O BIOMETANO ENTRA NO CENTRO DA SEGURANÇA ENERGÉTICA E SERÁ O TEMA DO 13º FÓRUM DO BIOGÁS, EM SÃO PAULO
O biometano chega a 2026 em um novo patamar na agenda energética brasileira. Antes tratado principalmente como uma alternativa renovável de alto potencial, o combustível passa a integrar, de forma estratégica, a segurança energética e a política nacional de descarbonização do setor de gás natural, com impacto direto sobre produtores e importadores. É nesse contexto que a Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (ABiogás) vai explorar o tema durante a 13ª edição do Fórum do Biogás, nos dias 11 e 12 de agosto de 2026, no São Paulo Expo, na capital paulista. O evento é apresentado oficialmente como o maior encontro setorial da América Latina, reunindo autoridades nacionais e internacionais, além de investidores em biogás e biometano, em uma programação voltada a negócios, regulação, inovação, políticas públicas, segurança e transição energética.
O novo cenário é impulsionado pelo Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano, conhecida como Lei
do Combustível do Futuro. Segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o programa tem como objetivo incentivar a pesquisa, a produção, a comercialização e o uso do biometano e do biogás na matriz energética brasileira. A partir desse novo marco, produtores e importadores de gás natural deverão cumprir metas anuais de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE), definidas pelo Conselho Nacional de Política Energética. O cumprimento poderá ocorrer por meio da aquisição dos Certificados de Garantia de Origem do Biometano, os CGOBs, mecanismo que comprova a origem e a rastreabilidade do biometano produzido e comercializado. A ANP também passou a ter papel central na regulamentação dos procedimentos de alocação e cumprimento das metas, além da certificação dos agentes envolvidos.
Na prática, o programa cria uma ponte entre obrigação regulatória e oportunidade de mercado. Ao estabelecer demanda para o biometano, a política pública tende a estimular novos projetos, ampliar a segurança para investimentos e fortalecer a infraestrutura necessária para escoamento, certificação e comercialização do combustível. Segundo Josiani Napolitano, Presidente Executiva da ABiogás, esse movimento dialoga diretamente com os principais desafios do setor. “O Brasil reúne todas as condições para liderar a produção de biometano, mas essa liderança depende de transformar potencial em projetos, conectar oferta e demanda, e construir um ambiente regulatório que dê previsibilidade aos investimentos. O biometano já demonstrou sua capacidade de contribuir para a descarbonização, a segurança energética e economia circular. Agora, o desafio é acelerar sua inserção na
matriz energética e consolidá-la como um ativo estratégico para a competitividade do país.”, afirma.
A programação abordará temas como ambiente regulatório, desenvolvimento de projetos, tecnologias, modelos de contratação, financiamento e integração do biogás e do biometano às políticas climáticas e energéticas. Segundo a organização, a proposta do evento é promover negócios, apresentar soluções, ampliar o diálogo com o poder público e discutir tendências para o setor no Brasil e no exterior.
- 9h00 – Cerimônia de abertura
- 11h00 – Plenária Principal – Biogás e biometano: diversificando a matriz e fortalecendo a segurança energética
- 14h00 – “Mandato de biometano na Lei Combustível do Futuro” e “Infraestrutura e logística do biometano”
- 16h00 – “Integração do biometano à política climática” e “Biometano nas cidades: mobilidade urbana e gestão de resíduos”
Dia 2 — 12 de agosto
- 09h00 – “CGOB: regulação e operacionalização” e “Valorização do digestato e economia circular”
- 11h00 – “Os benefícios tributários ao longo da cadeia do biogás e biometano” e “Biometano no transporte de carga”
- 14h00 – “Biometano na abertura do mercado de gás” e “Descentralização do biogás: pequenos projetos, inclusão social e sustentabilidade socioambiental”
- 16h00 – “Desenvolvimento tecnológico, eficiência operacional e segurança na cadeia de valor do biogás” e “Diversificação dos usos do biogás”

publicada em 15 de julho de 2026 às 15:00 





