volta de Marcelo Perillo não é apenas a velocidade com que Adeilson Teles, o novo presidente, trouxe de volta uma pessoa que havia sido exonerada pelo próprio ministro. E pior, para ser o seu Chefe de Gabinete, uma função de extrema confiança por onde passam todos os contratos que a empresa ainda tem e os que terá no futuro. Passa por cima de uma decisão DO ministro,  do próprio Conselho de Administração da empresa, do Ministério Público e ainda dá uma banana às investigações do TCU. E aqui, vale uma pergunta importante para que Adeilson possa responder: qual é o objetivo de trazer para ser o seu “homem de confiança” uma pessoa com este tipo de qualificação?

A NUCLEP merece voltar aos seus bons tempos e o Brasil precisa dela

O novo presidente, que trouxe a esperança de levar de volta a credibilidade da empresa junto aos clientes, está esbarrando a sua frente com uma pedra gigantesca que ele próprio colocou. O seu currículo, mostra que foi assessor de relações trabalhistas, Gerente Geral da Presidência, com  atribuições de representação externa; Teve atuação no desenvolvimento, e supervisão do sistema de governança corporativa, metodologias de apoio à definição dos indicadores estratégicos, além de assessoramento da Diretoria Executiva. Mas, ou esqueceu ou não aprendeu, que não se deve ter um profissional com estas desqualificações como seu homem de confiança. Salvo se houver outros objetivos. E neste caso, a partir desta data, ele já virou um alvo preferencial ao que acontecer daqui pra frente. A NUCLEP é uma empresa de 50 anos e de grandes conquistas. Viveu grandes isso nas áreas energética, estratégica, militar,  nuclear e de petróleo e gás.  Uma empresa a altura de suas tradições históricas de realizações importantes para o país, merece outra sorte. O que vai acontecer com estas novas verdades reveladas? Quem viver, verá.

Inscrever-se
Notificar de
guest
1 Comentário
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Cidadão.
Cidadão.
3 meses atrás

Muito preocupante ver a Nuclep na atualidade com este tipo de gestão. Bem pouco tempo atrás as coisas eram muito melhores… até lucro a empresa conheceu. E há funcionários que ainda festejam e creem que, por receberem mais benefícios, a gestão é melhor!!! Abusam de recursos públicos enquanto o país precisa de desenvolvimento e tecnologia… e ainda batem do peito dizendo que são “a maior caldeiraria do Brasil”… de nada adianta se não produzem nada… não entregam… só geram prejuízo. TRISTE.